Re-si-li-en-te

Re-si-li-en-te
(latim resiliens, -entis)
adjetivo de dois gêneros


2. [Figurado] Que tem a capacidade de recuperar após um revés ou de superar situações de crise, adversidade ou infortúnio; que demonstra resiliência.


(Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013).


Em muitas aulas da faculdade de Publicidade e em muitas situações no mercado de trabalho ouvi sobre a importância de ser uma pessoa resiliente. Certa vez, me explicaram que a pessoa resiliente é como uma mola de aço. Por mais que ela seja comprimida, pressionada e encurralada, ela volta a seu estado original. Uma pessoa resiliente sabe suportar situações adversas e passar por cima delas.


O Palmeiras de Felipão é uma equipe resiliente. Com todas as letras e com todo o significado que essa pequena palavra da moda no mercado de trabalho e no mundo globalizado carrega.


Se antes víamos um time que não sabia reagir em situações de crise, hoje vemos um time que sabe sofrer, que sabe se defender. O time que sabíamos que ia tomar um gol a cada jogo, hoje tem eficiência e até um pouco de sorte jogando ao seu lado em alguns lances para que a bola não ultrapasse a meta.


Depois de dois jogos com placares longe do que esperávamos, ou gostaríamos. Uma derrota em casa para o Cruzeiro e um empate fora com o Bahia. O Palmeiras mostrou uma parte de sua resiliência na partida contra o Colo-Colo, no Chile. O time entrou diferente, não só na escalação em relação aos últimos jogos, mas também na atenção e nos detalhes que podiam definir o placar. O Palmeiras sabia o que tinha que fazer para voltar ao Brasil com uma boa vitória na bagagem.


O jogo começou de uma forma que nem o palmeirense mais otimista imaginaria que fosse acontecer. Logo no começo, aos dois minutos de jogo, a bola sobrou nos pés do profeta Moisés, que deixou o mar todo aberto ao rolar a bola para Bruno Henrique passar chutando no contrapé do goleiro Orion e já abrir o placar. O time se confortou. Jogar com o marcador a favor logo no começo dos primeiros noventa minutos já melhora muito o nervosismo natural de uma quarta-de-final de Copa Libertadores.


O Palmeiras trocou passes com calma, inteligência e analisando o adversário. Os ex-verdes eram os que davam maior trabalho pra defesa verde atual. Valdivia e Barrios pareciam estar correndo dez vezes mais do que quando vestiam o manto esmeraldino, mesmo mais velhos.


Mesmo tomando algumas canetas, a defesa palmeirense se saiu bem e evitou ao máximo que o mago, o paraguaio e os demais adversários tivessem espaço para trabalhar as jogadas do time chileno. O Colo-Colo conseguiu sua única finalização no alvo, em todo o jogo, ainda no primeiro tempo. Weverton fez uma bela defesa após uma falta de Paredes, e Barroso, jogador do time da casa, desperdiçou o rebote.


O segundo tempo foi o momento em que o Palmeiras demonstrou mais uma vez seu poder de resiliência. Atrás no placar, o experiente time chileno foi pra cima do Palmeiras. Como se fosse a mola, que citei no começo do texto, o alviverde se encolheu dentro de sua área e se defendeu como pode. Felipão chegou a optar pela saída de Borja e a entrada de Jean para ganhar um homem a mais na marcação. Não contente, ainda tirou o esgotado Thiago Santos, que perseguiu Valdivia por todo o jogo e testou num jogo de libertadores, pela primeira vez, uma formação com três zagueiros.Gustavo Gómez, que vem ganhando mais espaço à cada jogo, entrou para ser o último cadeado da defesa que ninguém passa. E que ninguém passou, de fato.


A melhor parte foi quando não só os jogadores de defesa resolveram honrar trechos do hino oficial do clube, mas os atacantes também. Aos trinta minutos, Willian puxou um belo contra-ataque, chutou forte e obrigou Orion a fazer uma bela defesa. A bola bateu na trave e voltou certa no pé do baixinho da camisa sete, que afundou o pé e marcou o segundo gol do jogo. O gol que fechou a conta.


Getty Images
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O Palmeiras conseguiu, com mérito, construir uma ótima vantagem fora de casa


Vale ressaltar a ótima atuação do árbitro. Pela primeira vez não tenho ressalvas quanto à atuação de um juiz em um jogo de libertadores. Que até chegou a acionar o VAR em duas oportunidades durante o confronto.
Será tão difícil para os árbitros conduzirem uma partida como o deste jogo o fez?


O Palmeiras soube sofrer e ser pressionado. Mais uma vez, o ‘ultrapassado’ Felipão tirou algumas cartas da manga e teve ótimas ideias para conter a pressão do time adversário. Numa quarta-de-final de libertadores, jogando fora de casa, o time do Palmeiras se mostrou totalmente capacitado para ir em busca de um título de copa, ainda neste ano. Basta ser um time sempre resiliente.


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