Elas seguem fazendo história, mesmo com pouco apoio

Há algum tempo elas vêm ganhando um espacinho por aqui. Primeiro uma menção pequena ali no "Curtinhas" no momento de sua criação e da contratação de Carolina Morace. Depois elas viraram figurinhas obrigatórias, com destaque de serem as primeiras mencionadas e, posteriormente, elas ganharam um parágrafo no texto principal. Agora, finalmente, chegou a hora de um texto só delas.


Como já dissemos, o reinado de Li Yonghong no inferno foi dos mais misteriosos e confusos que já vi nesse velho mundão de (insira aqui a sua divindade). Todavia, algumas heranças boas ficaram para trás, como a base do time masculino de Gattuso, o próprio técnico e a compra do time feminino de futebol do Brescia, que se tornou oficialmente o primeiro time de calcio femminile rossonero em seus 119 anos de história. Não apenas um legado fantástico pelo ineditismo em sí, mas o time comandado pela técnica Carolina Morace vem se mostrando um ótimo investimento também no âmbito esportivo.


A Serie A Feminina voltou da sosta invernale nesse final de semana para a disputa da  e enquanto eu escrevia esse texto o Milan passava o trator sobre o lanterninha do campeonato, o Pink Bari, com direito a 4 gols de Valentina Giacinti - artilheira do torneio com 15 gols - 3 gols de Daniela Sabatino e Lisa Alborghetti fechando o expressivo placar de 8 a 0 em partida realizada no tacanho Centro Esportivo Vismara de Milão. Temporariamente as rossonere retornam ao topo da tabela com 30 pontos pois a Juventus, que tem 28 pontos, ainda enfrentará o Chievo Verona amanhã no Estadio Agsm Olivieri em Verona. 


acmilan.com
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Giacinti comemora um de seus 4 gols na vitória sobre o Pink Bari


Da equipe em si os milanistas têm mais motivos de orgulho do que reclamação. Os resultados estão vindo, as meninas jogam bem organizadas, com Morace fazendo variações táticas entre três esquemas de jogo diversos (4-3-1-2, 4-3-3 e hoje um 4-2-3-1) e as atacantes são verdadeiras máquinas de gols e, apesar da vacilada típica de Milan há algumas rodadas contra times mais fracos que custou a liderança do campeonato, sendo essa a primeira vez na história que disputam a competição, o trabalho está bem feito. Contudo, o problema é o entorno.


Pouquíssimas partidas da Serie A Feminina são transmitidas em alguma emissora italiana, outras o próprio Milan transmite em sua página no Facebook, contudo, assim como ocorreu nessa vitória acachapante sobre o Pink Bari de hoje, a cobertura midiática muitas vezes se resume ao Twitter oficial do time, e isso é muito pouco. O Diavolo precisa abraçar essas capetas com toda sua força a influência pois elas estão provando serem merecedoras e nesse ritmo podem novamente fazer história.


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VAI, MORACE!


A UEFA organiza a Women's Champions League e os critérios de classificação para participar do torneio são um pouco distintos da versão masculina. Para as 12 melhores associações ranqueadas até o final da temporada anterior (atualmente Alemanha, França, Inglaterra, Suécia, Espanha, Dinamarca, República Tcheca, Itália, Suíça, Rússia, Escócia e Áustria) são garantidas duas vagas, para campeão e vice de suas ligas. Na Serie A, Juventus, Milan e Fiorentina estão em uma disputa ferrenha que deve seguir até a 22ª e última rodada do campeonato. Desde sua primeira edição, na temporada 2001/2002, a Liga dos Campeões Feminina da UEFA não teve um campeão italiano, sequer um time italiano disputando uma final. O mais distante que um time do belpaese chegou foi quando o outrora Bardolino Verona, atualmente conhecido como Hellas Verona Women.


Trocando em miúdos, as meninas de Morace têm tudo para realizar algo fantástico em sua primeira temporada de existência e trazer consigo a tão necessária participação feminina no futebol. Tudo que elas precisam é de apoio tanto dos milanistas quanto do próprio clube em si, com transmissão de seus jogos para que todos possamos acompanhar as rossonere.


- Curtinhas - 


Após a abertura de uma reclamação oficial junto a FIFA, supostamente o clube turco Trabzonspor pagou os 12 milhões de Euros que devia ao Diavolo pela contratação de Juraj Kucka e José Sosa. Os cofres agradecem.


Ao que tudo indica Fabio Borini está de malas prontas para a China. O atacante deve se transferir para o clube Shenzhen pode render aos bolsos encapetados algo em torno de 8 a 9 milhões de Euros.


Para que cheguem novos jogadores, o Milan precisa que saiam alguns outros do seu plantel. Galliani? Não, Leonardo mesmo. O grande problema é o controle do Fair Play Financeiro da UEFA, algo que deve ser discutido judicialmente pelo clube com apoio da Elliott Management em um futuro próximo.