City impressiona cada vez mais, e Tottenham é a vítima da vez

*Por Igor Junio


Por mais incrível que pareça, o City de Guardiola ainda é capaz de nos impressionar. E tenho certeza que esse sentimento seguirá a cada semana até o fim da temporada. Após duas vitórias fora de casa, City voltou a Manchester e transformou o Tottenham em presa fácil no Etihad Stadium, chegando ao extraordinário número de 16 vitórias seguidas na Premier League - aumentando seu próprio recorde, de 15.


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Antes da partida, uma baixa, que virou preocupação após o jogo. David Silva não aparecia nem entre os reservas por questões pessoais. Após a vitória, jogadores estenderam camisas do meia espanhol no vestiário, dando a entender que é algo mais grave. Nada ainda foi esclarecido, mas já fica a mensagem de força ao espanhol.


Hora do jogo.


O City vinha, em suas últimas partidas, enfrentando times que abriam completamente mão da posse de bola e tentavam fechar os espaços para infiltrações e transições do líder do campeonato. Diante do Tottenham, um contexto diferente: a saída de bola desde os pés de Ederson atraía o time adversário, abrindo assim um espaço no meio-campo, que foi devidamente aproveitado por Kevin De Bruyne. Tendo mais espaço para correr, mas sabendo a hora de pausar a posse no campo de ataque, com Agüero sendo importantíssimo para tal, o City foi acumulando chances e já massacrava a equipe de Pochettino. Gündogan fez 1 a 0 de cabeça.


Tottenham aos poucos tentou corrigir alguns aspectos, marcando mais de perto os zagueiros do City, mas aí Ederson aparecia cada vez melhor, tirando o City de trás com passes mais longos. Atuação espetacular do goleiro brasileiro com a bola no pé. No restante do primeiro tempo, City criou o suficiente para já matar a partida, com um Sané inspirado e um Agüero bastante participativo e dando sequência às jogadas, mas o placar mínimo insistiu em permanecer.



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No segundo tempo, mudança de postura do Tottenham e alguns bons minutos dos visitantes, mas não convertidos em gols. E diante do Manchester City, você pode ser punido a qualquer momento. Kevin De Bruyne foi brutal em contra-ataque, com finalização forte de pé esquerdo para vencer Lloris. O melhor jogador do campeonato é decisivo em mais um jogo grande - assim como foi diante do Liverpool, do Chelsea e do Arsenal.


Gabriel Jesus entrou no lugar de Agüero alguns minutos após o início do segundo tempo, pois o jogo parecia caminhar para um ritmo mais intenso, onde a velocidade do brasileiro seria um recurso interessante. Gabriel conseguiu algumas jogadas, mas também desperdiçou outras por sua velha ansiedade de acelerar demais. De quebra, ainda perdeu um pênalti, mas foi bem no início da jogada do terceiro gol, o primeiro de Sterling na partida. Sterling ainda recebeu um presente de Dier e Lloris e marcou mais um, chegando ao total de 11 gols na Premier League 2017/18.


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Invencíveis. Imparáveis


Bom gancho para, aliás, destacar a soberania do Manchester City também nos números. Sterling é o terceiro no ranking da artilharia, enquanto Agüero vem logo atrás com 10. Nas assistências, ainda mais brutal: três jogadores liderando o quesito, com 8 assistências cada - De Bruyne, David Silva e Leroy Sané. Na tabela, time de Pep já tem 52 pontos, 14 a mais que o United, que ainda joga na rodada.


As projeções sobre esse Manchester City são cada vez mais animadoras. Alguns mais empolgados já perceberam que, comparando a atual campanha com os recordes da Premier League, esse time está acima em tudo. Pode fazer mais gols, vencer mais jogos e olhando mais distante, tentar terminar invicto. Mas como diz Guardiola, pés no chão. Muito caminho pela frente e o calendário de fim de ano ainda está por vir, ainda mais sem a presença de John Stones e Vincent Kompany. Todo jogo é um desafio e a fome de vencer tem que ser mantida, e não tenho dúvidas de que existe margem para melhora e o elenco tem a cabeça no lugar.


*Autor convidado, Igor Junio é colaborador de longa data do blog e também está no @MCFCStuff_BR