Leroy Sané está de volta e City despacha Fulham no Etihad

Após duas semanas de uma tediosa Data FIFA, o futebol de clubes voltou e o City já foi a campo neste sábado (15) para encarar o Fulham, no Etihad. Após empatar com o Wolverhampton e precisar de muito esforço para derrotar o Newcastle, os comandados de Guardiola precisavam mostrar uma resposta e foi exatamente isso o que aconteceu: uma vitória com autoridade por 3 a 0.


Além dessa questão de resultado mesmo, haviam outros motivos que exigiam uma boa partida do City diante do Fulham. Na partida contra o Newcastle, Leroy Sané ficou de fora até do banco de reservas e começaram a surgir rumores sobre possíveis más atitudes do atleta e que Guardiola estaria lhe dando uma punição. Sané realmente não está focado o suficiente, nos poucos minutos que teve nos jogos iniciais na temporada mostrou pouco, mas posteriormente descobrimos o motivo.


Leroy estava com a seleção alemã, mas abandonou a concentração para... acompanhar o nascimento de sua primeira filha! Assim fica mais fácil entender tudo que estava acontecendo. Sané ainda é muito jovem e essas coisas podem sim afetar seu psicológico.


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City segue na cola dos times que ainda estão 100%


Enfim, hora de falar do jogo. Com todo mundo à disposição, menos Benjamin Mendy (que ficou de fora por uma leve pancada) e, claro, De Bruyne, Guardiola resolveu colocar em campo a formação tática que levou o City ao sucesso em 17/18. A formação dos Centurions: sem Mendy, Delph faz a lateral-esquerda ajudando e dando grande sustentação à equipe, com Sané tendo todo o flanco esquerdo para assombrar com sua velocidade e habilidade; Sterling de volta ao lado direito. Outra mudança importante foi finalmente vermos David Silva e Bernardo Silva atuando juntos por dentro, na dupla que joga afrente de Fernandinho. Na dupla de zaga, descanso para Stones e Otamendi ganhou sua primeira partida como titular.


Como vários de nossos jogadores, principalmente os sulamericanos, não foram representar suas seleções, entramos em campo descansados e isso foi vital para mostrarmos um belo futebol. Fernandinho, que vinha mostrando uma queda técnica preocupante e sendo criticado aqui nesse blog, voltou ao nível habitual e isso é a melhor notícia que o City poderia ter. Desarmes no meio-campo, concentração nos passes certos, pressionando alto na hora certa (resultou no primeiro gol)... Fernandinho voltou a fazer de tudo com a serenidade que lhe é peculiar.


Porém, um fator pode ter sido determinante para esse crescimento de Fernandinho: a volta de Fabian Delph aos titulares. Volante de origem, o atleta inglês se destacou durante toda a última temporada por seu acréscimo de consistência e competitividade ao time. Com Delph ao seu lado, Fernandinho não precisa fazer todo o trabalho sujo do meio-campo sozinho. Agora com Mendy e Fabian, Pep tem opções para montar suas escalações de acordo com as necessidades e pretensões de cada jogo.


Hora da avaliação individual dos jogadores.


Ederson: mais uma partida que foi pouco exigido, mas apareceu bem com duas defesas nos momentos que a bola chegou. Firme no jogo aéreo. Nota 7.


Walker: teve alguns momentos de desatenção, principalmente no primeiro tempo, perdendo bolas bobas no campo de defesa. Mas nada muito grave. Nota 6.


Otamendi: segue abusando nos carrinhos, mas isso as vezes é positivo com desarmes que pareciam improváveis. Estamos bem de zagueiro. Nota 7.


Laporte: posicionamento invejável nas diferentes fases do jogo. Não é à toa que ele é o único que ainda não entrou na rotação. Nota 7.


Delph: se mostrou até melhor que o normal com a bola no pé, conseguindo dribles para ajudar o time a progredir. Jogador útil demais para se ter no elenco. Nota 7,5.


Fernandinho: grande atuação desde o primeiro minuto com a roubada de bola + assistência para Sané. Voltou para o que estamos acostumados. Nota 8,5.


Bernardo Silva: ocupando zona de campo parecida com De Bruyne, Bernardo foi o melhor em campo. Sua capacidade técnica é espantosa... tão difícil roubar a bola dele. Tem drible e criatividade. Craque. Nota 9.


David Silva: ofuscado por Bernardo, voltou a fazer belíssima dupla com Sané na esquerda como no auge da temporada passada. Importante ver ele continuar marcando gols. Nota 7,5.


Raheem Sterling: pecou na finalização e último passe no primeiro tempo, mas participa muito bem da construção de jogadas, com dribles ou soltando a bola rápido. Renove rápido, por favor. Nota 7.


Leroy Sané: nada melhor que voltar de toda a confusão fazendo um gol para sua filhinha. Foi o Sané que vimos temporada passada, voando pela esquerda. Nota 7,5.


Sergio Agüero: não recebeu muitas bolas em condição de marcar e não criou as suas próprias. Sabemos que fará melhor no próximo jogo. Grande jogada para o gol de Sterling, porém. Nota 7.


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