O show de Pogba e a espera por Sánchez

O Stoke costuma complicar as coisas quando o United viaja para o Britannia Stadium, onde as condições de campo e clima surgem como empecilhos adicionais. Em Old Trafford, porém, não perdemos neste confronto desde abril de 1976 e hoje a escrita foi mantida. Em meio a fortes rumores de que Alexis Sánchez pode chegar a qualquer momento, o campo e a bola continuam importando e o desempenho agradou bastante. Para melhorar a situação, Mkhitaryan não ficou nem no banco de reservas depois de Mourinho, na coletiva de sexta-feira, falar que ele jogaria. Estaria envolvido na negociação? De qualquer forma, a equipe agradeceu no caminho da 15ª vitória no campeonato.


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A partir do apito inicial, a estratégia foi pressionar em todos os sentidos e não dar chance para o azar. A passividade que em alguns momentos marcou esse time não foi vista nos priemiros minutos, dando espaço para um trabalho intenso tendo o meio-campo como núcleo. Matic e Pogba avançaram para sufocar Allen e Fletcher, enquanto Mata e Lingard ajudaram a criar superioridades. Com posicionamento livre, ambos se movimentavam coordenadamente a fim de manter um próximo da bola e outro puxando a marcação.



Esse padrão deixou o lado direito pouco povoado, reduzindo a possibilidade de tabela com o lateral. Mas ele nem precisou. Valencia, voltando depois de um mês no departamento médico, recebeu de Labile - que foi livrado pela supracitada movimentação dos meias - e limpou pra esquerda, marcando um golaço. O francês, sem surpreender, foi o motor e cérebro do conjunto, potencializando suas ações com uma alteração tática. Em vez de receber diretamente dos zagueiros todas as vezes, esse papel foi esporádico e frequentemente o víamos próximo da área oposta.


Seu companheiro de posição, entretanto, não foi tão efetivo. Matic contribuiu para ganharmos terreno com a postura agressiva com e sem a posse, mas no aspecto defensivo pecou. O sérvio se mostrou desgastado fisicamente e, desprovido de mobilidade, foi superado por Ireland (aquele mesmo, ex-City e que não jogava há 996 dias). Jones lidou relativamente bem com a ameaça inesperada, e a princípio antiquada, de Crouch. Nossa escalação é extremamente superior a do 18º colocado da Premier League, porém, e o poder ofensivo deve compensar qualquer fraqueza lá atrás.


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Com uma atuação sublime e duas assistências, Pogba foi o melhor em campo


A barganha Pogba, que a cada semana ri mais da cara dos críticos sobre seu valor de £89 milhões, continuou brincando no gramado. Condução perfeita, lançamentos fantásticos e, sobretudo, produtividade. Com um passe lateral inteligente, o camisa 6 encontrou Martial e o lance resultou em outra pintura. Os conterrâneos são dois dos jogadores mais vistosos da Inglaterra e é um prazer vê-los desfilando no Teatro dos Sonhos. Na segunda etapa, o ritmo caiu e nossa criação ficou menos fulminante.



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Felizmente, os visitantes também tiveram dificuldades em impor certo perigo - o que vinha ocorrendo no primeiro tempo. O Stoke foi comandado por Eddie Niedzwiecki, técnico interino; nas tribunas, Paul Lambert - anunciado hoje - acompanhou seu novo clube praticamente desistir do resultado. Com 3 triunfos nas últimas 15 rodadas, os potters fazem uma campanha pífia e não poderíamos sofrer diante deles. Mesmo com o freio de mão puxado, continuamos produzindo puramente pela qualidade.


Martial teve calma e visão para encontrar Lukaku na área, de costas pro gol e pra dois defensores. O belga girou em torno de ambos e superou Butland com um chute rasteiro. Era outra ótima atuação do atacante, que possivelmente iriam relativizar pela falta do gol. A bola merecidamente foi pra rede e não temos motivos para reclamar do seu trabalho. No fim, Jose trocou Anthony, Mata e Lingard (meio desligado) por Rashford, McTominay e Fellaini. Esses pouco fizeram e só gastaram o relógio para garantir os 3 pontos. Bom desempenho, golaços e a espera por Sánchez. É um início de semana sensacional para o United.


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Com a desistência do City, o caminho está aberto para Alexis assinar com o United