Força, Palmeiras: rumo a 66% nas próximas cinco rodadas

O Palmeiras segue como um pêndulo, oscilando entre uma e outra crise. A sequência que o time inicia hoje, contra o Cruzeiro, em Belo Horizonte, é dura. E é por isso que eu recomendo calma. Computar algumas perdas de ponto e já contar com ao menos uma derrota nas cinco partidas que virão pelo Brasileiro é uma boa receita de prevenção à crise e contenção de nervosismo.


A parte mais dolorosa dos pontos jogados no lixo contra Sport e Chapecoense, em casa, é não poder desperdiçar pontos considerados “perdíveis” nas rodadas terríveis que o Palmeiras terá até a Copa do Mundo. Tanto na matemática pelo título, quanto na tentativa de cultivo de um bom ambiente, somar pelo menos 10 dos próximos 15 pontos em disputa passou a ser fundamental.


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Ale Vianna/ Gazeta Press
Ale Vianna/ Gazeta Press

Aponte o caminho, Jailson, rumo a dez dos próximos 15 pontos


A tabela é sofrida. Cruzeiro (f), SPFC (c), Grêmio (f), Ceará (f) e Flamengo (c) formam, talvez, a pior sequência do turno para o Alviverde em circunstâncias normais. Sob uma pressão como como a que o time sofre atualmente, isso só se intensifica. A partida de hoje, contra o Cruzeiro, por exemplo, é aquela que pode ser comemorada com festa em caso de empate.


A depender do que acontecer em Minas, o Choque-Rei de domingo volta a ter, para o Palmeiras, um peso que o clássico não tem desde 2012, naquele fatídico 0 a 3 no Morumbi, que abriu caminho para um melancólico término de Brasileirão. E, talvez, também, desde aquele jogo, o Palmeiras não tenha pela frente um SPFC em um momento tão positivo, finalmente se encontrando, ganhando corpo e cara.


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Empatar em BH e vencer no sábado abre a possibilidade de uma derrota em Porto Alegre, um resultado normal, não ser uma hecatombe - desde que seguido de vitórias em Fortaleza e contra o Flamengo. Assim, chegaríamos à soma de 10 em 15 disputados e o Palmeiras se manteria com uma mínima reserva de calma e oxigênio para respirar até a volta do Brasileiro, em junho.


Até porque, o primeiro jogo pós-Copa é um clássico contra o Santos, com mando rival.


Tudo começa hoje. Não sei qual a meta da comissão técnica, mas eu me contentaria bem com 66% de aproveitamento nas próximas cinco rodadas - claro, sempre torcendo para ser surpreendido positivamente. 


Hyoran


Fernando Dantas/ Gazeta Press
Fernando Dantas/ Gazeta Press

Hyoran comemora gol contra o Sport, no Allianz Parque


A hora é do garoto. Talvez o maior mérito de Roger, até agora, tenha sido fazer o camisa 28 aparecer como jogador útil no Palmeiras.


A vontade que ele demonstra em campo é diametralmente proporcional à de Lucas Lima, a meu ver, que deveria sair para que Hyoran passe a iniciar as partidas.


O golaço contra o Sport mostra que seu desejo de mostrar serviço o norteia com mais intensidade do que a obediência tática. E, num time que parece mais preocupado em jogar dentro do esquema do que em vencer, um pouco de rebeldia cai muito bem.