Acho que... Moiô!

Ela estava ali. Todo mundo sabia. Torcedores, secadores, jogadores, técnicos, jornalistas. Ela sempre esteve ali. À espreita. Debaixo da cama. Esperando o momento de nos atacar.


E ela nos atingiu, em cheio.


A pressão.


Afinal, não vejo outra razão para as pernas dos nossos garotos vermelhos pesarem uma tonelada ontem, no empate contra um remendado West Ham em Londres. Afinal, tem outro motivo para a bola parecer uma batatona quente? E da gente simplesmente não saber o que fazer com ela?


A pressão por 29 anos sem ser campeão inglês é gigante. Palpável. Implacável.


E mesmo sabendo que iria nos afetar uma hora ou outra, não conseguimos escapar.


Somos um time muito forte. Fisicamente, tecnicamente. Mas nosso calcanhar de Aquiles nessa temporada não é a defesa, o ataque, ou o meio. Não é o elenco que não se mostra qualificado em momentos como esse. Nosso ponto fraco é nosso mental. Que é débil como um adolescente inseguro. Nosso maior inimigo somos nós mesmos. Nosso psicológico é instavel como o do Deyverson, do Palmeiras.


É, desse jeito, não dá para ser campeão.


Getty Images
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Será que tudo não passou de um sonho bom, Salah?


Ontem, as únicas boas intervenções nossas estavam irregulares. O gol do Mane e a finalização de Origi já no final. Ambos em claro impedimento. O time está bloqueado. E isso ficou claro quando, nos dois últimos jogos, saímos na frente e, ao tomar o gol de empate, travamos. Os caras se fecham e nossa criatividade vai a zero.


Claro que tem outros pontos importantes nisso tudo. Desde que Matip entrou no time, a defesa virou uma peneira. Precisávamos do Gomez, que teve que passar por cirurgia. E precisamos, olhem bem, do Lovren, que está voltando de lesão. TAA, por incrível que pareça, faz muita falta. Milner não tem velocidade para marcar por ali. Sempre toma baile. E Keita ainda não tem dinamismo para jogar a Premier. Seu talento anda de mãos dadas com sua displicência. Salah também anda mais sumido que os gols do Benteke no Palace. De bom, temos Mane. O senegalês é nosso melhor homem, no mínimo, nos últimos 3 jogos.


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Mané: um leão!


“Calma! Ainda somos líderes! 3 pontos na frente”. Isso até quarta, quando o City vai ao Goodison Park jogar contra o Everton uma partida antecipada. Se ganham, tomam nossa liderança. Com um jogo a mais, claro, mas se nossa força mental é assim estando na frente, imagina se ficarmos atrás na tabela? Vamos, fatalmente, desmoronar.


Sei que parece que estou entregando os pontos... Que não acredito mais... Vou te falar no que eu acredito: que o futebol é maravilhoso. Há menos de uma semana atrás tivemos a chance de abrir 7 pontos e exorcizar de vez o demônio da pressão. Hoje, estamos em vias de deixá-lo mais vivo do que nunca ao perder a liderança. Tudo muda muito rápido.


E eu espero que a próxima mudança seja a nosso favor.


É nisso que eu acredito.


#YNWA


Tá osso? Venha reclamar do time na Liverpool FC Brasil!