O homem chegou!

Felipão voltou, e que alegria. Não só a minha, mas também de outros palmeirenses. Sentimento que falta em tantos outros torcedores do maior campeão nacional. Felipão divide opiniões, mas une a torcida, e hoje é o que o Palmeiras precisa.


Felipão teve uma primeira passagem muito gloriosa, escreveu seu nome na história do clube, e que memória linda de amor foi construída. Como toda narrativa, já lá nessa época, tinha quem o amava e quem o odiava - num fundo aquele ódio já era por amá-lo demais. Depois dessa passagem, o torcedor amendoim se arrependeu daquelas cornetas por duros dez anos, anos em que viu Celso Roth, Jair Picerni, Paulo Bonamigo, Antônio Carlos e afins. Dureza, que dureza!


Neste meio tempo até ganhamos o Paulista de 2008 com o Luxa, mas queríamos novamente a extinta Mercosul, a Copa do Brasil ou a Libertadores, títulos esses que Felipão nos deu. Queríamos aquele Brasileiro de 1997 que, com certeza, em 2009 você nos daria. Foram dez longos anos.


Tivemos em 2010 a oportunidade de tê-lo novamente, mas que fase, hein? Time horroroso, tinha somente Valdívia no DM, além de Marcos Assunção e Kleber, o Judas30, em campo. O que era pior, mestre: enfrentar seus amados jornalistas ou treinar Vinicius, o Vinishow, Gerley, Deola, Bruno, Patrick, Rivaldo (genérico), Mazinho, seu amado Luan e muitos outros?


O Palmeiras limitado em sua péssima gestão se escorou em Felipão, que sofreu e nos fez sofrer, seja um sofrimento gostoso como o da final da Copa do Brasil de 2012, que ele e Marcos Assunção nos deram milagrosamente, ou a dor horrenda do segundo semestre de 2012. Felipão não aguentou e nos deixou, foi ser técnico da CBF mais uma vez. Com 14 rodadas, Gilson Kleina, que deveria ser o salvador do Palmeiras, só sacramentou a nossa queda. Do Palmeiras e do Felipão, que sabe que poderia e deveria ter feito mais.


Mas sabíamos que te devíamos uma passagem para comandar jogadores profissionais e essa hora chegou. Felipão volta para a sua casa, como ele mesmo disse, e com ele o Scolarismo dentro de nós torcedores, que, confiante ou não em seu trabalho, passamos a enxergar uma outra perspectiva de fim de ano. E não dá pra ser diferente. O homem comandou a gente quando eliminamos o maior rival por dois anos seguidos, quando virou um jogo perdido contra o Flamengo, quando Oséias marcou o gol espírita. O homem transformou Marcos em São Marcos!


O Palmeiras tem um elenco bem bom, “cheio de camarões”, como ele já quis um dia e não teve, mas terá zagueiros e volante como ponto fraco, logo o ponto forte do Felipão. Apesar de tudo, em linha geral, o Palmeiras está bem, faltou um comandante para colocar o ego e a panela destes caras em seu devido lugar e agora não falta mais. Na sua apresentação Felipão já deixa o recado "devem gostar de trabalhar aqui, devem gostar dessa camisa"


Fico ansioso para ter um técnico de brio na beira do gramado. Já podemos ver que Arthur ganhará mais minutos em campo, que Scarpa vai jogar na posição que mais rende e que Moisés ganhará uma nova função no time. Coisas básicas, simples, que o Roger Machado não conseguia, ou não queria, aplicar.


Graças a Deus acabou entrevista com termos desnecessários, de números irreais e de ver um jogo que ninguém viu. Essa modernidade é too much (rs). Voltaremos ao famigerado futebol raiz, entrevistas boas, ataques contra essa arbitragem pífia que temos ou jornalistas tendenciosos, pitis na beira do gramado e aquela corrida ao campo após mais um título ou classificação heróica. Teremos Felipão!