Hammers, um dos fregueses favoritos do City nos últimos anos

O resultado das visitas do City ao London Stadium não costuma variar muito. De 2016 pra cá, quando o West Ham deixou o Boleyn Ground e se mudou para o Estádio Olímpico, foram três confrontos entre os Hammers e o City, já contando com a vitória de hoje por 4 a 1, com gols de Sané, Zabaleta (contra), Gabriel Jesus e Fernandinho, enquanto Cresswell descontou para os donos da casa.


Somados os três jogos, o placar agregado está em 13 a 1. Ou seja, golear o West Ham em Londres tem sido uma constante para o City.


ESPN.com.brCity goleia West Ham, alcança marca histórica e segue encantando na Premier League


Verdade seja dita, os Hammers tem um time que parece regular no papel. Tem bons nomes e parece ser uma equipe esforçada. No entanto, o West Ham também nos parece ser um time tão frágil quanto sua situação na tabela da Premier League sugere.


Na partida deste domingo (29), o esforço se fez mais presente que a fragilidade no primeiro tempo. Apesar de ter aberto 2 a 0 com menos de meia hora de jogo, nem de longe a folga no placar se traduzia em facilidade para se infiltrar na defesa adversária. Neste caso, cabe até dizer que a vantagem se deu muito mais pelo azar do West Ham do que pela competência do City em si no que diz respeito à criação de chances, já que contou com um desvio de Evra no primeiro gol e com Zabaleta e Rice batendo cabeça no segundo.


Por outro lado, dizer que o City não teve volume de jogo no primeiro tempo é relativo. Se você levar em conta o número de oportunidades produzidas, realmente o time ficou devendo. Por outro lado, se o conceito de volume for mais amplo e contemplar a posse de bola e troca de passes de uma maneira geral, pode se dizer que o City fez aquilo que sempre se propõe a fazer.


De um ponto de vista mais neutro, pode até se dizer que a melhor coisa a ter acontecido no jogo foi o gol de falta de Cresswell para o West Ham já no final da primeira etapa. O tento dos donos da casa pôs fogo no jogo e as duas equipes se mostraram mais dispostas a produzir nos últimos cinco ou sete minutos do primeiro tempo, dando um novo ânimo para um jogo que caminhava para o intervalo da maneira mais tediosa possível – até mesmo porque o City sentava em cima da vantagem de 2 a 0. E não haveria nem razão em ser diferente.



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Mas se o primeiro tempo foi marcado pela relativa tranquilidade que se deu, não podemos dizer o mesmo da etapa complementar.


No entanto, o problema para Moyes e seus comandados é que o gol de Cresswell não acordou apenas o time da casa. O City sentiu que poderia ser ameaçado e tomar o empate e tão logo começou o segundo tempo, foi pra cima e fez o terceiro com Gabriel Jesus.


Aliás, há de se destacar a atuação do brasileiro não só no lance do gol, onde ele iniciou a jogada ao lançar Sterling na ponta e aparece no meio para finalizar, mas bem como sua participação ao longo do jogo. O camisa 33 passou os primeiros minutos de jogo bastante isolado como homem de referência, mas logo entendeu que precisaria buscar mais o jogo e compor mais o meio de campo para ser mais importante para o time e acabou não só sendo premiado com o gol, mas foi também um dos melhores do time na goleada deste domingo.


Getty
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Combativo, Gabriel Jesus foi um dos melhores em campo neste domingo


Por algum motivo, mesmo tomando 3 a 1 nas costas, David Moyes e o seu West Ham acharam por bem ir ainda ir pra cima para tentar reaver o prejuízo. Na verdade, até faz sentido se você levar em conta que não havia muitas outras opções para um time que ainda é assombrado pela possibilidade do rebaixamento.


Contudo, com dois gols atrás, contra um time que havia acabado de completar 101 gols na Premier League, tal atitude pode se mostrar um tanto quanto suicida e o resultado final vindo a ser muito pior que a encomenda.


Considerando a disparidade entre as duas equipes, tal cenário se mostrou bastante previsível quando Fernandinho deu números finais ao jogo com menos de 20 minutos da etapa complementar. A facilidade com que os jogadores de ataque do City construíram a jogada do quarto tento, com o próprio Fernandinho roubando a bola no meio de campo e aparecendo como elemento surpresa dentro da área com todo o espaço do mundo para empurrar para o gol dão conta da bagunça defensiva que era o West Ham naquele momento.


Ao longo da segunda etapa o City até perdeu mais oportunidades, em lances com De Bruyne, Gabriel Jesus e, principalmente, Sterling. Se levarmos isso em consideração, o gol de número 103, que igualaria o recorde do Chelsea até poderia ter saído hoje e, mais ao final, só não saiu porque, verdade seja dita, o City não quis.


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