West Ham 0-0 United: exatamente o que esperávamos de Mourinho e Moyes

Em um mês que todos esperam apenas pela final da FA Cup - no dia 19, em Wembley, diante do Chelsea -, os jogos da Premier League continuam desanimando. Não vejo falta de dedicação física, mas psicologicamente os jogadores não se conectam ou desempenham as melhores funções para a equipe. Chegamos mais perto do gol e o empate por 0 a 0 contra o West Ham pode ter sido um pouco injusto, mas nossas oportunidades se limitaram e não conseguimos agredir a área de um dos times mais 'mortos' da liga. Talvez porque fazemos parte do mesmo grupo.


ESPN.com.br | Manchester United, de José Mourinho, não consegue furar a defesa do West Ham e empata na Premier League


Tendo pela frente o super poderoso conjunto de David Moyes, Mourinho resolveu montar um sistema bem fechado para eliminar os pontos fortes (se é que existem) do adversário e focar em contragolpes. Em termos dos nomes da escalação, apenas três permaneceram depois da derrota para o Brighton - De Gea, Smalling e Pogba. O primeiro e o terceiro são indiscutíveis, mas fica no ar a dúvida sobre o futuro do zagueiro inglês.


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Smalling teve dificuldades para marcar Arnautovic e não fez um bom jogo; será titular em 18/19?


Ele teve algumas atuações sólidas na atual temporada e com Van Gaal chegou até a impressionar, mas não muda o fato de que está em um nível bem abaixo dos supostos objetivos do clube. É seguro dizer que continuará no elenco, mas terá a titularidade em 18/19? Seria extremamente decepcionante, convenhamos. Young, que hoje descansou, foi elogiado pelo chefe e já ganhou status de 'peça chave' para a próxima campanha.


Outro que tem méritos e merece respeito, mas essa onda de insistência em atletas medianos é preocupante. Falando em jogadores comuns, McTominay voltou a ganhar minutos no XI inicial e teve um rendimento ok, sem erros e sem muitos acertos. Me parece que vai se tornar um elemento útil no plantel, mas nada de tão fascinante. Vamos com calma.



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Lingard e Sánchez puxaram o ataque e abriram novamente discussões sobre os garotos no banco de reservas. A fase de nenhum deveria garantir titularidade, mas precisamos de perspectiva na utilização - e desenvolvimento - de alguns talentos. Dias 25/11, 20/01, 15/01, 05/11: essas são as datas da última vez que Rashford, Martial, Shaw e Bailly começaram duas partidas seguidas, respectivamente. É fácil apontar falta de resiliência ou consistência na trajetória de um jogador, mas difícil é vê-los escalados regularmente.


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Nenhum conseguiu empolgar os ânimos em Old Trafford


Mourinho basicamente espera algo incrível de cada um, mas não proporciona a plataforma para que o resultado positivo se apresente. Mesmo assim, muitos conseguem se superar dentro de um cenário crítico e registrar números convincentes e boas performances. Fica a impressão de que esse mesmo elenco produziria bem mais com outro treinador no comando. Jose trouxe pontos importantes em seu trabalho, mas tentem imaginar como estaríamos com Pochettino, Klopp ou Guardiola, por exemplo.


Os dois primeiros trariam algumas fraquezas, mas creio que iriam extrair possibilidades inexistentes hoje em dia com o português. Pep eu prefiro nem comentar pois a diferença já se tornou muito grande. Pensando um pouco sobre o jogo no London Stadium, o 5-3-2 limitou as chances do rival, mas sentimos falta de infiltrações por trás da zaga. Sánchez deveria focar nesse tipo de movimento, mas de novo recuou para ajudar na articulação - e, como consequência, deixou o papel de Pogba, McTominay e Herrera relativamente redundante.


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Junto com Lingard, Shaw foi um dos melhores e passou segurança nos dois extremos do campo


Shaw teve uma ótima exibição, defendendo com eficácia e sendo opção importante no ataque. Surpreendeu também pelo estado físico, que vinha o atrapalhando nesta temporada. Fez muito mais do que Young costuma fazer, mas logo volta ao esquecimento enquanto seu conterrâneo será motivo de orgulho pela 'luta' em campo. Lingard se posicionou bem entre as linhas e oferecia perigo com seus chutes de longa e média distância, obrigando defesas difíceis de Adrián.

Foi o escolhido para sair, substituído por Rashford. Young e Bailly entraram no lugar de Alexis e Valencia nos acréscimos, sinalizando a instrução de segurar o ímpeto dos anfitriões e garantir um ponto em Londres. Sou a favor de ajustes táticos e estratégicos para todas as rodadas, mas algumas coisas passam dos limites. Foi apenas mais uma partida sem graça do United.