O captain, my captain: o City é campeão da Copa da Liga Inglesa

Seria hipocrisia dizer que o City não era o favorito a vencer a final da Copa da Liga Inglesa neste domingo (25) diante do Arsenal, tanto é que o próprio Arsène Wenger fez questão de jogar a responsabilidade para o lado do City antes do confronto.


Favoritismo nem sempre se confirma e nem sempre se traduz em vitória. Está aí o Wigan que insiste em nos lembrar disso.


Hoje, no entanto, o City se fez valer de tal condição. E pra não haver nenhuma dúvida, pra não sobrar o menor dos espaços para contestação, bateu o Arsenal com um três a zero inapelável, com gols de Agüero, Kompany e David Silva.


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Aliás, não deixa de ser simbólico que mesmo em 2018, jogadores que estão no clube há quase uma década tenham sido as peças decisivas. Kompany, inclusive, já está há dez anos no City. São três jogadores que têm sido dos pilares mais sólidos dessa virada de chave no clube de 2008 pra cá.


É claro que o gol de Agüero pra abrir o placar foi importante e o de David Silva sacramentou a vitória, mas, especialmente hoje, parece ser simplesmente impossível parar de falar sobre Kompany por um momento que seja.


Não só pelo gol em si, mas pela estupenda partida que fez o capitão ao se impor no centro da zaga e anular qualquer ímpeto maior por parte do Arsenal. Por vencer a desconfiança e liderar o time rumo a mais uma conquista. Essa liderança exercida pelo belga fica clara ao vermos sua comemoração no segundo gol. Ninguém nesse time vibra tanto quanto ele ao celebrar um tento. Assim como era Zabaleta, Kompany é um torcedor dentro de campo.


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Resolveu na defesa, resolveu no ataque e levantou taça. Man of the match


E quando Kompany não estava lá para segurar Aubameyang e companhia, lá estava Claudio Bravo para salvar o dia.


Muito se falou aqui sobre o goleiro chileno na última temporada, mas nem sempre pelos melhores motivos. Entretanto, é preciso destacar não só a grande partida que o camisa 1 fez hoje em Wembley, inclusive registrando uma assistência, mas também apontá-lo como um dos responsáveis diretos pela conquista da Copa da Liga por tudo o que ele fez ao longo do torneio.


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Talvez à exceção de Gündogan, que foi o ponto fora da curva do time neste domingo, o City registrou uma grande atuação, dominando o adversário do primeiro ao último minuto, e talvez pudesse até ter feito mais se não tivesse optado por se poupar após fazer o terceiro gol. De qualquer modo, a ideia que fica é essa: vencer é bom, ganhar título é bom, mas fazer isso se impondo e deixando visível a superioridade, é melhor ainda.


Até este domingo, eram três títulos disponíveis. Um já está garantido, faltam dois.


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