Enfermaria cheia e adversários complicados, eis o belo final de ano do Milan

A Serie A está perto de retornar e a próxima rodada será decisiva. Cá entre nós, qualquer um que acompanhe campeonato de pontos corridos pode começar o texto de 37 das 38 rodadas com uma frase dessas, entretanto, para o Milan essa é a melhor chamada e, para dificultar um pouquinho teremos um adversário a mais além da Lazio, um adversária direta pela vaga na próxima Liga dos Campeões: a enfermaria.


Assim como o Departamento Médico do Arsenal há alguns anos, o Milan Lab, departamento médico do inferno, tem a fama de ser demorado no tratamento e apressado na hora de mandar jogadores de volta para a fogueira das vaidades, o que causa o efeito bumerangue - aquele australiano, não o da internet - e um entra-e-sai arretado na enfermaria. Todavia, dessa vez poucos são os lesionados que podemos colocar a culpa no ML. Temos Conti, Strinic, Bonaventura, Biglia, T'chala, Romagnoli, Calabria, Musacchio e Caldara, todos fora de ação por lesões, sendo que alguns deles retornam apenas em Janeiro (Romagnoli, Conti, Strinic, Musacchio e Biglia), enquanto para Bonaventura - que teve a necessidade de cirurgia no joelho confirmada essa semana - a temporada acabou.


Se juntarmos essa lista à suspensão de Higuaín de duas partidas por conta da estúpida expulsão contra a Juventus e o risco de suspensão de Kessié por acúmulo de cartões amarelos - foram 4 até o momento - a vida de Gattuso não fica nada tranquila para quem tem, nessa ordem, Lazio (F), Dudelange (C), Parma (c), Torino (c), Olympiacos (F), Bologna (F) e Fiorentina (c) pela frente em um espaço de menos de 30 dias.


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Musacchio deixa o campo na maca após encontrão com Kessié. Que fase


A culpa de algumas dessas lesões podem ser atribuídas ao azar, como Musacchio, que deu a má sorte de trombar com um carro-tanque chamado Kessié, e fatos extra-jogo, como o problema cardíaco de Strinic, todavia, várias delas podem ser um ponto de questionamento sobre a carga de trabalho de Gattuso. O técnico, em diversas entrevistas coletivas, já deu a entender que trabalha forte na questão física que brincou que alguns dos jogadores não gostam muito dessa sua abordagem e talvez, TALVEZ, alguns deles realmente não aguentem a maratona de treinos pesados e jogos em sequência e os sinais de fadiga estejam aparecendo justamente no meio do caminho, no meio da temporada.


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Maldini e Leonardo terão de trabalhar muito nos próximos dois meses


Além dos sete jogos citados, o Milan ainda terá mais duas partidas - contra Frosinone e Spal - antes da sosta invernale e da abertura oficial da janela de transferências na Itália - entre os dias 3 e 18 de janeiro de 2019. Podemos facilmente dizer que nesse ponto, o objetivo de terminar a Serie A no quarto lugar depende tanto de Gennarinno fazer esse time jogar mais do que vem jogando quanto do trabalho de Leonardo e Maldini encontrarem substitutos a altura dos lesionados e preencherem lacunas que existem desde o começo da temporada no plantel milanista, como a falta de um terceiro atacante.


- Curtinhas - 


Foi só Leonardo assumir que as especulações de jogadores brasileiros no Milan aumentaram exponencialmente. Agora chegou a vez de Rodrigo Caio ser cogitado no time.


Tudo indica que Ibrahimovic deve voltar a vestir a camisa rossonera a partir de Janeiro.


Uma delegação de engravatados do inferno, junto com o presidente Paolo Scaroni e Gordon Singer, representante do Elliott Management, estiveram essa semana em reunião com a UEFA para discutir a nova punição a ser aplicada por violação ao Fair Play Financeiro, aquele mesmo que Manchester City e PSG pagaram por fora para não serem punidos.


As meninas de Carolina Morace parecem estar aprendendo com o Milan de Gattuso. Após vencer a Juventus com algum conforto, o Milan femminile empatou com a Florentia e agora a vantagem na liderança do campeonato diminuiu para apenas 1 ponto, tendo as rossonere 17 e o time bianconero 16 pontos.