Prejudicada com nova expulsão, Ponte sofre no Maracanã

Infelizmente, a história se repete e mais uma expulsão é fator determinante em um resultado da Ponte Preta no Brasileirão 2017. Dessa vez a injusta exclusão de Naldo da partida contra o Fluminense, ainda no primeiro tempo, ao receber dois cartões amarelos seguidos na mesma jogada em carrinhos semelhantes, quando, em ambos, não atingiu os jogadores tricolores. Lance que nunca vi na vida.


Reprodução TV
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Imagem é nítida do quanto Naldo passa longe do jogador do Flu. Daronco aplicou a lei da vantagem


A Macaca já era, antes da rodada, o clube com maior número de cartões vermelhos na competição. Com o de Naldo, são 8 no total. O volante, inclusive, também é agora o líder em expulsões, com dois cartões vermelhos. 


Cabe problematizar aqui o quanto esse time é emocionalmente instável. Além de ruim, o grupo mal montado tem zero respaldo de uma diretoria sumida, morrendo de medo de um rebaixamento vexaminoso. Mas que por outro lado está tão preocupada com o que acontece em campo, que solta nota polêmica de esclarecimento sobre as eleições enquanto o time aquecia nos vestiários do Maracanã.


Se lá em cima ninguém se compromete com a luta da agremiação, que dirá os jogadores. Que vêm e vão pelos clubes sem nenhum pudor entre rebaixamentos e acessos.


Reprodução TV
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Na sequência da jogada, Naldo novamente dá carrinho e não atinge adversário. Árbitro o puniu com dois cartões amarelos seguidos


Falta de interesse, ausência de responsabilidade. A marca disso foi a expulsão de Fernando Bob, ainda no início da partida contra o Grêmio, no Majestoso, poucas rodadas atrás. O próprio capitão do time, desinteressado e destemperado. A Macaca foi melhor mesmo com um a menos, mas não conseguiu evitar a derrota.


Ontem, a expulsão mais uma vez determinou o placar negativo. Embora o desempenho da equipe não tenha sido nem próximo do que esse time de Eduardo Baptista tinha demonstrado poder jogar. A principal diferença, dessa vez, é que o cartão vermelho para Naldo foi completamente injusto e a arbitragem prejudicou a Macaca na busca por um resultado melhor.


O volante foi justamente quem ganhou a vaga de Bob, após a expulsão do capitão contra o Tricolor Gaúcho. Fez parte do “fechamento” de Baptista aos 11 iniciais que achava ideal. Não em habilidade, mas certamente em comprometimento.


Antes do cartão, a Ponte tinha a posse de bola sem saber o que fazer com ela e sofria com os contra-ataques do Fluminense. Não estava mal no jogo, nem em boa situação de abrir o marcador, entretanto tinha plena capacidade de buscar, no mínimo, um empate. Sobretudo na pressão que os torcedores jogavam sobre o time da casa, com muitas vaias ao final do primeiro tempo.


Na segunda etapa, por uma desatenção no escanteio, Henrique apareceu livre para cabecear e teve todo tempo do mundo no rebote para ajeitar o corpo e mandar para a bagunça. De alguma maneira, Douglas colocou para dentro e ali acabou o jogo para a Ponte Preta.


A Macaca não teria e não teve nenhum poder de reação. Sem Léo Gamalho, substituído no intervalo por Fernando Bob para conter ausência de Naldo, nem as bolas aéreas e paradas serviam para assustar os locais. Foi inofensiva. Diego Cavalieri era mero espectador.


O golpe final veio num lindo chute de Gustavo Scarpa de fora da área, atingindo o travessão. Henrique Dourado, artilheiro do campeonato, completou de cabeça.


Resta valorizar a presença de quem esteve segunda-feira no Rio de Janeiro para levar energia e apoio à Ponte Preta. Cada um do seu jeito, no seu esforço, na sua entrega. A prova de que a Macaca nunca estará sozinha, independente da batalha. Esses são a Ponte Preta. Os diretores podem sumir, a torcida nunca.


Gazeta Press
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Dor de cabeça em Eduardo e todos nós


Agora a lição de casa é mais que obrigação, é a única saída. Com triunfos de Sport e Avaí, são quatro clubes numa briga de foice no escuro por praticamente apenas uma vaga na Série A. Vaga essa que está, nesse momento, nas mãos do Vitória, próximo adversário da Macaca no Majestoso. A Ponte ainda depende só dela para escapar. Esse costuma ser o problema.


Sem Lucca, suspenso, será que existe alguma chance de sarar o desconforto muscular de Emerson Sheik?