A vice Juventus: a final mais chata da Era Moderna

Juventus 0 (2) x (3) 0 Milan


A temporada de 2003 foi finalizada com a Juventus levantando a taça novamente na Itália. Na última quinzena de março, a equipe conseguia a classificação pelo saldo de gols às quartas de final da Liga dos Campeões. Quatro dias após a derrota para o Basel, o time titular bianconero perdeu de 2 a 1 para o Milan, no San Siro.


O resultado em Milão foi igual ao da vitória juventina no primeiro turno do campeonato, com direito a gol de Marco Di Vaio e Lilian Thuram. A final do torneio continental, na Inglaterra, foi aquém em gols e emoção exatamente pelas equipes que estavam no gramado de Old Trafford.


Getty Images
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Não parece, mas era futebol


Aquela época mostrou a força do Belpaese na disputa pelo troféu mais desejado no Velho Continente - a Inter foi eliminada pelo rival na semifinal por conta de um gol de Andriy Shevchenko. Os italianos, apesar do valor do campeonato nacional, tiveram desafios extremos. O Milan, por exemplo: o tento fora de casa que varreu a Inter fez o mesmo com o Slovan Liberec na terceira fase preliminar.


A Roma passou sem tantos sustos no grupo com Real Madrid, AEK e Genk, mas parou na segunda fase contra Valencia, Ajax e Arsenal. Após despachar o Sporting na eliminatória, a Inter estava muito bem, até encarar o arquirrival. Para finalizar, a Juventus fez uma primeira fase decente, até se complicar contra Manchester United, Basel e Deportivo.


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O adversário das quartas de final seria o Barcelona, semifinalista vencido na temporada anterior. No Delle Alpi, ninguém venceu. De um lado, o bruto Paolo Montero aproveitou o rebote de Roberto Bonano para marcar, enquanto Javier Saviola igualou o marcador a 12 minutos do fim do jogo com uma finalização safada, desviada no mesmo zagueiro uruguaio.


A partida de volta foi de alegria somente à equipe italiana, que viu Pavel Nedved receber de Edgar Davids, driblar Patrik Andersson e chutar no canto direito para abrir os trabalhos. Xavi só foi empatar no segundo tempo, pouco antes de Davids ser expulso. Nos acréscimos, Gigi Buffon ainda fez um milagre e os substitutos decidiram: Alessandro Birindelli cruzou na medida para Marcelo Zalayeta, livre, desviar para o fundo da rede.


A semifinal, portanto, colocaria o Real Madrid novamente ante a Velha Senhora. Aquele mesmo, vencedor de 1997. Aquele, que buscava o bicampeonato consecutivo. A situação espanhola seria muito melhor se não fosse David Trezeguet. O francês deixou o dele, no Santiago Bernabéu. Gol este que contribuiu para que não acontecesse um desastre.


Só que a volta foi o melhor jogo bianconero na Liga. No primeiro tempo, a marcação apertada e a pressão surtiu efeito logo aos 12 minutos, com um voleio de Trezeguet. Del Piero aumentou a vantagem depois de quebrar a coluna de Hierro, dentro da área. Num intervalo de cinco minutos, Buffon defendeu pênalti de Figo e Nedved marcou um dos mais bonitos gols da carreira.


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Duas coisas foram completamente idênticas em Manchester: o desejo em não sofrer qualquer tento e o resultado após 120 minutos. Somente três cartões amarelos foram mostrados neste tempo, mas poderia ter sido mais - uma vez que Zambrotta, Montero, Davids, Kakha Kaladze e Gennaro Gattuso ofereceram uma virilidade excessiva.


Fora as cores dos cartões, ninguém viu a cor da bola naquela pequena área delimitada pela rede. Isso porque Inzaghi parou em defesa extraordinária de Buffon; Shevchenko teve gol invalidado porque Rui Costa, impedido, atrapalhou a jogada; e Trezeguet, sozinho, cabeceou longe da meta. De fato, a boa oportunidade juventina aconteceu em lance isolado no segundo tempo: Del Piero cruzou e Conte desviou para o travessão.


Nos pênaltis, palmas para os outros caras. Infelizmente.


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