Uma vitória. Até que enfim, cambada

Confesso aos corneteiros de plantão que já tinha preparado aqui meu kit jogo do Milan (uma maleta com balas de café, uma garrafa de café gelado, palitos de fósforo para colocar nos olhos, um chá de Conium maculatum - a boa e velha cicuta - e uma caixinha de lenços), até ver que o Pippo lindo ia mandar a campo o trivote perfeito (Poli-De Jong-Montolivo) e ainda tinha colocado o El Shaarawy para esquentar o banco de reservas, dando espaço para o Bonaventura no tridente ofensivo. A coisa ficou mais animada.


E para a minha felicidade, o Menez estava afim de jogar bola hoje e abriu o placar cedo. Bastaram 3 toques: de Montolivo para Bonaventura, deste para Menez e gol, rete, goal, but ou o diabo que você queira chamar. Como já disse o velho poeta Buchecha "a felicidade invadiu meu ser". Mas não se anime, é o Milan. O time até tentou amassar o Napoli na sua áre defensiva, mas os partenopei logo perceberam que o lado esquerdo da defesa rossonera era o caminho, com o capenga defensivamente Armero por lá. E tome pressão.


Mas aí apareceram as estrelas de Rami, Diego Lopez e (pasmem) Mexes, que vinha espanando tudo que via pela frente. A ajuda defensiva de Honda é digna de nota, já que no ataque o japa rende menos que meu salário em dezembro.


O time aguentou aos trancos e barrancos na defesa e, no ataque, via atuações de gala de Menez, Bonaventura, Poli e, principalmente, Riccardo galã Montolivo, que estava impecável e jogou de smoking de tão elegante. O gramado do San Siro podia estar pintado de lilás que ele nem teria percebido, pois jogou olhando para cima, com nariz empinado.


Divulgação/AC Milan
Divulgação/AC Milan

Hoje o dia foi deles


A recompensa pelo esforço de Bonaventura veio no começo do segundo tempo. Após boa jogada de Menez, o francês passou para Armero, que cruzou com precisão para Allegri Jr. marcar, de cabeça, o seu terceiro gol na competição. E ainda teve tempo do Andre Poli perder duas chances de fechar a conta e do Menez desperdiçar um gol que seria (mais) uma pintura francesa.


Vamos as notas:


Diego Lopez - Nota 8,0: Se redimiu completamente da fraca atuação contra o Genoa com umas boas 5 defesas de alto nível.


Bonera - Nota 5,5: Quanto mais longe da área do Milan ele jogar, mais seguro eu me sinto.


Mexes - Nota 6: Espanou para tudo que é lado, mas dessa vez não comprometeu.


Rami - Nota 7,5: Dá gosto ver esse garoto jogar honrando a camisa 13. Uma pena ter saído lesionado.


Armero - Nota 6: Precisa aprender a defender, e rápido, se quiser ser titular nos próximos jogos.


Montolivo - Nota 7,5: Está voltando à velha forma. Marcou bem, acalmou a partida e acertava passes com precisão.


De Jong - Nota 6,5: O cão de guarda de sempre.


Poli - Nota 7,0: Atuação que merecia ter sido premiada com um golzinho, mas perdeu as duas chances que teve. Cada vez mais lembra o Gattuso, pela disposição e entrega em campo.


Honda - Nota 6: Esteve em campo, e nada mais. Devia escutar o conselho de um amigo e vender uns eletrônicos na porta do San Siro.


Menez - Nota 8,0: Oui, Oui. Se continuar jogando com esse cabelo e essa barba ridícula, e fazendo gol assim, está ótimo.


Bonaventura - Nota 8,5: Assistência, gol e atuação quase perfeita. O Allegri Jr. vem correspondendo as expectativas e, se o Inzaghi não tiver cabeça de camarão, não sai mais do time.


Zapata, Muntari e Essien - Nota 6: Felizmente não tiveram tempo de atrapalhar.


Com a vitória (a primeira após 7 partidas), o Diavolo soma 24 pontos e está na 6ª posição. Menez aparece agora na tabela dos artilheiros com 8 gols.


- Espaço para as cornetadas democráticas ==<O #Fuéé -


P*orra, finalmente um jogo bom, hein? Não foi aquela maravilha, teve alguns sustos, mas não precisei me esforçar para ficar acordado.


Teve até faixa na Curva Sud com versos de música do AC/DC: Play ball, shoot down the walls.


Galliani falou que não pretende devolver o cadáver espanhol do El Cone Torres agora em Dezembro. Contudo, depois soltou um "o mercado é imprevisível". Ciao, Fernando.


A próxima partida do Milan na Serie A-tchim (saúde, narrador) será contra a Roma, dia 20/12, no Estádio Olímpico. Êita, lasqueira.


Por mim, o El Shaarawy comerá banco de reserva para o Bonaventura por muito tempo. Por mais que seja bom jogador, as desculpas para as más atuações do faraó acabaram.


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