18 vitórias seguidas e contando: o City se recusa a perder na Premier League

Nesta quarta-feira (27), o City encaixou sua 18ª vitória seguida na Premier League ao bater o Newcastle em St. James’ Park por 1 a 0, com gol de Sterling ainda no primeiro tempo.


ESPN.com.br | Sterling marca em lindo passe de Kevin De Bruyne e City vence o Newcastle


Por mais que os Magpies sejam fregueses, afinal, já são 20 jogos de liga onde o Newcastle não sabe o que é vencer o City, a partida de hoje foi mais complicada do que o de costume por diversos motivos, que vão desde o muro defensivo armado por Rafa Benítez no início do jogo, indo até o ímpeto do time da casa de tentar empatar nos minutos finais.


Não bastasse a dificuldade imposta pelo Newcastle para que o City pudesse atacar, Pep ainda teve que mudar a configuração do time logo aos dez minutos, quando Kompany sentiu e deu lugar a Gabriel Jesus. Percebendo cedo que o Newcastle não iria fazer nada além de se defender, fazia sentido colocar mais um atacante em campo, ao passo que essa mudança recuaria Fernandinho à zaga e Gündogan à função de primeiro volante.


De certa forma, o que se viu hoje em St. James’ Park na maior parte do primeiro tempo foi uma espécie de mais do mesmo do que já havíamos visto no jogo contra o United em Old Trafford: um time disposto a atacar e o outro se mostrando absolutamente contente com o zero a zero no marcador.


Não fosse o bastante, a sorte parecia não estar exatamente ao lado do City. Além da forte retranca armada pelo time da casa, o City ainda esbarrava na trave ou na boa atuação do goleiro Elliot. Agüero parou no poste por duas vezes, enquanto De Bruyne acertou a trave em outra ocasião já no segundo tempo.


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Artilheiro do City na temporada, Sterling parece ficar melhor a cada jogo que passa


Até por conta disso, não foi difícil ver o City trabalhando muito com passes por elevação, já que parecia praticamente impossível construir lances de perigo trabalhando a bola por baixo. Tanto é que o gol de Sterling saiu justamente num desses lances, onde o camisa 7 entregou para De Bruyne e o belga devolveu na medida para que ele, finalmente, vencesse o goleiro irlandês.


De forma não surpreendente, o Newcastle precisou sofrer o gol para se arriscar um pouco mais. E verdade seja dita: se não tivesse sido por Otamendi, que tirou uma bola em cima da linha, a história do jogo poderia ter sido outra.


Mas é bem verdade também que à medida que o Newcastle se propunha a sair mais para o jogo, mais espaços se abriam em sua defesa e, por consequência, o City multiplicava suas chances desperdiçadas. A julgar pelo volume de jogo apresentado no primeiro tempo, o 1 a 0 como placar final saiu até barato para os donos da casa.



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Na etapa complementar, parecia bastante claro que o City não manteria o ritmo acelerado do primeiro tempo por diversos motivos. A vantagem no placar e também na tabela davam a tranquilidade necessária para que o City mantivesse o jogo exatamente do jeito que ele estava, se preciso fosse. Além disso, há de se levar em conta a questão física dos atletas, especialmente se levarmos em conta o calendário intenso que se segue nessa época do ano.


Partindo disso, as chances não foram criadas no mesmo volume que se viu no primeiro tempo, embora o City tenha tido a chance de fazer o 2 a 0 e matar de vez o jogo.


O Newcastle, por outro lado, não tinha outra opção a não ser sair para o jogo e tentar resgatar um ponto. Por conta disso, Pep não fez cerimônia nenhuma para tirar Agüero e promover a entrada de Mangala para reestabelecer a formação inicial da equipe, com dois zagueiros de ofício e um volante de características mais defensivas, caso de Fernandinho.



Hoje, particularmente, vimos uma situação bastante incomum em St. James’ Park. À medida que o fim do jogo se aproximava, a torcida do Newcastle empurrava o time pra cima, e o City se viu obrigado a estacionar o ônibus na frente da área em alguns momentos.


Não é o que estamos acostumados a ver, mas sabe-se que uma partida é feita de nuances, e que nem sempre é possível vencer jogando bonito e fazendo uma apresentação de gala. Vencer dando chutão pra frente nos minutos finais às vezes é necessário não só pelo resultado em si, mas pela casca grossa que cria em torno do time em situações desconfortáveis, e que acaba por fortalecer ainda mais a mentalidade da equipe.


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