Apetite por destruição: em busca de recordes, City triturou o Swansea

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A homenagem que os campeões merecem


Graças à derrota do United para o West Brom no último fim de semana, o jogo deste domingo (22) contra o Swansea foi meramente protocolar. Como é tradição na Premier League, o time galês fez a guarda de honra para receber o City, campeão inglês na temporada 2017/2018 – como se sabia desde dezembro, mais ou menos.


ESPN.com.br | Manchester City passeia contra o Swansea em primeiro jogo após o título da Premier League


No entanto, se enganou quem esperava ver um City com muitas mudanças em relação ao onze inicial habitual, ou que o ritmo apresentado pela equipe seria bem diferente do que estamos acostumados a ver.


Afinal de contas, por mais que o City já seja campeão, ainda há uma pequena lista de recordes a serem pulverizados daqui até o final do certame, como os 103 gols do Chelsea na temporada 2009/10, além dos 95 pontos do mesmo Chelsea da temporada 2004/05. Para quebrar tais marcas, 5 e 6 são os números mágicos nas quatro rodadas que restam. Cinco gols a serem feitos e seis pontos a serem conquistados. Não parece ser uma tarefa das mais difíceis.


Além disso, caso vença dois de seus próximos quatro compromissos, o City pode vir a quebrar o recorde de vitórias em uma única edição da Premier League: 30, do Chelsea em 2016/17. Fosse pouco, o time pode se igualar ao Tottenham da temporada 1960/61, que venceu 31 jogos de liga em 42 disputados.


Isso tudo só quer dizer uma coisa: Os números produzidos pelo City em 2017/18 são algo fora do comum, e a verdade é que nós estamos presenciando a história sendo feita em tempo real.



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Mas voltando ao jogo de hoje, quem foi ao Etihad ou viu pela TV foi presenteado com uma atuação de gala por parte do City, que mesmo tendo recebido com honras pelo adversário, não mostrou qualquer piedade pelo ameaçado adversário.


Com pouco mais de quinze minutos, David Silva e Sterling já tinham ido às redes e deixado o City em situação pra lá de confortável no jogo. Além disso, nos dois tentos anotados, o que se viu foi a marca registrada desse time ao longo da temporada: muita movimentação e troca de passes intensa no setor ofensivo a fim de criar espaço por onde os jogadores podem entrar para finalizar. Contra um adversário fragilizado e acuado, não haveria como ser diferente.


Aliás, é importante frisar o comprometimento do time ao longo da partida. Mesmo na volta do intervalo, com uma boa vantagem e sem qualquer sinal de reação do time galês, o City continuou buscando mais e, a exemplo do primeiro tempo, foi premiado pelo esforço em menos de vinte minutos, com gols de Kevin De Bruyne, num chutaço de fora da área, e de Bernardo Silva, no rebote de pênalti perdido por Gabriel Jesus.


A partir disso, e só a partir disso, finalmente se viu um City em ritmo de festa e ressaca pelo título conquistado. Foi então quando Pep aproveitou para promover as entradas de Yaya Touré, Foden e Mendy, dando minutos de jogo importantíssimo para os dois últimos, e proporcionando a recepção da torcida que o primeiro merece.


Já no final, Yaya não poderia ter retribuído o carinho da torcida de outra forma a não ser dando um passe que parecia ter sido colocado com a mão para Gabriel Jesus dar números finais ao jogo. Afinal, por mais que a idade e a condição física não permitam que Touré seja o jogador de outras temporadas, não há frase melhor para descrever o camisa 42 e a assistência por ele dada neste domingo: a forma é temporária, a classe é permanente.


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