Milan: Presidente busca novo sócio e mais dinheiro para convencer a UEFA

Vende-se o Milan. Parte dele, na verdade. Ou empresta-se uma parte das ações para que alguém devolva depois. Novamente. Outra vez. De novo. A situação anda um pouco complicada pelas bandas da Casa Milan e acho que mais uma vez um esclarecimento com base nas últimas reportagens e notícias vindas de boas fontes se faz necessária.


Primeiro, uma desmistificação. Existe uma corrente de pensamento bastante popular e contraditória que idolatra o tal "futebol respira" e não quer seu clube tratado como empresa. Daí, esses mesmos adeptos, em qualquer conversa de bar, vociferam que seus clubes pagaram suas dívidas, estão conseguindo encher estádios e ganhar um lucro dos produtos oficiais e assim contratam bons jogadores com bons salários e mantém outros bons por mais tempo em seu plantel. Minha gente, esse é exatamente um pensamento de empresa aplicado ao seu querido clube de futebol, desculpe te lembrar. Ou assumam que seu clube é uma empresa ou sigam nessa eterna contradição.


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A cadeira de Presidente é mais quente do que você esperava, seu Li?


Dito isso, voltemos à vaca fria, ou ao capeta sem chifres. Como todos sabem, o Milan pode deixar de disputar a Europa League na próxima temporada por conta da reprovação de suas contas e planos financeiros por parte da UEFA e seu Comitê de Julgamento em audiência que deve acontecer no próximo dia 19. Quem acompanha essa joça aqui sabe que minha linha de pensamento é a mesma de Marco Fassone, tendo os engravatados da UEFA analisado muito mais a situação financeira nebulosa do Presidente Yonghong Li, e sua holding Rossoneri Sports, do que a do clube em si. De qualquer maneira, o pior cenário possível é sempre para qual o capeta se prepara e para isso ele precisa do vil metal, do cascalho, faz-me-rir, bufunfa, money, denaro, rúpias, como quer que você chame esse negócio que está em falta na minha conta.


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Muitos de qualquer um desses aí servem


Para resolver isso, poucas opções existem. De acordo com a imprensa italiana, o Diavolo optou por duas delas de forma simultânea. O Tuttosport - jornal de Turim - afirma que um fundo de investimento italiano teria liberado uma linha de crédito para Yonghong Li, colocando a disposição do chinês a merreca de 100 milhões de Euros para ser utilizada como garantia da saúde financeira do clube. Além disso, segundo o jornal La Repubblica - jornal de Roma- o atual mandatário do reino do inferno teria recebido uma proposta de 150 milhões de Euros, supostamente de um magnata do famoso MUNDO ÁRABE, por cerca de 49% das ações do clube, o que ainda deixaria o senhor Li como Presidente e acionista majoritário até, segundo o jornal, por um período até o chamado takeover ou a passagem de controle para esse tal senhor de outro mundo.


Outro empréstimo, novo sócio ou pote de ouro no final do arco-íris, o que importa nesse momento é evitar a perda da vaga conquista com tanto sacrifício pelos jogadores e por Gattuso após um trabalho bem feito na primeira temporada de Fassone e Mirabelli no comando do futebol do Milan.


- Curtinhas - 


Quem apostou em uma fuga em massa de Milanello, errou. Semana passada foi anunciado a extensão de contrato de Romagnoli até 2022, enquanto Cutrone e Bonaventura devem ter seus contratos estentidos esse mês.


Gattuso, Fassone e Mirabelli anunciaram que irão acompanhar o Mundial na Rússia e irão sim prestar atenção em alguns jogadores específicos.


O futuro de Ricardo Rodriguez parece ser o assunto mais delicado atualmente, tendo o suíço recebido boas propostas de times da Bundesliga.