Três dentro, três fora: o City volta a surrar o Arsenal

Pela segunda vez em um espaço de menos de uma semana, o City venceu o Arsenal em Londres por 3 a 0. Primeiro em Wembley, agora no Emirates.


A semelhança no cenário e no placar sugere dois jogos absolutamente iguais, onde o City fez valer sua superioridade e passou fácil por cima do time de Arsène Wenger. Em partes, tal afirmação se faz verdadeira, mas não completamente.


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Nesta quinta-feira (1), o Arsenal chegou a ter algum ímpeto, no sentido de realmente criar alguma ameaça para o City. No entanto, uma das gritantes diferenças entre as duas equipes foi evidente no jogo de hoje: quando o time de Pep sai para o ataque, sai pra matar.


Quando o City fez o primeiro, com Bernardo Silva, após uma belíssima jogada de Sané, os donos da casa até tentaram o empate. Contudo, com o segundo gol, marcado por David Silva, o Arsenal voltou a ser aquele time letárgico, que não oferece resistência quando enfrenta um adversário muito superior.


Getty
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Sané foi o nome do jogo


O City, por outro lado, não tem levado a alcunha de Shark Team à toa. O time, de fato, age como um tubarão. Cerca, cerca, cerca, e quando ataca é mortal. O terceiro gol, marcado por Sané foi arquitetado numa jogada de encher os olhos e, além disso, foi uma espécie de prêmio pelo primeiro tempo sensacional que fez o alemão – imprescindível na construção do placar.



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Contrastando o que jogou o City e o que deixou de jogar o Arsenal, o time de Pep até poderia ter ido pra cima pra fazer mais gols e aumentar a humilhação. Não o fez porque não quis, e porque sabe que tem no Chelsea no domingo um time que promete um jogo duro, diferentemente do adversário de hoje. Neste caso, era muito conveniente administrar o placar e poupar os jogadores.


Afinal de contas, o time que foi a campo na tarde de hoje era praticamente o mesmo que venceu a final da Copa da Liga no domingo, à exceção de Ederson no gol e de Bernardo Silva, que herdou a vaga de Fernandinho, lesionado.


Aliás, o brasileiro foi muitíssimo bem substituído por Gündogan. Se no domingo o alemão destoou do resto da equipe, hoje não foi o caso.


É até bem verdade que hoje Gündogan finalmente jogou na posição para a qual foi contratado, embora não exerça funções defensivas com a mesma excelência que faz Fernandinho. Hoje, contra um adversário mais fraco, foi muito bem. Para o jogo contra o Chelsea, o camisa 8 terá um desafio maior pela frente ao exercer tal função.


Pra não dizer que o Arsenal não ameaçou nenhuma vez após o placar já estar definido a favor do City, Aubameyang teve a chance de diminuir em cobrança de pênalti, mas a fase é tão boa que Ederson defendeu.


Com dez rodadas para o fim da Premier League e 16 pontos de vantagem para o United, a entrega da taça parece ser uma questão de tempo.


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