Mina vai deixar saudade, mas a nova dupla de zaga do Palmeiras pode já estar no elenco

Consumada na segunda-feira, dia 8, a saída de Mina para o Barcelona já é passado e o palmeirense está preocupado com o futuro. Sim, todos estamos pensando: agora que, aparentemente, consertaram as laterais, é a zaga que vai dar dor de cabeça? Quem vem para o lugar do colombiano?


Conhecendo o Palmeiras de Alexandre Mattos, é provável que um zagueiro de peso venha se juntar ao grupo. Mas, segure o ímpeto, palestrino, porque tenho aqui uma pergunta que pode lhe causar raiva: há, mesmo, a necessidade de vir alguém?


Acalme-se. Sim, eu vi os jogos do ano passado. Mas será que Roger Machado não consegue formar uma dupla de zaga com as sete opções que lhe restaram no elenco?


Sergio Barzaghi/ Gazeta Press
Sergio Barzaghi/ Gazeta Press

Thiago Martins, de frente, volta ao Palmeiras após boa passagem pelo Bahia


Em que pesem a idade e a falta de velocidade em alguns lances, Edu Dracena deve começar o ano como titular. Assim, seis jogadores concorrem a uma vaga.


Cantada, a saída de Mina foi antecipada pela diretoria em três movimentos, ainda em 2017: as vindas de Luan e Juninho, além do acerto com Emerson Santos.


Quem viveu o Palmeiras do ano passado deve ter se arrepiado com o parágrafo acima. Luan foi mal, sim, na correria defensiva proposta por Cuca. Pior que ele, talvez apenas Juninho, principal vítima da delirante linha alta tentada por Valentim. E é nisso que baseio minha defesa dos dois jogadores: num time com um desenho tático mais sólido, será que ambos teriam ido tão mal?


Luan passou por todas as seleções de base, além de ganhar o Ouro Olímpico no Rio, em 2016. Juninho teve também suas falhas, mas era visto com ótimos olhos quando atuava pelo Coritiba. Quantos dos erros da dupla não foram potencializados por erros dos treinadores?


Se você acha que ambos já demonstraram incapacidade para serem titulares do clube, há ainda mais quatro opções.


Antônio Carlos sofreu com contusões e jogou pouco no ano passado. Mas, a meu ver, teve seu contrato renovado com justiça. Não me recordo de uma partida ruim entre as nove que ele fez pelo time. Mesmo em jogos duros, como na estreia contra o Tucumán-ARG, na Libertadores-2017, o zagueiro mostrou segurança e seriedade.


Thiago Martins, que estava no Bahia, é outro que merece espaço. Foi muito importante na campanha do título em 16 e teve um bom ano em Salvador. Antes, teve uma lesão grave no joelho, em março do ano passado. Por conta disso, mesmo recuperado, perdeu espaço no Palmeiras. Nada em sua biografia de 35 jogos e quatro gols pelo clube, porém, o desabona para, ao menos, ser testado de novo.


De Pedrão, pouco se pode dizer. Muito embora seus números e desempenho no Sub-20 sejam bons, a transição para o time principal apresenta um panorama completamente novo para todos os jogadores. Muitos se perdem nesse caminho de subida. Mas é por isso mesmo que, mais do que todos os seus companheiros, Pedrão merece ser olhado sem preconceitos.


Ale Cabral/ Gazeta Press
Ale Cabral/ Gazeta Press

Emerson Santos, durante sua apresentação como jogador do Palmeiras


E Emerson Santos pouco jogou pelo Botafogo. Perdeu espaço para Carli e Igor Rabello, o que é, sim, um presságio pouquíssimo reconfortante. Mas o jogador está aí no elenco, veio bem avaliado e merece ser observado. Vitor Hugo também era pouco conhecido quando chegou ao Palmeiras, em 2015.


São seis nomes para uma vaga. Dois, Luan e Juninho, são jogadores que atuaram em sistemas defensivos que se mostraram comprovadamente ineficazes e que não chegaram ao Palmeiras por acaso. Outros dois, Antônio Carlos e Thiago Martins, tiveram poucas chances e podem crescer com rodagem. E, por fim, Pedrão e Emerson Santos ainda têm que sentir como o peso da camisa lhes cairá sobre os ombros, antes de uma avaliação.


Como eu disse anteriormente, dificilmente o Palmeiras correrá o risco de não procurar um substituto de peso para Mina. Mas é fato que há material humano para ao menos se tentar uma solução com os jogadores que já estão no grupo.


Ou estaria eu otimista demais, como reflexo do recesso de fim de ano do qual retornei há pouco?


Adiós, Yerry


A saída de Mina para o Barcelona até demorou mais do que eu esperava. O 2016 impecável com que ele brindou a conquista do eneacampeonato foi impressionante. Na temporada passada, já sem o ótimo Vitor Hugo ao lado, o colombiano oscilou em alguns momentos. Ainda assim, foi muito bem. Mina, quase sempre, sobrou em campo.


A verdade é que tivemos o privilégio de ver com a camisa do Palmeiras, por quase duas temporadas completas, um dos melhores zagueiros do mundo na atualidade. Se não no Barcelona, Mina certamente vai brilhar em algum clube do continente onde atuam os maiores de seu ofício.


E, se tudo der errado, Yerry, pode ter certeza de que seu lugar está mais do que reservado.