Verdadeira Juventus quis tirar uma soneca

Tem sido mais difícil que o esperado. Desde a vitória na Liga dos Campeões, a Juventus somou resultados diferentes: um empate com a Roma, uma derrota para a Fiorentina e uma vitória contra o Sassuolo. As atuações foram distintas e equivalentes.


Determinados momentos nestas partidas foram bons. Entretanto, a equipe não faz uma apresentação tão boa desde o segundo tempo contra o Borussia Dortmund. É pedir demais uma regularidade?


O técnico Massimiliano Allegri teve de ouvir do antigo comandante Antonio Conte que, a essa altura do campeonato, a Juventus teria 20 pontos de vantagem para o segundo colocado. De volta ao mundo real, 11 pontos separam os bianconeros da Roma. Ao fim da partida contra o Sassuolo, na última segunda-feira, Allegri afirmou que gosta do resultado de 1 a 0 porque deixa o time com os pés no chão e respondeu Conte com um "os resultados importam mais que as comparações".


Getty Images
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Pode deitar no gramado e jogar bola, Coman?


Desde o confronto da Liga dos Campeões, a Juve não atua com os titulares de praxe. Buffon se machucou, bem como Pirlo. Pogba estava com o joelho sobrecarregado e foi poupado contra a Roma. Cáceres atuou contra a Fiorentina - na partida que Allegri voltou a testar o esquema com três zagueiros e foi atropelado por Mohamed Salah - e parou no departamento médico. Comentei que seria a grande chance para Sturaro mostrar a todos porque foi contratado em definitivo pela Juve no podcast do ESPN FC. Resultado: também foi quebrado.


Entretanto, como um time melhor que o tricampeão consecutivo consegue oscilar tanto?


A equipe treinada por Allegri mostra evolução se comparada à de Conte. Em três anos, as variações táticas aconteceram, estourando, em 5% das partidas. O atual técnico da seleção tinha a proposta de atuar quase sempre com os três zagueiros. As atuações com a linha defensiva formada por quatro jogadores eram bem diferentes. Nisso, quem estivesse melhor adaptado à função teria uma vaga cativa na equipe. Machucou? O reserva precisa fazer a mesma coisa.


Allegri, longe de ser um tático conservador, tenta adaptar o que tem disponível para escalar o time. O meio de campo e o ataque da Juventus mudou consideravelmente com a chegada do treinador. O 4-3-1-2 está ali, porém, a tática pode (ou deve) ser alterada caso seja necessário.


Novamente até o jogo europeu, a Juventus tinha realizado poucas apresentações fora do habitual. Posso citar os empates contra Inter, Udinese e a vitória mínima contra o Parma - esta pela Coppa Italia.


As lesões não contribuíram tanto para a queda de rendimento. Marchisio consegue fazer muito bem o que Pirlo faz, Pereyra tem jogado bem, Ogbonna é um zagueiro sólido e Storari é um reserva competente. E tem Barzagli retornando de lesão - atuou pela primeira vez na temporada na última rodada. Aqui, sim, acredito que o motivacional de Conte faz diferença.


De qualquer forma, estou com Allegri com essa ideia de não se sentir supernatural. Ainda mais com a decisão da Liga dos Campeões se aproximando. Falta uma semana para avançar de fase.


Ops.