O Napoli optou pela 'eutanásia' na Champions League

O Napoli tinha uma missão complicada. Precisava ganhar do Feyenoord, o Shakhtar precisava perder para o Manchester City, o sol precisava aparecer à meia-noite, papai noel precisava aparecer de azul no De Kuip, e todos precisávamos entender a discografia completa de Djavan.


Logo, o Napoli começou com tudo, na bela jogada que terminou no gol de Zielinski, excepcionalmente na ponta-esquerda, com um minuto de jogo, em lance de oportunismo do polonês.


Impomos uma certa superioridade na metade inicial do primeiro tempo. Não foram poucas as chances. Que o diga Mertens, que perdeu um cara a cara. Que o diga Hamsik, que perdeu um gol feito. Era uma superioridade evidente. Até um fator externo ajudar a derrubar o time: Bernard fez 1 a 0 pro Shakhtar contra o City, em Kharviv.


Depois do momento em que o Shakhtar abriu o placar, o Napoli optou pela eutanásia. Quis morrer ali assim que soube do gol de Bernard. Parou de jogar. Começou a tratar o jogo como um amistoso. Até as experiências de Sarri, com razão, eram feitas com base em um amistoso de pré-temporada.


Não por coincidência, no mesmo minuto que saiu o gol de Ismaily em Kharviv, ampliando pro Shakhtar, em uma cochilada geral da defesa, especialmente de Albiol, Jorgensen subiu sozinho pra empatar o jogo, logo no primeiro lance de perigo holandês. 


O Napoli até era de certa forma superior na segunda etapa, criou algumas chances de fora da área, como em um chute de Zielinski. Mas decidiu morrer na Champions League. Decidiu perder o jogo. Nem com um a mais após a expulsão de Vilhena, o time mudou de ideia. O gol no final de St.Juste foi mera consequência de tudo isso.


A derrota pro Feyenoord foi a cereja do bolo de uma morte anunciada. Principalmente levando-se em conta que o Napoli foi à Holanda já cambaleando. Esperando um milagre, dependendo de um City reserva pra se classificar. Pagou por não ter pontuado contra os ingleses e, principalmente, por ter perdido seu jogo na Ucrânia.


E não adianta reclamar que Guardiola não ajudou. Muito menos até que o Feyenoord não ajudou, perdendo os dois duelos diante dos ucranianos. O Napoli não se ajudou. O Napoli veio quase morto e justo no último jogo, depois do primeiro gol do Shakhtar, optou por desligar seus aparelhos na Champions League.  


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Site oficial: SSC Napoli
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A vida foi feia para Diawara e seus companheiros na Champions League....


Reina - Não teve culpa em nenhum dos dois gols do Feyenoord. De resto, salvo um chute bem defendido de fora da área, não teve lá grandes problemas, só teve de jogar com os pés. Nota: 6,0


Maggio - Uma partida sem grandes problemas defensivos, visto que os holandeses não atacavam muito por ali. Ofensivamente, também não fez muita coisa. Nota: 6,0


Albiol - Teve culpas e erros de marcação nos dois gols do Feyenoord, especialmente no primeiro gol. Nem mesmo na saída de bola compensou alguma coisa. Nota: 5,0


Koulibaly - Em uma partida que seu parceiro não vinha bem, ele até fez um jogo pro gasto. Não estava tão tranquilo, a ponto de dar mais chutões do que o normal. Nota: 6,0


Hysaj - Foi muito bem na saída de bola, com uma boa precisão (93% de acerto de passes). Não teve grande culpa no cruzamento do primeiro gol dos holandeses, que saiu pelo seu lado. De resto, sem problemas durante a partida. Nota: 6,0


Allan - Na marcação entre altos e baixos, mas na parte ofensiva esteve muito perdido em campo, errando passes que não costuma errar, entregando bolas ao adversário. Nota: 5,0


Diawara - Cobrou bem a falta que originou a jogada do gol napolitano. Ganhou vários duelos na marcação, mas foi muito abaixo da média na distribuição de jogo via troca de passes. Nota: 5,5


Hamsik - Jogando muito longe do gol, errando nos passes do terço final, e pior, perdendo um gol feito nos minutos onde o Napoli dominava o jogo. Depois dos primeiros minutos, sumiu do jogo. Nota: 5,0


Zielinski - Uma boa presença na ponta-esquerda. Oportunismo pra marcar o gol napolitano. Boa movimentação, e dos seus pés sempre saíam as jogadas de mais perigo do Napoli no jogo. Nota: 6,0


Mertens - A pressão no lance do gol foi uma das poucas notas positivas de um jogo que fica marcado por um gol cara a cara com Vermeer que ele não costuma errar, mas errou. Nota: 5,0


Callejón - Poucas ações dignas de nota. Uma delas, deixou Hamsik na cara do gol. Outro chute, parou no goleiro. E foi só. Muito poucas ações nos últimos tempos. Nota: 5,5


Rog - Melhorou muito a marcação em respeito a Allan, ganhando por mais vezes por ali. Deu mais vida ao meio-campo chegando a superar até dois adversários. Nota: 6,0


Mário Rui - Aumentou as jogadas napolitanas pela esquerda, dando mais ofensividade por ali, embora as jogadas não tenham gerado grande perigo. Nota: 6,0


Ounas - Sua entrada melhorou o time, embora sempre pareça que ele seja chamado no desespero. Provocou a expulsão de Vilhena. Por mais que pareça as vezes indisciplinado taticamente, ele é capaz de botar jogadores na cara do gol, de uma jogada quando o time precisa. Nota: 6,5


Sarri - Os primeiros minutos pareciam uma partida controlada. Que o Napoli fez e faria mais gols. Mas o ambiente externo prejudicou tudo. Praticamente largou o foda-se, na melhor concepção da palavra, pro jogo em Rotterdam. Claro, foi inteligente nas substituições em pensar no elenco. Mas por que Ounas entrou e sempre entra tão tarde? Por que o elenco não é tão rodado quanto se precisa ser? São atitudes que Sarri precisa rever pra fazer a equipe jogar bola de novo. Nota: 5,0


Site oficial: SSC Napoli
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E a vida foi feia para Mertens também.