Napoli segue em frente com seus recordes na estrada da Serie A

Na estrada do campeonato, o jogo contra o Crotone era como uma curva aparentemente fácil de fazer. Mas, se houvesse uma derrapada por ali, o erro poderia ser fatal. E era basicamente isso o que representava a partida na Calábria, além de poder confirmar alguns recordes importantes.


Nos primeiros minutos, o Napoli até tentou criar, mas esbarrava sempre numa defesa montada pelo time da casa a seu estilo, pra tentar buscar um ponto, ou no mínimo tentar fazer o adversário arrancá-lo, como fizeram Juventus (mesmo no Stadium) e Inter. E esbarrava em um bom Cordaz.


Era tabelando que se resolvia. Era nos pés do capitão que a coisa ia se resolver. Hamsik primeiro tabelou com Jorginho. Depois, tabelou e recebeu de Allan, que deixou o toque final pro eslovaco bater a seu jeito pra abrir o placar. O Napoli entrou de vez no caminho pra vitória no Ezio Scida.


Veio o gol 117 do homenageado Marek no patch da manga da camisa partenopea, o camisa 17 eslovaco, que deve ter sua camisa aposentada no fim de carreira, assim como Maradona, ao que se especula em Nápoles, saiu no minuto 17 da última partida de 2017 (aposte no 17 na loteria).


Fora isso, por mais que o Napoli fosse superior, parava ou na defesa ou em Cordaz, como no chute de Insigne dentro da área que obrigou o goleiro a botar pra escanteio. Outra chance de perigo foi na cobrança de falta de Mertens, que boa parte dos batedores tentaria por fora da barreira, mas ele tentou inverter e acabou não dando resultado.


O que o Crotone não ameaçou na primeira etapa, ameaçou na segunda, embora não tenham chutado de perto. O chute mais próximo ao gol de Reina foi registrado a 25 metros do gol partenopeo. Mas sempre geravam perigo, como nos chutes de fora de Stoian e Crociata, este defendido pelo goleiro espanhol, também destaque em outra chance adversária, em que se recuperou e impediu um gol por cobertura após um erro de saída de bola dele.


Na parte ofensiva, o bom Cordaz da primeira etapa virou ótimo Cordaz na segunda. Primeiro contando com ajuda da trave no chute de Insigne, pra depois defender o rebote de Callejón. Depois, Hamsik e Diawara tiveram chutes de fora que pararam no goleiro rival. No fim, outro rebote de Callejón teve o mesmo destino: defesa do arqueiro.


Ao final da partida, ainda houveram reclamações do técnico do Crotone, o lendário Walter Zenga, de um pênalti não marcado de uma bola na mão de Mertens (não intencional). Convenientemente, quem reclamou, não só eles, se esqueceram de um ippon em Koulibaly dentro da área dos pitagóricos na segunda etapa.


Com a vitória, uma comemoração de que terminamos o ano e turno de maneira satisfatória. Mais do que isso, quebrando recordes. Foram 99 pontos no ano inteiro, sendo o time que mais pontuou em 2017. Não perdemos como visitante na Serie A, somente as quatro na Champions League, e a roubalheira polêmica contra a Juventus na Coppa Italia, mostrando que esse deve ser o caminho.


A tomar cuidado apenas com o sofrimento nos minutos finais, em razão do ataque não ter matado o jogo. Apesar do Napoli ter controlado boa parte, o Crotone chegou a gostar da partida em alguns momentos. Alguns "calos de atenção" no segundo tempo, colocam vitórias em risco, e sempre podem ser um problema. Mas o que importa agora é curtir a vitória, e seguir os caminhos da estrada do campeonato. 


Reina - Quando foi acionado, foi muito bem, no chute de Crociata no final, e especialmente, ao corrigir um erro seu de saída de bola na tentativa por cobertura pela lateral. Nota: 6,5


Maggio - Partida sem grandes problemas defensivos. O único grande destaque foi uma disputa com Ceccarini no final, no qual o jogador dos pitagóricos pediu pênalti, mas na verdade foi ele quem fez falta em Christian. Participou pouco do apoio. Nota: 6,0 


Albiol - Dentro da área não foi tão ameaçado, participou só com cortes de cabeça. Fora da área teve mais trabalho na marcação. Mais uma vez participou bem das saídas de bola. Nota: 6,0


Koulibaly - Outro que participou bem das saídas de bola, embora tenha tido alguns erros de passe. Sofreu um pênalti que o(s) árbitro(s) deveriam ter visto melhor no ataque. Fora isso, pouco trabalho. Nota: 6,0


Hysaj - Uma partida em que teve pouco trabalho defensivamente, a medida em que Trotta pouco criava por ali, e aos poucos centralizava. No primeiro tempo, participou muito no apoio. Nota: 6,0


Allan - Outra grande partida do brasileiro, participando de várias ações ofensivas, incluindo o lance do gol napolitano. Defensivamente, esteve bem no meio até quando o Napoli parecia perder meio-campo. Com pulmão até os acréscimos. Nota: 7,0


Jorginho - Durante os momentos de superioridade napolitana no jogo, participava mais, tocava mais a bola, mas na segunda etapa, começou a perder na marcação e os passes já não saíam com a mesma eficiência. Nota: 6,0


Hamsik - Voltou a marcar em três jogos consecutivos desde janeiro de 2016. Mais um jogo de importância enorme, não só pelo gol marcado, mas pelas outras chances criadas, e sendo o que errou menos passes no campo de batatas do Ezio Scida. Nota: 7,0


Insigne - Teve algumas boas jogadas individuais, chutes de fora ou de dentro da área que geraram perigo, embora as ações coletivas pouco dessem resultado. Um jogo dentro da média. Nota: 6,0 


Mertens - Está mais ou menos na mesma situação que Hamsik há alguns jogos. Nunca peca por omissão, mas pecou nessa partida por uma movimentação mais limitada, poucas tabelas, e exceto pelas bolas paradas, pouco a apresentar. Nota: 5,5


Callejón - Tem faltado apenas um gol pra coroar atuações. Nesta sexta, outra boa atuação do espanhol, com boas criações de jogadas pela direita, e boas conclusões, que pararam em Cordaz. Além disso, voluntarioso tanto nos cruzamentos quanto na marcação. Nota: 6,5


Zielinski - Entrou e fez boas jogadas individuais, de dribles pelo seu lado do campo, substituindo Insigne, embora não tenha sido tão incisivo na criação. Nota: 6,0


Diawara - Fez a equipe napolitana voltar a ganhar na posse de bola, e especialmente na marcação. Quase marcou num belo chute de fora da área que Cordaz lhe negou o gol. Nota: 6,0


Rog - Entrou nos minutos finais pra tentar melhorar a equipe ofensivamente na ponta-direita, mas mal foi acionado no jogo. Ganha a média. Nota: 6,0 


Sarri - Se a equipe é recordista em tantos aspectos, muito se deve ao trabalho dele. E no jogo desta sexta-feira, a primeira etapa foi de se elogiar, com a equipe chegando ao ataque na hora certa e marcando na hora certa, sem sofrer grande perigo. Na segunda etapa, embora o Crotone rondasse a área, não gerava ameaça ao gol de Reina a não ser nos chutes de longa distância. A melhorar somente a desatenção nos minutos finais. As substituições foram bem feitas, mas poderiam ser feitas mais cedo no caso das entradas tradicionais de Diawara e Rog. Nota: 7,0


Site oficial: SSC Napoli
Site oficial: SSC Napoli

Outra vez ele, o nome do jogo, Marek Hamsik, a decidir tudo,