Lágrimas de Jesus e milagre de Ederson: City mantém invencibilidade na Premier League

No último dia de 2017, o Crystal Palace fez aquilo que todos os outros times da Premier League tentaram fazer e falharam miseravelmente nas últimas dezoito rodadas: parar o City. Com o resultado, o time de Roy Hodgson se junta ao Everton no seleto clube das equipes que conseguiram deixar o campo sem ser derrotadas pelo time de Pep Guardiola no certame nacional.


ESPN.com.br | Com lesão de Jesus, Ederson pega pênalti no fim, City empata e perde série incrível de vitórias


Criativamente falando, o City esteve longe de seus melhores dias e errou muito mais que o de costume, com De Bruyne tendo muitas dificuldades em produzir jogadas e outras peças do setor ofensivo como Gündogan e Bernardo Silva bastante apagadas na maior parte do tempo.


A decisão de escalar Sané ao invés de Sterling como opção de velocidade até fez sentido, se pensarmos na grande quantidade de jogos e na necessidade de rodar o elenco nessa época tão apertada do calendário. Entretanto, foi quase doloroso testemunhar a atuação de Sané neste domingo em Selhurst Park, onde o winger alemão possivelmente teve uma de suas piores apresentações com a camisa do City.


E como se não fosse o suficiente, num dia em que as coisas já davam claros sinais de que não iriam dar certo, Gabriel Jesus saiu lesionado ainda no primeiro tempo após cair de mau jeito em dividida com Townsend. O brasileiro até fez um esforço para permanecer por mais algum tempo em campo, mas não foi possível.


Apesar da preocupação inicial, somada ao fato de Jesus ter deixado o campo às lágrimas, informações iniciais dão conta de que a lesão pode ser menos grave do que primeiramente se imaginava. Embora o atacante tenha deixado o Selhurst Park caminhando com o auxílio de muletas e com uma proteção no joelho esquerdo, Pep disse em entrevista que Jesus deve ficar fora de combate por um período entre 30 e 60 dias – o que é de certa forma um alívio, já que lesões de ligamento, que era o que se temia, deixam o jogador no DM por períodos de pelo menos seis meses.


Com Agüero no lugar de Jesus, o City teve sua melhor chance no primeiro tempo quando o argentino acertou a trave em chute de fora da área. E contra um Palace muito bem postado defensivamente, foi basicamente isso o que se viu de substancial na primeira etapa por parte do City. O Palace também teve uma boa chance de abrir o placar numa falha de comunicação entre Ederson e Mangala.



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No segundo tempo, mais do mesmo. Poucas oportunidades criadas e uma verdadeira chance de abrir o placar, quando Kelly tirou uma bola de Kevin De Bruyne em cima da linha.


Mas a bem da verdade, se a sorte não sorriu para o City na maior parte dos 90 minutos, e quando tudo parecia que ia dar muito errado quando o árbitro marcou um pênalti pra lá de discutível já nos acréscimos, lá estava Ederson para defender a cobrança de Milivojevic.



Na sequência da defesa, há um lance que definitivamente não pode passar em branco: a entrada criminosa de Jason Puncheon em Kevin De Bruyne. Aliás, dizer que a entrada foi criminosa e que Puncheon deveria ter saído algemado do Selhurst Park passa longe de ser mera força de expressão, até mesmo porque a ficha corrida do meio-campista do Palace é extensa. 


Vale registrar que não é a primeira vez que jogadores do City sofrem entradas duríssimas e que não recebem a punição adequada por parte da arbitragem – especialmente com Kevin De Bruyne. Aliás, se o fato de o belga ter saído de campo com a perna imobilizada preocupava a torcida, o alívio não demorou muito a vir: KDB saiu de campo andando com certa dificuldade, mas ao passar pela zona mista disse aos repórteres ali presentes que estava bem.


De qualquer forma, se a série de vitórias teve seu final após 18 triunfos, o importante é que o City segue invicto na Premier League. A título de comparação, à essa altura, os invincibles do Arsenal em 2003/04 haviam vencido 14 e empatado 7, enquanto o City soma 19 vitórias e apenas dois empates.


É claro que ainda há muita água para correr embaixo da ponte e há muito campeonato ainda em disputa, embora a vantagem do City seja muito boa para ser ignorada, e o sonho do título invicto segue vivo.


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