Prefiro um Dudu exaltado do que dez Maikon Leite equilibrados

O Palmeiras teve diante do Flamengo mais minutos de boa atuação. Entre bons e maus momentos, o time alviverde merecia melhor sorte. E poderia ter tido, se não fosse no caminho a confusão entre Dudu e Cuellar.


Dudu, que dispararia em velocidade pela direita, dá um drible HUMILHANTE no colombiano. Mais humilhante mesmo, só se o jogo fosse no estádio de Itaquera (famoso por seus escorregões), lá o colombiano teria parado no túnel de acesso aos vestiários. Após a humilhação, o atleta rubro-negro só teve uma saída: agredir o palmeirense. E na moral? Dudu não poderia deixar barato! E não deixou.


E é este Dudu que a torcida quer em campo. A torcida quer alguém que, com honra e garra, leve as cores do Palmeiras. Não, o Dudu não é um Paulo Nunes e, muito menos, um Edmundo, mas para o futebol atual essa garra aliada ao seu bom futebol tem o seu valor e, em qualquer outro clube, ele seria titular absoluto e ídolo da torcida. Por que então é tão difícil, mesmo que minimamente, respeitá-lo?


Cesar Greco/Ag Palmeiras/Reprodução
Cesar Greco/Ag Palmeiras/Reprodução

Dudu comemora mais um gol pelo Verdão.


Campeão e protagonista em 2015-16, Dudu e todo o time oscilaram em 2017 e no primeiro semestre de 2018. Apesar disso, estes últimos quatro jogos me animam e me deixam com a sensação que o baixinho voltou. Essa sensação é ainda reforçada quando ele parte pra cima do colombiano. Na imagem, na hora ali na arquibancada, só imaginava Dudu pensando: “Na minha casa e com a minha torcida? Aqui não, gringo!”. E seria a reação de qualquer que defende o Palmeiras com muita garra e amor.


A torcida, no fundo, sabe disso e que deve apoiá-lo. Além da sua técnica e estrela para gols decisivos, Dudu deixou como marca a sua raça. Seja em comemorações de gols, revoltas com assaltos dentro e fora de casa ou derrotas dolorosas. Hoje, além de Moisés e Prass, parece ser o único a entender o que é ser Palmeiras e o que leva aquela torcida ao delírio. Parece sentir a paixão do grito na arquibancada e utilizar isso para suar até a última gota de sangue, se necessário. Parece que é o único a sentir que se não for na técnica, será na raça!


Continue Dudu, volte ao seu protagonismo de 2015-16, não queremos mais um bonzinho que não consegue correr ou decidir o que fazer com a bola. Queremos você, com sua técnica e raça, mesmo que exaltado!