Palmeiras: vençamos, hoje, a luta que nos aguarda

Agência Palmeiras
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Hoje é o dia, Palmeiras. É o dia de nos reencontrarmos com o que temos de melhor. Nosso orgulho. Nossa força. Temos um enorme time, sim. Mas isso se torna até secundário num jogo como o de hoje.


Hoje é o dia, Palestra. É o dia de nos reunirmos com nossos pais fundadores. Com os imigrantes italianos e aquele anúncio no Fanfulla de 1914. Com o 8 a 0 de 1933, com a reunião na rua Marechal Deodoro. Com as defesas de Primo e os gols e cestas de Heitor.


Hoje é o dia, Verdão. Dia de relembrar o Major Adalberto Mendes, a Arrancada Heroica, Oberdan Cattani. E de reafirmar o nome que a Guerra e o preconceito nos deram. É dia de reafirmarmos que o mundo já nos coroou no Maracanã e que São Paulo parou para nos receber.


Hoje, Alviverde. Vamos rugir como Leão, defender como Luisão, flanar pelo campo como o Divino. Cabecear como Leivinha. Sepultar sonhos como Ronaldo, em 1974. Pirar como César. Com a classe de Jorge Mendonça e a velocidade de Edu Bala.


Hoje é para: liderar como Sampaio, driblar como Edmundo. Distribuir jogo como Mazinho, peitar como Tonhão. Bater pênalti como Evair, chutar de pé trocado como Zinho. De nos vingarmos como Rivaldo. Comemorarmos com os pulinhos do Luxa.


Hoje, precisamos “odiar” como Felipão. É dia de sermos oportunistas como Oséas, craques, como Alex. De provocar como Paulo Nunes e de santificar o jogo como Marcão. E se preciso for, brigar por uma bola quase na linha de fundo, como Galeano.


E nem precisaremos dos três gols do Obina. Basta unzinho, como aquele do chororô do Valdivia, ou aquele meia-boca do Paulo Baier. Uma cabeçada, como aquela do menino Vinícius. Ou nem isso. Que Jailson seja o informante, como Prass, de que “acabou, rival. Acabou”.


Que o espírito do Vecchio Stadium, que a alma do Parque Antarctica, cujas entranhas de concreto ainda vivem sob a suntuosidade do Allianz Parque, pulsem e nos embalem.


Hoje, minha vida, meu bem querer, que eles vivam a chorar, pois, a nós, nunca irão se igualar. Não importa o que digam.


Hoje, sejamos a Sociedade Esportiva Palmeiras. De fato, campeão.