Por que a Juventus tem a melhor defesa da Europa

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A grande parte dos campeonatos europeus completa um mês de temporada nesta semana. Alguns mais, outros menos. Têm equipes com seis partidas disputadas em suas ligas; outras, como as do Italiano, fizeram exatamente a metade. Entre os principais torneios nacionais da Europa, apenas três times ainda não sofreram gols em 2014-15: Juventus, Barcelona e Colônia – a Roma foi vazada na Liga dos Campeões. Inclusive a Juve detém o título de melhor defesa do Velho Continente.


No Campeonato Italiano, Roma e Juventus lideram a competição com 100% de aproveitamento. Nenhuma delas precisou buscar a bola no fundo da rede, mas os giallorossi foram vazados na Uefa. A Juve se manteve zerada após vitórias contra Chievo, Udinese, Malmö e Milan.


De acordo com os números do site “WhoScored”, o time treinado por Max Allegri faz pouquíssimos desarmes na Serie A: 14,3 por partida, sendo que a média do campeonato é de 17,5. Isso configura a Juventus como a 2º equipe que menos rouba bolas na Itália. Contudo, a Velha Senhora sofre apenas 8,7 finalizações por jogo – 2º melhor índice da competição. Para efeito de comparação, a Roma desarma mais, porém, também sofre com uma maior quantidade de remates. A Inter, de apenas um gol sofrido no torneio, tem o 4º melhor índice de bolas roubadas, mas é o 10º clube em finalizações sofridas.


A respeito dos outros clubes que não foram vazados, o Barcelona recebe uma quantidade de finalizações menor que a Juventus, mas a La Liga também tem uma média inferior de remates. Na Bundesliga, o Colônia foge à regra e tem mais que o dobro do índice do Barça (12,5). Veja o infográfico abaixo para maiores detalhes.




Os números da Juventus representam que os meio-campistas estão trabalhando pouco, uma vez que as estatísticas de desarmes são baixas? Longe disso. A Juventus não sofreu uma finalização sequer da pequena área (8% dos remates sofridos pelo Barça foram nesta região; do Colônia, 6%). Os adversários tentaram punir a Velha Senhora da grande área em 35% das oportunidades. De longa distância, o número da Juventus melhora para 65%. O time é o melhor do campeonato nos três índices.


A compactação da equipe ajuda demais ao desempenho defensivo, que não resulta em desarmes aos montes. Claudio Marchisio é o principal ladrão de bolas da Juve, com média de apenas 2,7. Ele está distante dos líderes no fundamento – Allan, da Udinese, e Magnanelli, do Sassuolo (5,3). Em condições normais, a linha de três defensores é auxiliada pelo retorno de Asamoah/Evra e Lichtsteiner nas alas e o trio Marchisio-Pogba-Pereyra pelo meio. Tévez também recua bastante para ajudar a defesa, liberando Llorente para ficar, geralmente, no círculo central.


A mudança tática realizada com Allegri foi a de um sistema com quatro defensores. Contra o Milan, Asamoah, por vezes, foi flagrado atuando como lateral-esquerdo; Cáceres fazia a lateral oposta e deixava Lichtsteiner livre para correr pelo flanco. Tévez, por sua vez, cobria o espaço deixado no meio de campo.


Em quatro partidas na temporada, o resultado é ótimo. E nada deve mudar nos próximos dois confrontos, diante o Cesena e a Atalanta. Talvez em outubro, apenas, quando enfrenta Atlético de Madrid, Roma e Olympiakos...