E se o Milan fosse brasileiro?

Num dia desses em que falta assunto bom sobre o Rossonero (convenhamos: ainda está muito cedo para falar sobre Diego Lopez e Dzemaili), e que teve sorteio dos playoffs da Champions League (alguém sabe quem o Milan vai enfrentar? haha) um pouquinho de imaginação e boa vontade podem ajudar ao torcedor a se divertir mais do que com uma vitória sobre um time mexicano com um gol de M'Baye Niang, o alegria nas pernas rossonero.


E se, por um desses acasos da história, alguns imigrantes italianos fundassem um time de futebol de verdade (não um Palmeiras da vida). Em vez de Associazione Calcio Milan tivesse nascido o Atlético Clube Milan, para rivalizar com a Juventus da Mooca e com a Inter de Limeira. Gostaram, né, paulistada?


Getty Images
Getty Images

Il capitano curtiu o texto


Para começar, o símbolo não seria um diabo, para não ficar feio. Teriamos talvez uma cabra ou um bode, recorrentes figuras de seitas ocultas, mas também animais comuns e simpáticos para quem escolher torcer. Se o Botafogo pode ter o biriba e o Flamengo um urubu, por que diabos não um bode?


As cores seriam mantidas, até porque não há combinação mais legal do que um vermelho e preto em listras verticais. Mas, como todo time brasileiro do interior, teríamos um verdadeiro carnaval de patrocinadores, incluindo aqui o inquestionável logotipo da "CAIXA" e, como o Presidente é um sacana, uma marca de preservativos na barra da frente da camisa.


Aliás, falando no Presidente, nosso queridão Silvio Berlusconi, em sua versão brasileira, poderia muito bem ser algo próximo do Rei Roberto Carlos, aquele cantor brega que, por uma daquelas coincidências do destino, ganhou uma eleição para Deputado Federal, com umas discutíveis manobras e alianças políticas.


Getty
Getty

Alianças escusas? São detalhes tão pequenos


O trio Gullit-Van Basten-Rijkaard seria nordestino (não me pergunte o motivo), assim como Arrigo Sacchi teria sido genial ao conquistar dois campeonatos do interior em sequência. Franco Baresi e Paolo Maldini, por sua vez, seriam goleiros, já que só esses se mantém no mesmo time por 30 anos aqui no Brasil (olá, Rogério e Marcos).


Esse foi meu Milan brasileiro imaginário. Se formos colocar em times que já existem, o Milan não seria o Flamengo (já esteve na segunda divisão, apesar da sempre presente ajuda do apito amigo. A Juventus se encaixa melhor) e muito menos o Corinthians (torcida menor e ainda não tem estádio próprio, mesmo que dado pelo Governo e, claro, não ganhou títulos com ajuda da justiça. A Internazionale é mais indicada). Talvez um São Paulo (teve um técnico gênio e um time fantástico no começo dos anos 90, e tem títulos internacionais) ou um Internacional.


E você? O que acha?