Noite difícil, árbitro pior ainda

Em todas as vezes que me questionaram sobre a possibilidade de o Palmeiras chegar forte para disputar três títulos nas três competições em que está atualmente, disse, sem pestanejar: o mais difícil é a Copa do Brasil.
Difícil, na humilde opinião deste blogueiro, por ter como adversário um time muito forte e organizado nesta semifinal. Copeiro, como nós. Chato, como a pedra no sapato que tem sido nos últimos embates entre um e outro. E irritante, como um time catimbeiro digno de libertadores, na qual ainda está presente também.


O Palmeiras veio para cima logo no começo do jogo. Era nítida a vontade e o objetivo firmado entre os atletas de fazerem o resultado logo nos primeiros minutos da partida para, quem sabe, poderem administrar o resto do duelo de uma forma tranquila. Uma vantagem de um ou dois gols seria perfeita.


A vantagem quase veio, inclusive, numa finalização de Miguel Borja. Porém, o santo forte que vive no gol do Palestra Itália de Minas Gerais operou o primeiro de seus milagres e fez uma baita defesa.


Eis que na sequência do lance, uma sequência de erros aconteceu. Dudu prendeu demais a bola e a perdeu. O Cruzeiro conseguiu fazer o que ninguém havia conseguido ainda: surpreender a defesa de Felipão num contra-ataque perfeito. Que chegou aos pés de Barcos, que fez valer a impiedosa, vagabunda e desgraçada, Lei do Ex.


Sofrer um gol logo aos oito minutos de jogo é ruim em qualquer ocasião. Não importa se é uma Copa do Brasil, um Brasileirão ou um jogo amistoso, valendo tubaína, contra o time da rua-de-baixo. Quando se está focado em algo e logo no começo de sua busca a um objetivo uma outra coisa vem e te joga um balde de água-fria sobre a cabeça é duro, parceiro. Você sabe, eu sei, o time do Palmeiras sabe.


A partir de aí, o time passou a errar passes inacreditáveis, perder bolas que não perderia em um situação mais calma e se perder no jogo.


É interessante que, mesmo jogando mal, vimos um time buscando o gol a todo momento. Mesmo que desorganizado taticamente, vimos uma equipe com brio de equipe que sabe do que precisa pra ser campeã. Ponto pra Felipão. Mudou muito o que nos acostumamos a ver no primeiro semestre.


O Palmeiras tentou, jogou a bola na área, na trave e nas mãos do santo milagreiro celeste. Até Egídio ainda se esforçou pra fazer uma de suas “egidices” e quase fez um belo gol-contra, não fosse Fábio mais uma vez.


O Alviverde jogou contra um time organizado, contra a própria sorte e como era de se esperar, contra a arbitragem, que talvez foi a protagonista do lance capital do jogo e com certeza o lance que você, leitor, vai discutir na roda de amigos e vai ver a todo momento ao ligar a televisão em um programa de esportes.

O Palmeiras chegou ao gol no último dos noventa e sete minutos da primeira etapa dessa semifinal da Copa do Brasil. A bola viajou até a área, Fábio saiu mal e disputou a bola no alto com Dracena. A bola sobrou para Antônio Carlos, que chutou e ouviu um apito que paralisou a jogada.


Pela regra do VAR, agora implementado na Copa do Brasil, o juiz deve seguir o lance até o final para depois decidir o que fazer. Foi isso que foi dito pelos próprios árbitros aos jogadores antes da bola rolar.


Alguns comunicadores disseram que o juiz apitou antes que a bola chegasse a Antônio Carlos. Mas vendo o lance apenas uma vez, com atenção, se percebe que o apito foi soprado no momento em que a bola está viajando até as traves que estavam sendo defendidas por Fábio, e não no momento da falta inexistente que Dracena cometeu no goleiro.


O que mais revolta o torcedor, é que o árbitro retirou seu único modo de se comunicar com os árbitros de fora do campo e decidiu um lance apenas por suas convicções equivocadas. Terminou a partida sem utilizar o árbitro de vídeo em um lance importante e definiu uma vantagem de um gol ao time visitante, para o jogo de volta.


Para os que acharam que o VAR seria a solução para que não fôssemos garfados pelo tinhoso nunca mais, foi um balde de água fria também e apenas confirmou que nem se o Papa estivesse ali, dizendo que não foi falta, o juiz o atenderia, caso este não estivesse com vontade. Ou boa vontade.


Um gol de diferença no placar, numa competição que não tem mais a lei do gol qualificado. Palmeiras, eu já vi você reverter situações piores. Calma, sem pânico. Ainda dá.


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