Milan: um susto desnecessário e uma vitória pouco convincente

Por volta dos 21 minutos de partida, o Milan abre o placar e até joga bem com um time quase todo composto por reservas. Alegria, felicidade e um suspiro de alívio. Levanto alegremente da poltrona para fazer a minha tradicional pipoca doce aos 35 minutos de partida e... empate do Dudelange. A pipoca doce queima toda e, logo no início do segundo tempo, gol de Turpel e o Dudelange virou o jogo em pleno San Siro. Maldita pipoca doce.


A reação de Gattuso foi imediata, tirou Bertolacci e Halilovic, colocou Mauri e Suso em campo e a virada veio com uma chuva de gols, assim como a certeza de que o time de Luxemburgo - o país e não o 4-1-4-1, aquele cara de vanguarda - era basicamente uma bagunça em campo e que o goleiro Bonnefoi passava tanta segurança embaixo das traves quanto aquele delicioso e macio pudim de leite. Esses fatos unidos me deram a exata noção de que não importava quantos gols mais o capeta empilhasse no placar, os dois gols visitantes nunca poderiam ter acontecido.


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- AQUI! passa a bola para ele que tá tudo certo!


O treinador calabrese apostou em no garoto Simic ao lado de Zapata na zaga, Bertolacci ao lado de um cada vez mais titular Bakayoko e deu uma chance de ouro para o croata Halilovic na ponta direita, além de juntar Higuaín e Cutrone no ataque. Dos citados apenas o zagueiro #56 correspondeu às expectativas e se apresentou como uma alternativa válida nesses tempos de lesões e suspensões a rodo. O meio campista italiano segue surpreendendo em sua involução e como ele conseguiu convencer Galliani a gastar 25 milhões de Euros em sua contratação ainda é um mistério. Bertolacci conseguiu perder uma ótima chance de mostrar serviço nos 58 minutos em que esteve em campo, enquanto José Mauri, que entrou em seu lugar, foi mais incisivo e seguro e ganhou uns pontinhos com o técnico. Já Alen Halilovic começou bem, com dribles e velocidade, todavia o croata queria correr com a bola nos pés a todo momento e não importava para qual lado, e esse foi seu ponto negativo ressaltado por Gattuso incluse em entrevista pós jogo. A entrada de Suso foi providencial para a virada.


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GOL


Um susto desnecessário que tornou uma vitória protocolar em um jogo divertido até certo ponto. As notas positivas ficam a cargo da reação rápida e certeira de Gattuso em suas substituições, o gol de Cutrone e o despertar de T'challa que finalmente jogou meia partida em bom ritmo e garantiu seu primeiro gol na temporada, com uma ajuda inestimável de Bonnefoi, o bracinho de Horácio de Luxemburgo. As negativas, além dos citados Bertolacci e Halilovic, ficam por conta de uma atuação abaixo da média de Laxalt e Higuaín.


- Curtinhas - 


Um ponto apenas separam as líderes Milan (que tem 20 pontos), que bateram o Orobica Bérgamo na última rodada da Serie A Femminile por 3 a 1 - gols rossoneri marcados por Giugliano, Tucceri e Sabatino, enquanto Merli descontou para o time de Bérgamo - da Juventus.


Com a vitória de ontem, o Milan deve vencer ou no máximo sofrer derrota por um gol de diferença contra o Olympiacos para garantir a classificação para a próxima fase da Liga Europa.


O novo Diretor-calvo milanista Ivan Gazidis estava presente na partida ontem, se enturmando com os amiguinhos Leonardo e Maldini, além de trocar um papo com o chefe Paolo Scaroni.


O meia Bakayoko saiu da partida com uma entorce no tornozelo, de acordo com Gattuso, mas não deve ser nada grave que vá tirar o francês da partida contra o Parma neste final de semana.