Imparável: Arsenal foi a vítima da vez do cada vez mais letal City

City e Arsenal prometiam um grande jogo antes da bola rolar neste domingo (5) pela 11ª rodada da Premier League e entregaram, com o City vencendo por 3 a 1 com gols de Kevin De Bruyne, Agüero e Gabriel Jesus, enquanto o Arsenal descontou com Lacazette.


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A exemplo do que havíamos visto no meio de semana na vitória sobre o Napoli na Itália por 4 a 2, o City teve muita dificuldade no início do jogo diante de um adversário que se propôs a adiantar a marcação e pressionar a saída de bola.


O que servia de consolação era saber que, assim como o Napoli, o Arsenal dificilmente seria capaz de manter tal nível de intensidade por tanto tempo e, por consequência, os espaços iriam aparecer para que o City pudesse criar oportunidades de gol.


Contra o time de Wenger, nem demorou muito para que o City saísse do sufoco inicial e passasse a ser mais dono do jogo, com o time desperdiçando boas oportunidades antes de abrir o placar com Kevin De Bruyne, embora seja bem verdade que o City tenha perdido uma grande chance logo no primeiro minuto de jogo com Agüero num contra-ataque bem armado.


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Decisivo e ainda cresce em jogos grandes: o que mais esperar de Kevin De Bruyne?


O Arsenal, por outro lado, por mais que tentasse exercer uma pressão, não era capaz de traduzir isso num ímpeto ofensivo, tanto que a primeira e única chance de gol criada pelos visitantes foi num chute de Ramsey bem defendido por Ederson já nos acréscimos do primeiro tempo.


Ainda assim, foi possível ver que o Arsenal aproveitou bem algumas lacunas deixadas pelo City em seu sistema defensivo, especialmente pelo lado esquerdo. Por ali, já se sabe que é difícil contar com Sané para fazer uma função de marcação do lateral que sobe. Não fosse o bastante, a cada vez que Delph fechava pelo meio para ser opção como homem de meio de campo, o flanco direito do ataque do Arsenal tinha uma verdadeira avenida aberta pela frente por onde Bellerín apareceu diversas vezes durante o jogo.


Aliás, após o City fazer o segundo gol com Agüero cobrando pênalti, foi justamente pelo lado onde o City apresentava mais vulnerabilidade que o Arsenal chegou ao seu gol com Lacazette, com o francês entrando pelo espaço cedido entre Otamendi e Delph.



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Há quem possa dizer que a arbitragem tenha seus dedos de influência no resultado da partida. Particularmente, me parece que colocar o resultado na conta da arbitragem parece mais desculpa do que reconhecimento da derrota em si.


No terceiro gol, David Silva estava impedido quando recebeu a bola na linha de fundo e rolou para Gabriel Jesus fechar a conta. O pênalti em Sterling, entretanto, é um lance discutível e há de se levar em conta que o árbitro tem questão de segundos para tomar uma decisão sobre o lance.


Além disso, o domínio exercido pelo City na partida de hoje foi cristalino a quem quisesse ver – especialmente no primeiro tempo, onde as chances de matar o jogo foram desperdiçadas a rodo.


Se a arbitragem apareceu mais do que deveria, isso é problema do trio. Não foram poucas as vezes em que Cech fez intervenções providenciais e em dado momento da segunda etapa operou um verdadeiro milagre em chute de Gabriel Jesus.


Ou seja, o placar em si foi um reflexo o que foi o jogo e, de maneira geral, do que tem jogado o City neste início já caminhando para a metade da temporada.


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