Mais fácil pensar em dias melhores com alguém que sabe organizar melhor o time. Adeus Roger

A vitória de virada no fim do jogo contra o Atlético de Minas Gerais, no último domingo, não convenceu à ninguém quanto ao futebol apresentado. Mas deu margens boas para que o torcedor palestrino fantasiasse um pouco sobre um resto de ano pelo menos um pouco feliz. Aquele famoso sentimento de “sai zica” ou “agora vai!” que todos nós conhecemos muito bem.


Viemos confiantes para esta 15ª rodada, contra o Fluminense. Não perdíamos para o tricolor do Rio há cinco jogos. Além de saber que, em termos de qualidade individual, o alviverde corre muito à frente por conta de todo o projeto. Não podemos esquecer: a principal estrela recente do rival desta quarta agora estaria do outro lado. Do nosso lado.


Teoricamente, entramos em campo com todos os predicados para voltar para São Paulo com mais três pontos na bagagem. É muito triste constatar em todas as rodadas o fato de que esses predicados de nada servem nesta trajetória. E de que, naturalmente, de nada serviram lá dentro do campo de batalha, sobre a grama verde do Maracanã.


Começou cedo. Logo no começo da partida, a equipe palmeirense teve uma bela oportunidade com Willian e Dudu. Willian, irreconhecível desde a volta da copa, exceto pela raça habitual. E Dudu, o guerreiro do tri e do enea. Um dos símbolos da retomada do Palmeiras depois de anos de amargura, que vive um péssimo momento dentro e fora de campo. A torcida pega no pé porque sabe o quanto a mais o ex-capitão pode render. As propostas milionárias vieram e balançaram o jogador. A diretoria não o deixou sair para ganhar
seus dois milhões por mês em outro país etc. Todos sabemos o resultado.


Aos 7 minutos, Felipe Melo, com toda sua virilidade e força deu mais um de seus carrinhos desnecessários no meio de campo e recebeu mais um cartão amarelo. A nona advertência, em doze jogos disputados. Li em um dos tantos grupos de WhatsApp: “joga três folga um”. Felipe, a torcida gosta de você. Não nos dê motivos para fazer o contrário. É um amarelo em todo começo de jogo pra te deixar inseguro em todos as dívidas no restante das partidas.


O jogo rolou até os 29 minutos do primeiro tempo com um Palmeiras mais ou menos organizado e abusando do lado direito, com algumas tentativas de Marcos Rocha. Quando o lateral-direito foi substituído, por uma lesão na coxa, a equipe se perdeu em campo.


Não demorou muito para sofrer o gol que determinaria o resultado da partida. Aos 41 minutos, lembramos do sinônimo de desorganização que tem sido a equipe alviverde. Sobretudo em bolas paradas. Dracena, com toda sua experiência, rebateu nos pés de Gilberto, que jogou pro fundo das redes de Weverton, que ainda chegou na bola, mas não conseguiu efetuar a defesa.


O resto do jogo me causou náuseas. O Palmeiras foi engolido pelo Fluminense. As bolas na área que aparecem quando as coisas estão claramente fora de controle começaram a ser mais frequentes. Mesmo sem um centroavante alto dentro da área para cabecear.


Scarpa pareceu ter sentido o peso de enfrentar seu ex-clube e das vaias durante os 90 minutos e nada acertou. Diogo Barbosa, que ganhou a vaga do então titular, Victor Luís, sem motivo aparente algum. Teve mais um jogo para mostrar o lateral que era no Cruzeiro e também não conseguiu.


Edu Dracena ainda colocou uma cereja vermelha em cima do bolo de problemas num carrinho desnecessário por trás do adversário faltando 1 minuto para o fim do jogo, na lateral do campo, e foi expulso.


A verdade é que: se você, leitor que me acompanha, assistiu à partida. Vai entender a dificuldade que estou tendo para se explicar o que vi na tv nesta noite de quarta-feira. Se você, leitor, não assistiu. Entenda de uma vez por todas: foi uma bagunça tão grande que eu prefiro chamar de Distrito Federal.


Como pensei em 2016, no final da era Marcelo Oliveira, atual técnico desse nosso último adversário: não é possível que todos os jogadores tenham desaprendido a jogar futebol.


A desorganização é nítida e já é bem mais aparente do que qualquer falta de compromisso de jogadores que é tanto citada por mídia e torcida, e que este blogueiro que vos fala, não acredita.


A pausa pra copa foi dolorida para o time. E depositar qualquer esperança na volta do artilheiro, Miguel Borja não soa nem um pouco como algo bom. Tem sido mais fácil pensar em dias melhores com alguém que sabe organizar melhor o time.


Roger Machado foi demitido do comando do Palmeiras logo após a derrota para o Flu, antes mesmo do dia amanhecer. A cultura de troca frequente de técnicos segue. E segue junto à pergunta que não quer calar: será mesmo que nenhum técnico presta? Ou será que o problema maior vem de outro lugar?


Alô, Galliote!




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