Leicester 0-1 United: time volta pra Manchester com lições e os 3 pontos

Para o nível que jogávamos há alguns meses, foi uma performance positiva. Para o nível que jogamos atualmente, foi abaixo do esperado. A equipe decepcionou contra o Leicester, criando pouco e dependendo muito do trabalho sem bola para segurar o ímpeto dos donos da casa. E voltamos para Manchester com os 3 pontos - algo que Chelsea, City e Liverpool não conseguiram diante dos foxes nessa temporada. Ou seja, a maré positiva continua.


ESPN.com.br | Manchester United abre placar no começo do jogo e segura o Leicester para vencer fora de casa


Começamos pelas notícias boas: como comentei nesse texto, Solskjaer teria aprendido com a escalação responsável por tropeçar contra o Burnley. Herrera e Lingard voltaram, Rashford retornou para sua posição preferida - centroavante móvel - e agora um dado interessante. Com a escolha por Bailly, o marfinense fez dupla com Lindelof pela terceira vez sob o comando do novo treinador em menos de 7 semanas. Foram duas oportunidades com Mourinho em dois anos.


Getty Images
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Três peças importantes para a vitória


Eles jogaram bem e nos dão a esperança - que eu prefiro não pensar tanto, levando em conta todas as ilusões há meses - em uma sequência. Jones no XI inicial me dá um alívio por não ser Smalling, mas continua sendo uma das peças abaixo da média que ainda restam. O outro ninguém tem dúvida, certo? Ashley Young fez mais uma uma atuação irritante e que reduziu o potencial de várias jogadas ofensivas.



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Lembro de cabeça de alguns momentos em que a bola progredia, começava a gerar perigo e ia por água abaixo na lateral direita. Mesmo inexperiente, é impossível Dalot não contribuir mais. Sánchez teve mais uma chance e, dessa vez como ponta esquerda, não conseguiu provar seu valor. Não é um jogo que o define, claro, mas é visível como a equipe é diferente - e mais produtiva - com Martial por ali. O francês, de contrato renovado e mais motivado do que nunca, só foi reserva por estar voltando de uma lesão contraída no meio da semana.


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Na imagem vemos Ghezzal, uma boa opção para a lateral direita e Ashley Young


Em uma visão coletiva, ficou claro que tivemos uma intenção maior em pressionar alto e usar a incisividade que faltou na terça-feira - principalmente no primeiro tempo. Em Old Trafford, a posse se concentrava com os jogadores de defesa e sentimos dificuldade para colocar o meio-campo sob controle. É simbólico que abrimos o placar com uma recuperação no último terço. Isso se deve parte pela postura diferente do conjunto e, é importante ressaltar, as escolhas individuais.



A assistência magistral  de Pogba 



Traduzindo, Herrera por Pereira. Não foi uma performance exemplar do espanhol, que já teve dias melhores. Mas precisamos considerar que o parâmetro para definir o nível de um meia é sua atuação média ou até suas partidas 'ruins'. Se em um jogo pouco inspirado você consegue manter uma solidez com duelos, posicionamento e volume de passes, estará bem acima dos que aparecem em momentos. Eu diria que ganhamos os três pontos naquele setor, inclusive.



Os anfitriões vieram com tudo na etapa final e, empurrados pela torcida, poderiam ter nos agredido bem mais. Tiveram 'oportunidades de criar oportunidades', mas não chegaram a exigir aquela versão monstruosa de De Gea - só em uma falta cobrada por Ghezzal. Matic teve desarmes cruciais, Ander manteve certa dose de agressividade na marcação e Pogba constantemente nos tirou da pressão. Desencaixotou as jogadas, ampliou o panorama pros companheiros e segue colocando a responsabilidade nas costas.


São 20 contribuições diretas para gol em 6 meses desta temporada. Nada mal para um 'vírus' desinteressado, como alguns já o definiram, né?