Começou bem melhor do que se esperava

Êita, que ser corneteiro faz bem para a saúde. Oras, se o torcedor começa esperando o pior, o que vier de bom é lucro. E na vitória sobre a Lazio, tivemos muitas coisas boas. E os problemas de sempre, lógico.


Na primeira partida da Serie A-tchim (saúde, narrador), Pippo Inzaghi acertou o time para que ele funcionasse na base da velocidade e troca de passes rápidos, com uma defesa parruda com 3 zagueiros, sendo um na lateral esquerda (Alex, Zapata e Bonera), De Jong e Muntaria na volância, Andrea boneca Poli de motorzinho, ligando o ataque com Menez atuando igual ao Torres, um falso atacante, e Honda e El Shaarawy entrando em diagonal.


Em muitos momentos funcionou, e não dá para dizer que faltou precisão (foram 4 chutes a gol, com 2 marcados com bola rolando e um de pênalti). Mas o time, em diversos momentos, correu perigo demais e fosse a Lazio um time de ponta, o placar teria sido muito mais elástico.


Começar o campeonato com uma vitória é sempre bom, ainda mais contra um adversário direto pela 5ª colocação.


Getty Images
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Me abraça, cara !


Bem, vamos ao que o povo gosta: Notas.


Diego Lopez - Nota 9: Oh, amigo, é tão bom saber que o seu time tem um goleiro de verdade, que não tem a menor vaidade, e ele não é o Amelia. Afora o gol contra do Alex, Dieguito Lopez defendeu até pensamento. Destaque para uma cabeçada a queima roupa de De Vrij e o pênalti batido por Candreva.


Ignazio Abate - Nota 6: Defendeu decentemente até cometar o pênalti e levar duas bolas na mochila quando o Djordjevic entrou no lugar de Klose. Acertou seu primeiro cruzamento para o gol de Muntari em 28 anos de vida.


Alex - Nota 6: Me surpreendeu e foi uma rocha, em todos os sentidos. Não era rápido o suficiente, mas compensava com boa colocação em campo. Marcou um gol contra em sua estreia e isso não pode passar despercebido.


Zapata - Nota 6,5: Da mesma forma que seu parceiro de zaga, jogou bem e foi firme (ui).


Bonera - Nota 6: Começou a partida sendo o caminho das pedras para os ataques da Lazio mas, com tempo e a ajuda de Nigel De Jong, se acertou e jogou até de zagueiro de sobra no final da partida.


Andrea Poli - Nota 7: Apesar do Honda ser mais indicado para esta função, Poli foi o motor do time. Era válvula de escape para o ataque e sempre o primeiro a dar o combate na defesa. Foi a alternativa aos lançamentos longos, e quase sempre precisos, do De Jong.


Nigel De Jong - Nota 6,5: Muito bem, como sempre. Seguro e perfeito em suas colocações (UI!)


Sulley Muntari - Nota 7: Fez gol. Bateu no adversário. Arrumou confusão. Desperdiçou ataques.Deixou espaços. Enfim, o de sempre. 


Keisuke Honda - Nota 7: Pela primeira vez na vida, eu achei que ele se encontrou na ponta direita. Voltava para marcar e se mandava para atacar muito bem, e ainda marcou um lindo gol de pé direito, que não costuma acelerar muito esse carro.


Jeremy Menez - Nota 8: Dono do time, sem dúvidas. Abria espaços na defesa, arrancava em velocidade sempre na direção do gol, deu passe de calcanhar e converteu um penal. Se Inzaghi quiser, pode deixar Pazzini e Torres no banco e jogar com Menez sempre de falso 9.


El Shaarawy - Nota 7: Bem vindo de volta, Faraó! Antonio Conte estava nas arquibancadas e tenho certeza que se orgulhou do menino faraone. Só precisa acertar o pé um pouquinho mais.


Substitutos:


Michael Essien - Nota 5,5: Entrou e fez o mesmo trabalho sujo de Muntari. Mas sem o gol.


Pabro Armero - Nota 6: Esteve em campo por cerca de 16 minutos e mostrou que o time tem alternativa se quiser jogar com 3 zagueiros. Uma pena que quando veio a campo, o jogo já estava praticamente resolvido.


M'Baye Niang - Nota 5: Teve 2 ótimas chances de marcar e fez o que sabe melhor, ou seja, se enrolar com a bola e perder. Ainda, não sabe se posicionar no ataque, já que quando o time precisava de alguém na área, o alegria nas pernas rossonero, estava colado a linha lateral.


Técnico Pippo Inzaghi - Nota 6,5: O time se entregou bem, e adora esse cara. A falta de atacantes de ofício fez com que ele usasse um esquema que tem tudo para dar certo. A utilização de um 3-5-2 no final da partida, que funcionou, foi a grata surpresa. Entretanto, os velhos erros de marcação e setores do time distantes ainda persistem.