O retorno do Rei

A referência pop do título é óbvia. O filme O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei ganhou 11 Oscar lá em 2003 e foi um estouro.


Mas não é do Rei Aragorn que estou falando.


Falo de outro Campeão de Bilheterias.


Falo do Rei do Egito.


Começou a temporada claudicante. Todo o peso do mundo sobre os ombros de Mohamed Salah. O Planeta Bola mantinha os olhos fixos no camisa 11 do Liverpool, esperando ele mostrar seu arsenal (opa) de gols. De cabeça, de cavadinha, de canhota, de R2 no ângulo, de sem-pulo, até de direita. Toda essa pressão esmagou Mo. Isso e outra coisa que teimava em ficar nos seus ombros, o esquerdo nesse caso: parecia que a lesão que o tirou da final da Champions League (e porque não, da Copa) ainda aparecia quando o egípcio tirava a camisa. Parece que o Rei ainda estava dolorido.


Getty Images
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O Rei está (ainda) ferido...


Não há como negar que, como muitos dizem, o difícil não é chegar ao topo. É se manter nele. Ninguém esperava Salah fazer o que fez ano passado. Artilheiro da Premier com 32 bolas nas redes em 36 jogos. Outros 10 gols na campanha (quase) vitoriosa do nosso Liverpool na Champions League. Prêmio Puskas.


Mas esse ano, todos estão atentos ao Alien de cabelo encaracolado. Marcação cerrada, sem espaços. O fato de muitas vezes fazer um equivocado pivô nas mãos de Jurgen Klopp também dificulta a vida de Mo. Mas quanto mais difícil, melhor a redenção. Vim avisando do crescimento gradual dele. Naquele gol solitário contra o Huddersfield, vitória magrinha, fora, de 0x1. Outro gol que valeu os 3 pontinhos, agora contra o Brighton, dessa vez em Anfield. Mesmo em baixa, estava sempre marcando. E não foi diferente do jogo contra o Fulham. Já tem 6 gols. 2 a menos que Aguero, artilheiro hoje com 8. A briga pela artilharia, assim como pelo título, será acirrada entre City x Liverpool.
Parece que depois das duas bolas nas redes contra o Estrela Vermelha, Salah retomou um bom pedaço da confiança. Foi um de nossos menos piores contra o mesmo time sérvio lá no campo dos caras, e contra o Fulham poderia muito bem ser considerado o Man Of The Match. Fez um gol decisivo, e finalizou outras tantas vezes. Está se adaptando a ter Firmino no meio, municiando ele como 9 centralizado, caindo pelas pontas. Já se enturmou com Shaqiri – que já o assistiu algumas vezes – e voltou a ficar ativo nas redes sociais ao lado de seu parça Lovren. As interações da dupla são bem divertidas.


Ilustração
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SaLohvren: Casal shipado fazendo graça nas redes sociais!


Outra coisa boa em Salah é que ele não escolhe adversários. Marca gol em todos. Do Chelsea, City e Arsenal ao Maribor e Estrela Vermelha. Jogo grande, jogo pequeno. Gol que vale 3 pontos ou 4º gol de uma goleada. Gente, numa semifinal de Champions League, há alguns meses atrás, ele fez 2 gols e deu 2 assistências (contra a Roma, 5x2). Nem Messi fez isso #TragoVerdades. Só o United ainda não sentiu a fúria do Rei do Egito (16/12 eles vêm no Anfield, e Mourinho, se eu fosse você, eu ficaria preocupado...).


O Rei está voltando. E esse merece até mais que 11 Oscar.


Vida longa ao Rei!


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Salah! Até a vibração ao marcar um gol está voltando!


Venha acompanhar o Retorno do Rei na Liverpool FC Brasil!