City termina tour nos Estados Unidos mostrando identidade

Eu não gosto de me ater aos clichês que cercam a figura social de Pep Guardiola na internet, mas algumas vezes eles são verdadeiros e necessários de serem ditos. Um desses ditados é a capacidade que Guardiola tem de dar padrão aos seus times, independente dos jogadores que estão em campo.


Nessa pré-temporada nos Estados Unidos, City jogou três partidas, com poucas mudanças de jogo para jogo. Foram duas derrotas e uma vitória, mas a evolução de partida para partida foi muito notória. Muita dificuldade e falta de presença ofensiva contra o Dortmund, maior resistência contra um forte time do Liverpool e, neste sábado (28), uma atuação praticamente completa diante do Bayern.


Até variação de sistemas táticos aconteceram. 4-3-3 e 3-5-2 foram usados em momentos diferentes em todas as partidas e, com o tempo, os garotos foram mostrando se adequar muito bem ao que era exigido ali. Luke Bolton, uma grata surpresa, jogou de lateral e ala-direito, mostrando muita competitividade para sua idade, além de grande velocidade. Eric Garcia, já elogiado por aqui, mesmo com apenas 18 anos participa da parte de orientação dos companheiros de defesa.


Getty
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Bernardo Silva mostra que poderá surpreender e jogar cada vez mais


Falando mais especificamente da partida contra o Bayern, City se mostrou superior desde os primeiros minutos, mas não foi clínico. Várias finalizações desperdiçadas em jogadas criadas por Mahrez, Foden e Brahim, todos jogando muito bem. A consequência foi ver o time alemão abrir dois gols de vantagem. City manteve a postura e conseguiu descontar ainda no primeiro tempo com belo gol de Bernardo Silva.


No segundo tempo, poucas mudanças com Pep apostando na confiança dos garotos para buscar o resultado. Lukas Nmecha empatou e Bernardo Silva voltou a aparecer para promover a virada. Uma vitória justa, pois os garotos do City não mereciam sair da pré-temporada em solo americano apenas com derrotas. O ponto baixo da partida foram as alterações por lesão: Mahrez saiu no primeiro tempo com problema no tornozelo e Foden com problema muscular, já na reta final.


Falando em Mahrez, a cada jogo que passa ele também mostra como poderá fazer a diferença. Jogando com liberdade, praticamente como um armador, o argelino foi o centro de criatividade do City durante os minutos que esteve em campo. Outro que espero muito na temporada é Bernardo Silva: são muitas opções para o ataque, todas de qualidade, mas o português parece que vai mostrar que merece confiança, independentemente da posição – aberto ou pelo meio. O mesmo vale para Mahrez, que com certeza irá adicionar números a suas performances quando jogar com o time titular.


O próximo desafio já vale taça, apesar de ainda ser parte da pré-temporada: Chelsea, em Wembley, pela Community Shield. A questão é: quais dos jogadores que vão voltar a treinar agora dia 30 de julho (segunda) terão condição de entrar em campo? Pep terá quase todo o elenco reunido, exceto ingleses e belgas, mas com poucos dias para realizar a preparação. Pensando no jogo, fica uma preocupação para a lateral-direita – Danilo machucado e Walker fora; Bolton improvisado? – e para o volante: Fernandinho e Gundogan com poucos dias de treinamento – devem jogar, mas sem uma condição mais competitiva.


Leroy Sané e Mendy nem entraram na partida diante do Bayern. O alemão com certeza será titular, enquanto não sabemos as reais condições do lateral francês. É um jogo que eu quero muito ganhar, mas há de se entender que o Chelsea está trabalhando com um grupo maior nesses amistosos.
Enfim, que venha a temporada! O fato de ter acontecido apenas uma contratação não tira a empolgação para novidades surgirem, mas que o fim seja o mesmo da última temporada: títulos.


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