O Palmeiras derrubou mais do que um tabu contra o São Paulo

or conta das eleições no último domingo e do intenso debate político nas redes sociais nesses últimos dias, resolvi deixar meu post sobre o último jogo para hoje. E que jogo, não é, meus amigos?


O Palmeiras foi ao Morumbi, no sábado, para defender a liderança do campeonato diretamente com o adversário que foi o líder brasileiro nas últimas rodadas. Não era apenas mais um jogo de Brasileirão. Era uma decisão. Um clássico e uma espécie de ‘final antecipada’. E apesar de ter sido um jogo relativamente fácil para o Palestra, o clima que antecedeu a partida não era tão simples assim. Afinal, faziam dezesseis anos da última vitória palmeirense em solo tricolor. Só para você, leitor, ter uma noção de tempo, este blogueiro que vos fala tinha apenas seis anos de idade quando o Alex deu aquele chapéu no Rogerio Ceni e colocou a torcida do Jardim Leonor no modo silencioso que ainda nem existia nos celulares que começavam a existir (acabei de perceber que estou ficando velho).


A essa altura do campeonato, na condição em que ambos os times se encontravam, a vitória teria um peso maior do que apenas a soma de três pontos na tabela de classificação. Para o São Paulo, seria a retomada da liderança e a devolução da confiança que perdeu no segundo turno. Para o Palmeiras, a constatação de que o time está realmente pronto.


Desde 2015 ouvimos sobre a tal reformulação que o Palmeiras teve. Em vários veículos de notícias e por anos e anos,o verdão não passava de um time em construção. De fato, uma casa projetada nem sempre tem todas suas etapas feitas com maestria. Por mais que as coisas andem bem, alguns problemas sempre surgem em meio a obra. O Palmeiras estava no caminho certo, ganhando títulos, mas até esse ano, ainda não havia assumido o posto de potência no futebol brasileiro. O posto que um projeto, desde a Era Nobre, visou desde o começo.


Você pode me chamar de louco e dizer que é um absurdo dizer que o time campeão de 2016 ainda não era um time pronto. Mas não era, de fato. Time pronto é o que se desmonta e se remonta com facilidade e não tem quedas de rendimento tão bruscas quanto o nosso palestra teve ao longo desses anos. No final de 2017, quase ultrapassamos o Corinthians e fomos campeões. Podíamos ter feito isso. Não fizemos. Faltava um detalhe importante.


Getty Images
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Mais uma grande partida do Palmeiras


Detalhe que se conseguiu na vitória contra o São Paulo, no último sábado. De nada adiantaria uma campanha extraordinária no returno do campeonato, nos colocando na liderança, se perdêssemos esse posto em um dos jogos mais decisivos para o título. Vencer um time que ainda não tinha perdido em sua casa no Brasileirão, em cima de um tabu de dezesseis anos, mostrou que o Palmeiras de Felipão não se tornou apenas uma máquina de fazer gols e não sofrê-los. Mas também um time que sabe se portar em decisões e que colocou de vez dentro da cabeça que realmente pode ser um time imbatível e que caminha para ser uma das grandes potências brasileiras em algum tempo. Ao time e ao torcedor, confiança de que se pode chegar ao topo, ganhando de grandes e pequenos e fazendo frente à fortes candidatos nas corridas por títulos.


O Palmeiras não derrubou apenas um tabu de dezesseis anos como deixou também, ali no gramado do Morumbi, qualquer desconfiança que podia haver em cima do clube e na sua força para se tornar campeão de tudo que almeja, hoje e num futuro próximo.


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