James, o craque da Copa que não valia 3 milhões

Giuseppe Marotta desembarcou no aeroporto de Turim em maio de 2010. Ao lado de seu fiel escudeiro Fabio Paratici, a missão do novo diretor era arrumar a Juventus depois de um trabalho meia-boca de Jean-Claude Blanc de 2006 a 2009.


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"3 milhões por aquele colombiano? Ah, não". Hoje, James manda beijo pras inimigas


Entre as chegadas e partidas, eis que um jogador é oferecido aos bianconeri. Era um moleque não muito franzino, canhoto. Aos 18 anos, marcara nove gols e dera quatro assistências em 38 partidas pelo Banfield, campeão argentino. James Rodríguez foi, então, observado pela Inter. A Udinese queria fazer uma proposta, mas os 5 milhões de euros pedidos pelo time de Buenos Aires era uma quantia alta demais.


Tentando possuir seu próprio Javier Pastore - o argentino foi tirado do Huracán sensação de 2008 e estava jogando o fino pelo Palermo -, a Juventus também demonstrou interesse, porém, se recusou a pagar 3 milhões de euros por metade dos direitos do colombiano. Resumo da história: o Porto bancou os 5 milhões e revendeu o jogador por 45 milhões.


Outros James


São inúmeros, os cenários possíveis se a Juve tivesse investido em James Rodríguez. Talvez Aquilani não fosse contratado por empréstimo. Ou Giaccherini, em 2011-12. Quem sabe até mesmo Pogba - vai dizer o contrário?


Enfim, o erro de não fechar com uma promessa não aconteceu duas vezes. Estigarribia fez partidas sólidas em 2011, Sorensen também, e Pogba já é realidade, aos 21 anos. Com a mesma idade, Juan Iturbe já força a diretoria do Verona para que o libere de uma vez. A Juventus acertou valores com o jogador, porém, segue longe de um acerto com o Hellas.


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Senta aí, Ricky, que o canhotinha de ouro Iturbe está passando


O Milan também se interessa pelo argentino, que por sua vez deseja jogar em Turim. Isso é um alento. Há poucos dias, Alexis Sanchez deu um chega pra lá na Juventus. Se for para deixar Barcelona, ele quer atuar em solo inglês - especificamente no jovem gramado do Emirates Stadium.


Sem Berardi - a co-propriedade com o Sassuolo foi renovada por mais um ano - e Vucinic, recentemente vendido ao Al-Jazira por 6,3 milhões de euros, a assinatura de Iturbe é essencial para a nova época.


Economiza não, Marotta.