E o Liverpool merecia coisa melhor...

E o sonho acabou. De maneira dura. Fria. Triste.


Com falhas bizarras do nosso goleiro Karius, que pode ser chamado de tudo menos de goleiro, o Liverpool perdeu a final da Champions League para o Real Madrid.


Apesar de tudo, e não ligando para o cliché, o time caiu de pé. Sabemos que somos sofredores contumazes (e já acostumados com tanta notícia ruim), mas essa final foi demais até para um torcedor do Liverpool: Já não tínhamos Ox (que falta ele fez!); Lallana e Can voltavam de lesões eternas e estavam totalmente sem ritmo, principalmente o primeiro. E o golpe de misericórdia veio aos 30 minutos do primeiro tempo, quando Salah foi vítima do já conhecido mau caratismo de Sergio Ramos (Que Deus perdoe essas pessoas ruins) e lesionou seu braço a ponto de sair do jogo chorando e pôr a Copa do Mundo do egípcio em dúvida. E essa não é qualquer perda. Mo Salah está entre os 3 melhores jogadores da temporada. Artilheiro da Premier League. Ficou muito perto de ser artilheiro da Europa como um todo. Numa final de Champions, perdemos nosso melhor jogador, candidato a Bola de Ouro. É pesado, até para nós.


Para piorar, jogávamos como gente grande contra o grande Real Madrid até a lesão do camisa 11. Nosso time estava numa vibe que até eu, torcedor fanático e fervoroso, desacreditava. A defesa jogava o fino da bola. Arnold e Robertson com muita garra. Van Dijk firme. Lovren com um coração do tamanho do mundo. Depois que Salah saiu, o time sentiu por 15 minutos o impacto de perder seu maior expoente. E voltou para o segundo tempo ainda abalado.


Até que Karius deu um gol para o time espanhol, ao repor uma bola que nem o nariz, em cima de Benzema que nem se esforçou para marcar. Desacreditei. No jogo mais importante do ano, da vida, talvez, até para o goleiro alemão, tomar um gol desses é inconcebível. Com muita raça, cinco minutos depois, Lovren ganha de cabeça a primeira bola de um escanteio cobrado por Milner e Mané, nosso jogador mais perigoso, nos colocou no jogo de novo. Até animicamente. 1x1. E mesmo sem Salah, sem Ox, com um goleiro mão-de-papel-toalha, flertamos com o título de novo. Mas no único insight de talento do Madrid na final, Bale acerta uma bicicleta genial e põe os merengues na frente outra vez. É o que acontece quando se joga contra grandes times. Grandes jogadores. Mané ainda insistiu em nos fazer sonhar e acertou a trave. O time se recusava a entregar os pontos. Menos Karius. Que entregou a paçoca grandiosamente, outra vez, agora num chute despretensioso de Bale, no meio da rua. 3x1.


O resto foi um borrão. Fim de jogo. Lovren chorando muito, ganhava ali meu respeito. Ao ver o capitão Hendo chorando, um cisco chato e persistente caiu no meu olho, vejam só.


Getty Images
Getty Images

Henderson: O sofrimento do capitão é o meu (nosso) sofrimento


O Liverpool, contra tudo e contra todos, chegou em uma final de Champions e foi guerreiro. Estou orgulhoso. Como penso que toda a imensa e maravilhosa torcida vermelha deve estar. Mas merecíamos coisa melhor. Um goleiro. Um gol de Salah. Uma taça.


Acha mesmo que vamos desistir porque perdemos?


Por acaso não sabe que o Liverpool Nunca Caminhará Sozinho?


#YNWA


Não se esqueça: Caminhamos sempre juntos na FANPAGE LIVERPOOL FC BRASIL!