Eu sou formado na dor

Todo palmeirense é acostumado a discutir de maneira dura por tudo. O estilo italiano, ranzinza e corneteiro impede que sejamos totalmente brandos em dias de dor. Mas se tem algo que todo torcedor palmeirense concorda, é no quanto doeu e nos maltratou a derrota para o Boca Juniors no jogo de ida da semifinal da copa libertadores. Reedição da última semifinal que participamos do mesmo campeonato e que pelo mesmo time fomos eliminados. Doeu, machucou, nos fez sangrar por dentro. Senão por estarmos tão confiantes sobre esse ser o ano da conquista da América, então por vermos que até os 38 do segundo tempo, as condições eram muito mais favoráveis à nos que aos nossos adversários xeneizes.


Foram dois golpes duros, certeiros, na cara. Dois golpes que se tivessem sido desferidos em uma luta de MMA, certamente seriam aqueles que tonteiam o adversário e os jogam no tatame, quase em nocaute. No caso, o tal do Benedetto arranjou forças sobrenaturais para jogar de cara no tatame e quase em nocaute um montante de mais ou menos dezoito milhões de pessoas, ao mesmo tempo.


No entanto, caros amigos, venho aqui lembrar a todos que em uma luta de MMA, um lutador não ganha a disputa apenas por tontear o adversário. Por mais forte que seja o golpe, é necessário nocautear. Tirar de combate. Derrotar por completo. E não, o Boca não conseguiu fazer isso.


Do lado de cá tem alguém formado há muito tempo na dor. Temos o time da virada e do amor. Time de reverter placares elásticos e time de calar a boca de muitos que torcem contra. No fundo, vocês sabem, fazemos muito isso a todo momentos. Do lado de cá, temos o lutador que se levanta nos momentos de adversidades e que faz da dor, sua motivação para vencer a luta. Do lado de cá, temos alguém que sempre sabe o que vem pela frente e que a dureza da guerra nunca tarda a aparecer. Que sabe que uma hora ou outra ela vem. Momentos de muita tranquilidade jamais combinaram com nossa história, de lutas, mas também de glórias.


O jogo na bombonera foi apenas a primeira parte de uma batalha que ainda não acabou. Independente de quem seja o adversário. Sabemos que bem no ardor da partida é que mostramos o quanto sabemos transformar a lealdade à nossa história de muitas reviravoltas em um padrão para se vencer qualquer tipo de guerra. Um padrão que mostra que ao fim de tudo isso, somos de fato, merecedores da glória. Somos e merecemos ser, de fato, campeões.


@ZMarceloJr/ @ClickParmera
@ZMarceloJr/ @ClickParmera

Arquibancada, torcedor de raça!


Por enquanto, deixamos essa reviravolta para semana que vem. Afinal, temos o Flamengo pela frente em mais uma finalíssima dentro de várias nesta reta final de campeonato brasileiro. Partida essa que pode definir o campeonato a nosso favor ou não. Foco!