Os tropeços no início do campeonato não podem ditar o futuro do Paraná

Gazeta Press
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O reencontro com a vitória


Foram necessários nove jogos até, finalmente, encontrar o caminho da vitória. O descontentamento com os resultados apresentados até o momento era claro, foi o pior início de campeonato que já fizemos. Eu mesma, na posição de torcedora, não pude evitar as críticas ao time mesmo com os números apresentados ao final de cada partida. As chances eram boas, tínhamos um grande número de finalizações, o time não deixava de lutar mesmo com todas as limitações já conhecidas por todos. Mas sabemos que os únicos números que realmente importam ao final de cada rodada são os que mostram quantos gols foram marcados e quantos pontos foram somados na tabela de classificação.


Após 8 rodadas, havíamos somado apenas três pontos e carregávamos nas costas o peso da última colocação. Apenas três pontos em 24 disputados. A insatisfação de Micale era reflexo do que o torcedor sentia e do que a maioria ainda sente mesmo após conquistarmos a primeira vitória. Assistimos um time que, na teoria, não deveria estar mal no campeonato. Grandes oportunidades de marcar gols, as estatísticas de cada partida mostravam equilíbrio e, mesmo com tudo isso, ficávamos, no máximo, com o empate.


Contra o Fluminense houve a necessidade de mudar metade do time que vinha entrando como titular por conta de lesões e desfalques por cartão. É claro que, sem nem titubear, toda a imprensa decretou a queda do Paraná Clube diante do time carioca. Todas as apostas foram em nossa derrota. Dessa vez, eu não pude culpá-los por fazer essa escolha, a culpa era nossa por não ter demonstrado que nós podemos bater de frente com quem quer que venha para Curitiba e, inclusive, fora daqui. Mas quando o time adversário entra em campo achando que vai ser molezinha, aí a história muda.


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Biteco volta a fazer gol com a camisa Tricolor


Seja no esporte ou em qualquer outra situação, só existe um erro maior do que se dar por derrotado antes de começar: é menosprezar seu adversário antes mesmo de jogar. A derrota do Fluminense começou quando alguns do grupo pisaram na Vila Capanema pensando que o Paraná Clube não teria poder de reação.


Podemos não ter apresentado um futebol bonito, seguimos cometendo erros que precisam urgente ser corrigidos e, em vários momentos, existe uma ansiedade muito grande em campo que acarreta em falhas extremamente prejudiciais para os resultados que precisamos alcançar. Mas mesmo com todos esses erros, o Tricolor soube dominar o jogo e criar as melhores chances. Levamos mais perigo ao adversário, tivemos oportunidades claras de chegar ao gol e, dessa vez, não conseguimos um placar mais largo por méritos do goleiro adversário e não por um chute torto ou fraco.


Não podemos criar uma ilusão de que tudo está resolvido e que não existem problemas. A falta de planejamento da diretoria para um ano tão importante como esse nos colocou na posição em que estamos agora. Nosso elenco é extremamente limitado e passa longe de ser o ideal para disputar a série A, mas ainda temos tempo de arrumar a casa e atingir o principal objetivo de se manter na elite do futebol.


Aos nossos guerreiros de arquibancada, o pedido é o mesmo: não deixe de acreditar, não deixe de apoiar. Nós temos o poder de mudar a situação em que o time está hoje e nossa força já mostrou que é capaz de fazer muito pelo Paraná. Teremos mais 29 rodadas pela frente, essa é a nossa chance de calar cada um que duvida da nossa capacidade.