Contra tudo e contra todos, o Porto é líder isolado do Português

FC Porto divulgação
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Felipe comemora o gol da vitória que isolou o Porto na liderança


Vergonhosa. Não há outra palavra para definir a arbitragem de Fábio Veríssimo no jogo Feirense 1x2 FC Porto, na noite da última quarta-feira (3). Expulsões perdoadas a Kakuba por entrada violenta sobre Brahimi aos 32 minutos e a Etebo por falta sobre Ricardo aos 35 minutos. Dualidade de critérios, como a expulsão de Felipe por duplo amarelo, que, segundo os três ex-árbitros do jornal O Jogo, não deveria ter sido expulso. E o ridículo amarelo a Soares por simulação, quando, na realidade, o atacante brasileiro sofreu falta do zagueiro Flávio. Uma arbitragem tão ruim que fica para a história. Apesar de Fábio Veríssimo, o Porto saiu de Santa Maria da Feira com a vitória, mais três pontos e na liderança isolada da Liga, beneficiando-se do empate no dérbi da Segunda Circular.


O ano futebolístico português não poderia ter começado de forma mais escaldante. A primeira rodada do campeonato em 2018 tinha um dérbi lisboeta envolvendo o segundo e terceiro classificados praticamente em simultâneo ao jogo do líder, Porto, em Santa Maria da Feira. Os portistas entraram em campo mais cedo, mas boa parte do segundo tempo de seu jogo decorreu durante o primeiro tempo do clássico da capital do país. Dois jogos que mexeriam na classificação da competição. A rodada poderia ter terminado, por exemplo, com os três concorrentes ao título empatados na pontuação.


Jogando contra um adversário fechado em seu terreno defensivo, o Porto teve dificuldades para ultrapassar a muralha formada pelo time da cidade que é conhecida pelo seu castelo de arquitetura militar medieval. Aos 22 minutos, porém, a defesa fogaceira ruiu perante o inevitável Aboubakar, que abriu o placar e marcou o seu 24º gol na temporada. Contudo, os Dragões não souberam aproveitar a vantagem e sofreram o empate quatro minutos depois. Cientes de que era necessário vencer para seguir na liderança da competição, os portistas foram em busca de mais um gol. Pouco inspirados e presos à forte marcação adversária, os azuis e brancos, ontem vestidos de laranja, esbarravam na própria ineficiência ofensiva.


Mas, também, sofriam com as más decisões de um Fábio Veríssimo em noite de péssima atuação. Aos 32 minutos, Kakuba cometeu uma falta violenta sobre Brahimi, mas o árbitro mostrou apenas amarelo (o “Tribunal d’O Jogo foi unânime: deveria ter sido expulso). Três minutos depois, foi a vez de Etebo não ser sancionado com o vermelho após entrada dura sobre Ricardo.


O Porto ainda reclama de um pênalti não marcado sobre Marcano aos sete minutos do segundo tempo. E ainda diz que Tiago Silva deveria ter sido expulso em lance em que agarrou Óliver no meio de campo, impedindo a sequência da jogada, aos 24 do segundo tempo. O árbitro assinalou a falta, mas não mostrou o segundo amarelo ao jogador feirense.


Diante de tantas adversidades, foi através de bola parada (uma dos pontos fortes do time nesta temporada) que o Porto se recolocou em vantagem. Decorriam 31 minutos do segundo tempo, quando Alex Telles bateu escanteio e o zagueiro Felipe subiu mais alto que todo mundo e mandou firme de cabeça para o fundo das redes.


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Perna de Soares machucada. Árbitro deu amarelo ao brasileiro por 'simulação'


A reta final da partida, entretanto, foi mais tensa do que os Dragões esperavam. Muito por conta do árbitro. Primeiro por transformar uma falta potencialmente perigosa a favor do Porto em simulação de Soares (o que rendeu ao atacante um amarelo), depois por demonstrar um rigor disciplinar que não havia tido em lances contra jogadores do Feirense (ao mostrar o segundo amarelo a Felipe, expulsando o zagueiro portista - decisão que o Tribunal d’O Jogo considerou equivocada), por fim, uma lambança aos 50 minutos da segunda etapa, transformando um lançamento de lateral em uma falta que poderia ter sido perigosa contra o Porto, após ter mostrado amarelo ao zagueiro Marcano por reclamações.


Contra tudo e contra todos. Este foi o sentimento de todos os portistas ao apito final. E apesar de tudo, o Porto celebrou mais uma vitória na Liga Portuguesa e seu sétimo triunfo consecutivo (somando todas as competições). Chegou aos 42 pontos e agora é líder isolado do Campeonato Português, que poderia estar praticamente decidida, não fossem outros erros de arbitragem. É como dizia o mítico José Maria Pedroto, ao Porto “não basta ser melhor, tem de ser muito melhor”. Que venha a próxima batalha, contra o Guimarães, domingo (7), no Dragão.


“Vamos ganhar, vamos ganhar”
No momento da expulsão de Felipe, em meio aos protestos dos jogadores portistas, chamou atenção a atitude de Brahimi e Marega. Os atacantes viraram-se para o árbitro Fábio Veríssimo, batem no peito e gritam “vamos ganhar, vamos ganhar!”. E ganhamos.


Ausência na entrevista
É protolocar na Liga Portuguesa o treinador e um jogador de cada time conceder uma entrevista rápida logo na saída do campo. Bem como o treinador comparecer à sala de imprensa para a tradicional coletiva pós-jogo. Ontem, o Porto se ausentou das entrevistas. O clube prefere pagar as multas pelas ausências do que ter corrido o risco de ver o técnico Sérgio Conceição e algum jogador punidos por conta de declarações mais exaltadas que pudessem dar diante da sensação de indignação e injustiça que sentiam após a péssima arbitragem de Fábio Veríssimo.