O lado preocupante e o inspirador na classificação napolitana na Coppa Italia

Finalmente Sarri conseguiu poupar o time sem grandes prejuízos. A variação do time titular foi tão grande que talvez tenhamos pensado que o técnico hoje era Rafa Benítez (tá, nem tanto). Somente Koulibaly, Hysaj, Jorginho e Callejón de titulares começarm a partida, ainda assim porque não tinha jeito. 


Para muitos, era a chance de se firmar, garantindo a classificação nos 90 minutos, e fazendo uma boa partida. Ainda mais levando em conta que o time da Udinese treinado por Oddo também não era o titular. Chance de jogar bem, vencer, convencer e ganhar não só a partida, como muita confiança.


O Napoli no primeiro tempo finalizava pouco, insistindo em cruzamentos na área que não geravam resultado. As poucas jogadas incisivas que criou, foram na chance cara a cara de Callejón que chutou em cima de Scuffet, ou a bola na trave de Ounas.


No primeiro tempo a maneira como o Napoli não atacava, insistia em jogadas pelo alto, onde os friulianos estavam muito bem, dava até sono em alguns momentos. Para quem via as imagens mundo afora, e até no gelado San Paolo em noite de inverno. 


Em resumo, boa parte da partida era de uma defesa que não sofria - a Udinese mal atacou o jogo todo -, um meio-campo que organizava bem as jogadas e um ataque que estragava tudo. E se o ataque estragava tudo, a classificação poderia estar em perigo numa bola vadia...


Sarri foi lá então e chamou Mertens e Insigne. Em poucos segundos, com um chute torto, Insigne já fez mais que Giaccherini no jogo todo. E minutos depois, justamente numa jogada de Mertens, ele lançou Insigne na esquerda, que bateu cruzado pra marcar o gol da classificação.


Fora isso, sem muitas grandes jogadas, exceto por uma tabela entre Mertens e Insigne que parou em Scuffet, só alguns gols perdidos, mas também não foi lá grande coisa. As ações ofensivas melhoraram com os dois titulares, mas nos minutos finais chegou um momento no qual o importante era apenas garantir a classificação.


Em resumo, o Napoli jogou pro gasto pra se classificar. Usando esse texto como base, a atuação da partida não importava tanto coletivamente, mas individualmente com os jogadores. Alguns para o bem, como Rog, e outros para o mal, como Giaccherini. Valia mais a parte das notas do que a parte inicial. Mas o mais importante de tudo isso, é que valeu a classificação para a próxima fase para o Napoli. 



Sepe - Deu lá alguns minisustos, mas em resumo não sofreu, se fez uma defesa o jogo todo foi muito. Basicamente pôde o tempo inteiro curtir a sua primeira partida oficial no San Paolo no gol napolitano. Nota: 6,0


Maggio - Com a bola nos pés, a ajuda a Ounas não surtia tanto efeito. Na marcação, conseguiu controlar bem as ações ofensivas de Pezzella, que vinha bem no jogo. Nota: 6,0


Maksimovic - Alguns problemas de diálogo na saída de bola, especialmente com o goleiro Sepe, mas aos poucos se acertou. Defensivamente não teve tanto trabalho, sem correr grandes riscos. Nota: 6,0


Koulibaly - Outro que teve pouco trabalho, em razão da Udinese atacar pouco. Nessa noite tranquila, trabalhou mais nas saídas de bola, mas o que vinha atrás, os cortes sempre saíam pontuais. Nota: 6,5 


Hysaj - Na saída de bola defensiva trabalhou bastante. Do seu lado conseguiu neutralizar as jogadas de Jankto, um dos mais perigosos do time da Udinese. Sem o tcheco no segundo tempo, teve mais liberdade pra atacar. Nota: 6,0


Zielinski - Voltou a jogar por essa posição na maior parte do tempo, bem na marcação, e bem na chegada na área, embora tenha trabalhado mais na produção de jogadas. Nota: 6,5 


Jorginho - Chamado pro jogo em virtude da suspensão de Diawara, teve alguns problemas com bolas perdidas, mas trabalhava bem o jogo. Quando tudo estava difícil, lá estava ele tentando procurar lançamentos longos. Nota: 6,0


Rog - Um dos melhores em campo. Sempre procurando jogadas, ajudando na marcação, e recuperando bolas por isso, como em duas grandes jogadas na primeira etapa. Também jogou bem pela ponta-direita após a saída de Ounas. Nota: 6,5


Giaccherini - Impressionante a sua lentidão. Impressionante o quanto perdia bolas fáceis no ataque. Impressionante o quanto parece estar num enorme atraso físico e está num atraso técnico maior ainda. Nota: 5,0


Callejón - Não foi tão bem na chance que teve de falso nove. Pouca movimentação, e nas chances que teve, perdeu, como a cara a cara com Scuffet. Por outro lado, há de se ressaltar que esteve mais isolado. Nota: 5,5


Ounas - A valorizar o esforço, tentando jogadas individuais e cruzamentos, mas muitas vezes era incrível como finalizava quase sempre caindo e escorregando. Parece ainda não estar pronto para ser titular, mas está em ascensão. Nota: 6,0


Mertens - O primeiro dos que entraram pra decidir. E ajudou a decidir com o belo passe pra Insigne abrir o placar. Merecia melhor sorte na tabela com o mesmo que Scuffet defendera. Nota: 6,5


Insigne - Outro dos que entraram pra decidir o jogo. Nem dez minutos em campo, e ele já deixou o dele. Mas não apenas fez isso como criou boas jogadas, especialmente em tabelas com Mertens. Nota: 7,0


Allan - Entrou bem no jogo, dando novas energias ao meio-campo na marcação, e posteriormente nos contra-ataques, até tentando criar boas jogadas individuais. Nota: 6,5


Sarri - A gestão do "turnover" para a partida diante da Udinese pelo técnico azzurro pode ser definida em "melhor que isso, impossível", poupando todos os titulares possíveis. O lado negativo é que eles não foram capazes de decidir, talvez pela ineficiência no ataque. Mas o problema foi resolvido com as entradas de Mertens e Insigne, que entraram pra decidir o jogo quando necessário. Por um lado, bom para alguns reservas que podem ter mais esperança de minutos, como Rog e Zielinski. Por outro, péssimo para Giaccherini, que pode ver suas chances no time minguarem. Nota: 6,5


Site oficial: SSC Napoli
Site oficial: SSC Napoli

Rog foi um dos melhores do Napoli diante da Udinese, lutando o tempo inteiro