O esforço foi maior que o esperado, mas o que importa para o Napoli é vencer

Desde o início, o Napoli já procurou impor o seu jogo. Já com uma bola de Insigne que passou perto, e uma bola na trave. Encurralando o adversário, no estilo do jeito que Sarri e toda a torcida azul gostam. E do jeito que esse time costuma fazer.


Aí veio um dos gols mais bonitos desse time nos últimos tempos. Bola de Allan com Mertens, que acionou Callejón, que viu o brasileiro se movimentar, e tocou curtinho pra ele, que vinha entrando na área, só ajeitar e bater na saída de Meret. Um golaço pra abrir o placar.


Com cinco minutos, uma vantagem. E aos poucos o Napoli fazia com que se pensasse que abriu a porteira. Criava com Callejón, Insigne, até mesmo com um chute de fora de Koulibaly. O jovem e bom goleiro Meret parava o ataque como podia. Como disse o novo perfil oficial do Napoli em português (sigam), todo mundo queria deixar o seu gol.


Parecia que poderia rolar até uma goleada. Mas aos poucos o Napoli se calou no jogo. Talvez por conta do cansaço de durante a semana, talvez por conta da marcação do adversário, que se fechou. E diminuiu muito o ritmo. De repente, o time avassalador já não produzia tanto em direção ao gol. 


No segundo tempo, por mais que o Napoli tentasse criar, esbarrava na inspiração dos defensores da Spal, e na falta de inspiração dos atacantes. Pra piorar, o time não matava o jogo, e tudo virava um clima de tensão. Meret ainda ajudava nessa tensão, defendendo tudo o que chegava no gol. 


Chegamos na situação em que tudo poderia ser posto a perder com uma bola vadia. Até que Hamsik, aproveitando um belo cruzamento de futevôlei de Allan, marcou de cabeça. Seria o gol do alívio. Seria, se ele não estivesse impedido, e detectado pelo árbitro de vídeo.


O que era alívio, virou apreensão. Aos poucos a Spal ganhava metros no campo, ampliava a posse de bola. Embora não ameaçasse de verdade, sempre havia o medo de uma bola a Spal empatasse, e botasse todo o esforço por água abaixo.


Já se esperava uma certa dificuldade pelos visitantes estarem na retranca, jogando por uma bola, e ainda mais quando o técnico adversário Leonardo Semplici resolveu colocar Floccari e Paloschi, dando um indicativo de que estavam dando all-in no empate.


Em resumo, ao apito final do árbitro, se viu que a atuação não foi brilhante como se esperava. Não se fez saldo, não se teve metade da folga que se esperava contra o pior visitante do campeonato. Houve um esforço bem maior do que o esperado. Até de certa forma desnecessário.


A equipe deveria, e tem de matar jogos o mais cedo possível. Por outro lado, como Insigne disse após o jogo, o que importa são os três pontos, mas que Sarri reclamaria pela quantidade de gols baixa. De fato, algo a se reclamar e ter em conta.


A se elogiar, o fato que dessa vez o Napoli não cochilou em nenhum momento, embora tenha ameaçado em alguns deles. E chegamos a uma situação onde o que importa é ficar sempre alerta até o final de jogo. Certos jogos podem se tornar perigosos em dias que a concentração não estiver no seu melhor, mas ao final de tudo, o que importa é ter vencido o jogo e trazer a vitória pra casa.

 


Reina - Foi acionado em um chute de fora da área de Viviani no primeiro tempo. De resto, trabalhou muito pouco no jogo. Algumas boas saídas, e nada mais. Nota: 6,0


Hysaj - Muita segurança, tanto na fase defensiva, com bons cortes, quanto principalmente na saída de bola. Ainda assim, não teve tanto trabalho, visto que a Spal não se criou pelo seu lado. Nota: 6,0


Albiol - De volta a campo, uma grande partida, com o espanhol fazendo uma boa partida na saída de bola, e defensivamente bem nas bolas longas, e com bons cortes. Nota: 6,0 


Koulibaly - Voltou ao nível "real" após a atuação desastrosa contra o Leipzig. Teve uma atuação tão grande na defesa, voltando a roubar bolas, que teve confiança pra chegar bem no ataque, com direito a chutes de fora da área. Nota: 6,5


Mário Rui - Uma grande atuação na lateral-esquerda, sempre ajudando Insigne na fase ofensiva, e até criando das suas oportunidades, com cruzamentos baixos. Foi o que mais participou do jogo na saída de bola, com 111 toques, acertando 91% dos passes. Perfeito na luta contra Lazzarri na fase defensiva. Nota: 7,0


Allan - Estava em todos os lugares do campo. Bola na defesa, ele tava lá. Bola no meio, também. Bola no ataque, lá estava ele de elemento surpresa, e foi assim que marcou o gol da vitória. Até teve um belo lance de futevôlei no gol anulado de Hamsik. O melhor em campo. Nota: 7,5


Jorginho - Não foi tão distribuidor de jogo como em outras vezes, mas mostrou muito uma outra faceta: o recuperador de bolas, por várias oportunidades interrompendo jogadas de ataque da Spal e começando tudo pelo seu campo. Nota: 6,5


Hamsik - Aos poucos foi crescendo no jogo, a medida em que os visitantes lhe concederam espaço. Teve um gol bem anulado, na qual tomou um cartão besta por comemorar dando uma voadora na bandeirinha (!!!!). No final de sua participação do jogo, saiu meio nervoso, talvez por isso. Nota: 6,5


Insigne - Foi aberta a temporada de caça a ele durante a partida. Chamava sempre a marcação, seja pra dançar, ou as vezes apanhando dela. Outra vez ficou devendo o gol, mas não foi por falta de tentativas. Nota: 6,5


Mertens - Uma partida um pouco mais discreta. Embora sua movimentação confundisse os defensores adversários, esteve um pouco mais discreto no jogo, participando pouco. A atuação fica na média por ter participado no lance do gol. Nota: 6,0


Callejón - Partida de boa movimentação, seja no lance do gol de Allan, no qual ele deu o "passe final" da sequência, seja em algumas boas chances perdidas na primeira etapa. Na segunda etapa, um pouco menos, no saldo, uma boa partida. Nota: 6,5


Zielinski - Embora não tenha participado tanto na criação de jogadas, deu novas energias ao meio-campo, com boa aplicação tática, e sacrificando-se na marcação. Nota: 6,0


Rog - Entrou bem no jogo nos poucos minutos que teve. Teve uma boa chance, mas chutou por cima do gol. No mais, ajudou um pouco na marcação pelo lado direito. Nota: 6,0


Diawara - Entrou pra reforçar a marcação nos minutos finais, e fez bem a função. Nota: 6,0 


Sarri - A abordagem após a partida de meio de semana foi boa. A primeira meia hora de jogo foi um espetáculo, na qual sair apenas com um gol de vantagem foi muito pouco. O resto não foi tão brilhante, mas embora tenham havido algumas dificuldades ofensivas, é de se valorizar que a defesa pouco sofreu. As substituições foram demoradas, mas foram bem feitas. Nota: 6,5


Site oficial: SSC Napoli
Site oficial: SSC Napoli

Allan, o melhor em campo outra vez, agora diante da Spal.