Kaká foi embora, e ele não merece tantas lágrimas assim

O assunto mais desgastado de toda humanidade volta neste post apenas para que a minha corneta soe, e soe muito alto. Se você escolheu um time para torcer, pelo menos conheça a história dele. Com este segundo adeus de Ricardo Izecson, o indigitado, o que tem se visto de chorumito de "torcedores" por aí é difícil acreditar.


É óbvio que o Milan deve muito a este atleta, o indigitado, na última década. Na verdade, deve uma UCL, uma Supercopa da Uefa e um Mundial Interclubes. Mas é difícil discutir que isso não é muita coisa quando os ~~torcedores~~ se negam a entender que o Milan não tem dez anos de existência, e sim 115 anos de história, derrotas e glórias, com ídolos mais marcantes do que o brasileiro.


Novamente, não estou diminuindo a importância de Ricardo Coração de Cofrinho para o Milan. Os mais jovens o têm como segundo maior jogador do Diavolo depois apenas de Paolo Maldini. Porém, estou tentando fazer exatamente os mais jovens entenderem que há uma fila de idolatria, e Kaká não está tão na frente assim.


Os nomes são conhecidos, mas como ninguém com menos de 25 anos viu jogar, e não estão nos jogos mais avançados dos video games, a garotada sequer cogita pesquisar.


Lembrem de Herbert Kilpin, nosso pai-fundador. Lembrem dos suecos Gunnar Gren, Gunnar Nordahl Nils Liedholm, o trio Gre-No-Lin, que conquistou 5 Scudetti para o Milan. Lembrem de Gianni Rivera, que jogou 19 temporadas e carrega 13 títulos com o Diavolo na mochila. E ainda estou nos anos 70!


Getty Images
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"Aí ele falou que o Kaká era o maior ídolo do Milan"


Antes de Kaká, os torcedores deveriam lembrar do trio holandês dos anos 80 (Frank Rijkaard, Ruud Gullit e Marco Van Basten), que junto de Donadoni, Ancelotti, Tassotti, Massaro e Arrigo Sacchi conquistaram o mundo e 2 UCL's em sequência. Nos anos 90, Fabio Capello e seus três scudetti em sequência, sendo um com mais de uma temporada INTEIRA invicto (58 jogos no total), George Weah e seu Ballon d'Or em 1995. 


Chegando aos anos 2000, vemos o queridão Carlo Ancelotti, Rui Costa, Seedorf, Pippo Inzaghi, Shevchenko. 


Enfim, após limpar minhas lágrimas de saudades aqui, o meu ponto é: Obrigado, Ricardinho Coração de Cofrinho, pelos 3 títulos. Mas você não é nem o décimo na fila de ídolos dos verdadeiros torcedores do Milan.


acmilan.com
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Ah, se esses ~~~~torcedores~~~~ soubessem...


E, pelo amor dos meus filhinhos, vamos pesquisar quem foi FRANCO BARESI !!!!