O primeiro do tri: Viareggio 2003

O que você fez no dia 3 de março de 2003? A Juventus enfrentou o Slavia Praga e venceu por 1-0, na final do Torneo di Viareggio. Este foi o primeiro título dos três consecutivos da equipe bianconera.


A ideia do post é retratar que fim levou os titulares na decisão há 11 anos.


Antonio Mirante: o goleiro foi um dos cinco jogadores campeões em Viareggio emprestados ao Crotone ao fim do torneio. Depois, Mirante foi negociado com o Siena, também por empréstimo, e vendido a Sampdoria. Desde 2009 no Parma, o goleiro é um dos melhores de sua geração - pra mim, até vence Marchetti.


Daniele Gastaldello: outro que integrou o elenco do Crotone após o título, o zagueiro teve boa passagem pelo Siena antes de chegar a Sampdoria. Quem o levou a Doria foi Giuseppe Marotta (olha só!). Atualmente, Gastaldello é o vice-capitão da equipe.


Claudio Villa/Getty Images
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Mirante se firmou no futebol italiano como goleiro do Parma


Mattia Cassani: foi negociado com a Sampdoria depois de Viareggio. O defensor passou quatro temporadas no Verona antes de acertar com o Palermo. Com a camisa rosanera, foi eleito um dos melhores laterais-direitos da Serie A em 2009-10. Ainda jogou por Fiorentina e Genoa até fechar com o Parma.


Giovanni Bartolucci: produto do vivaio da Fiorentina, Bartolucci não teve o mesmo sucesso que seus companheiros de zaga. A única vez que foi contratado por uma equipe da primeira divisão, o Siena, em 2007, sequer entrou em campo. Teve passagens por Crotone, Pisa, Torres, Monza, Pistoiese e atualmente está em seu 4º ano de Gubbio, que está longe de lutar pelo acesso à segunda divisão.


Abdoulay Konko: o francês teve ótima passagem pelo Crotone, na Serie B, durante 2004 e 06. Foi contratado pelo Genoa logo após atuar pelo Siena e foi emprestado ao Sevilla. Voltou à Itália para jogar na Lazio, onde já viveu dias melhores, principalmente em 2012.


Matteo Paro: rodou por Chievo, Crotone e Siena após o título de juniores antes de integrar o elenco bianconero na Serie B. O meio-campista marcou o primeiro gol da Juve pós-Calciopoli. Foi negociado com o Genoa antes de parar na bela equipe do Bari de 2009-10; uma grave lesão o impediu de jogar pelos galletti. Atualmente está no SPAL, da quarta divisão.


Alessandro Pederzoli: titularíssimo na base juventina, rodou metade da Itália em uma década de carreira, nas séries B e C. Teve certo reconhecimento no Crotone e Gallipoli. Nunca jogou na primeira divisão.


Marco Brighi: o irmão mais novo de Matteo Brighi é outro que nunca atuou no alto escalão italiano. Os problemas extra-campo o relegaram a permanecer nas divisões inferiores. Ele jogou por cinco temporadas no Bellaria Igea Marina e atualmente está no Rimini, ambos da quarta divisão.


Ilyas Zeytulaev: comprado junto ao Sportakademklub Moscow, o meia-atacante chegou a ser convocado dez vezes para a seleção uzbeque. Na maior parte de sua carreira, Zeytulaev jogou na Serie C, por Verona, Pescara e Lanciano. Aos 29 anos, saiu pela primeira vez da Itália para atuar no HNK Gorica, da Croácia.


New Press/Getty Images
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Ruben Olivera conseguiu vestir a camisa do time principal da Juventus (credo). Ele até marcou gol, como esse contra o Chievo, em 2005


Luca Scicchitano: o meio-campista ganhou tudo entre os juvenis da Juventus. Ele tem medalha de ouro de Viareggio, Coppa Italia e até Campeonato Italiano Sub-20. Scicchitano seguiu Gasperini para o Crotone, não conseguiu desempenhar bom futebol e caiu no esquecimento. Ele está no Toretta, da sétima divisão.


Rubén Olivera: o único atacante no 3-4-2-1 da Juventus foi também o único que atingiu uma certa fama entre os profissionais do clube. No rebaixamento, em 2006-07, foi negociado com a Sampdoria; depois, a Signora emprestou o jogador para o Peñarol. Atualmente no Brescia, seu último brilho aconteceu pelo Lecce, em 2011.


Reservas
Nicola Avitabile: o goleiro reserva teve uma carreira bastante curta. Depois do título de 2003, jogou pelo Cosenza, Sanmarese, Martina e pendurou as luvas em 2008, no Scafatese, da quarta divisão.


Orlando Urbano: o zagueiro de Ruviano também não teve chance de atuar na Serie A. Rodou pela terceira divisão por anos, por Reggiana, Pavia e Torres. Teve passagens regulares por Potenza, Pro Patria e Como, sempre pela Serie C1. Atualmente defende o Lugano, da segunda divisão suíça.


Carlos Elliot: o brasileiro adotado por estadunidenses tinha técnica, velocidade e resistência. Não conseguiu assinar com a Juventus devido ao regulamento - máximo de três jogadores extra-comunitários no clube. Jogou pelo Rodengo, na Serie D, Odense e Dalum (Dinamarca) após falhar em testes para Chicago Fire, Viborg e Perugia. Abandonou a carreira em 2011, aos 27 anos.


Juventiknows
Juventiknows

Urbano e Mirante levantam a taça de Viareggio 2003


Davide Chiumiento: autor do gol do título de 2003, Chiumento chegou a integrar o elenco principal antes de ser emprestado para equipes da Suíça para ganhar maturidade. Ao discutir com diretores da Juve, foi vendido de vez: primeiro ao Luzern; na sequência, acertou com o Vancouver Whitecaps. No Canadá, jogou bem. O meia-atacante está no Zürich.


Raffaele Palladino: reserva para o setor ofensivo de Gasperini, o atacante teve ótima temporada de 2004-05 pelo Salernitana, na Serie B, onde também jogou bem pela Juventus. Parou por aí. Atualmente representa o Parma.


Simone Fumasoli: quem? Exatamente. O atacante passou mais da metade da carreira atuando pelo Pizzighettone, nas séries C1, C2 e D. Está no Piacenza, na quarta divisão.


Gian Piero Gasperini: o técnico teve dois bons momentos na carreira depois de Viareggio. O primeiro aconteceu pelo Crotone, quando atingiu os playoffs para a Serie A. O segundo foi na temporada de 2008-09. Ele conquistou uma vaga na Liga Europa com o Genoa. Acumula insucessos com Inter, Palermo e, novamente, Genoa.