Porto: da angústia ao êxtase

FC Porto divulgação
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Brahimi, Aboubakar e Marega: trio é responsável por 73% dos gols portistas no campeonato


O triunfo do FC Porto sobre o Vitória de Guimarães na noite do último domingo, 7, foi um teste para os corações de todos os portistas espalhados pelo mundo. Afinal, quem sobreviveu à aflição, intercalada por alguns momentos de fúria, do primeiro tempo paupérrimo e, depois, segurou a euforia num segundo tempo eletrizante e arrebatador, certamente passou no teste para as fortes emoções que ainda hão de ser vividas durante a longa caminhada que vai ser o segundo turno da Liga Portuguesa e cujo destino final, esperamos todos nós, seja a Avenida dos Aliados no dia 13 de maio. Da angústia ao êxtase. Foi assim que os Dragões viveram o 4x2 que assegurou a oitava vitória consecutiva aos azuis e brancos e a liderança isolada do Português ao fim do primeiro turno.


Quando entraram em campo às 20h15 no horário local, os jogadores do Porto sabiam que apenas a vitória sobre o Guimarães manteria o clube isolado no primeiro lugar do campeonato. Seus rivais diretos haviam vencido nos dois jogos que antecederam o confronto no Dragão, que encerrou o domingo de futebol em Portugal. E esta pressão nitidamente não fez bem aos portistas, que fizeram uma primeira etapa muito má, errando muitos passes e falhando em demasia no último terço do campo.


Claro, para variar o baixo nível da arbitragem portuguesa deu seu contributo para tornar ainda mais agoniantes os 45 minutos iniciais do embate. Dois pênaltis não marcados a favor do Porto - um deles logo aos 8 minutos de jogo -, gol do Guimarães em impedimento (alguém sabe quando o VAR vai começar a ser experimentado em Portugal?) e o vimaranense Rafael Miranda ainda teve uma expulsão perdoada nos acréscimos.


Após o jogo, Sérgio Conceição disse que aquele foi o intervalo mais fácil que teve na temporada. Segundo ele, bastou dizer que confiava nos jogadores. Eu pensava que ele tinha dados uns bons berros no vestiário. Especialmente em Corona, Ricardo e Óliver Torres.


Seja como for, e sem fazer uma única substituição, a equipe azul e branca voltou para a etapa complementar completamente transfigurada. Os passes agora encontravam seus destinatários. As movimentações sem bola no setor ofensivo encontrava os espaços vazios entre as linhas da defesa adversária. E, acima de tudo, a falta de verticalidade no último terço de campo se transformou em um rolo compressor que amassou o Guimarães junto à sua área.


Foi assim, sufocando o adversário e embalado pelos pouco mais de 40 mil torcedores no Dragão, que o Porto encontrou o empate aos 12 do segundo tempo por intermédio de Aboubakar. Cinco minutos depois, Brahimi fez o estádio explodir de alegria com seu golaço magistral. E como este Porto de Conceição já tem nos acostumado, nada de descansar sobre a vantagem mínima. A pressão continuou e o tridente ofensivo africano seguiu implacável. Faltava o incansável Marega. E o malinês marcaria o terceiro e quarto gols. O Guimarães reduziria o marcador a dois minutos do fim, depois de um vacilo da defesa, que se empolgou com os olés que se ouviam das arquibancadas e perdeu a bola facilmente.


Um verdadeiro teste para os corações portistas, que resistiram às oscilações extremas da angústia e raiva ao êxtase. E para este FC Porto. Que demonstrou enorme capacidade de recuperação. De um primeiro tempo ruim a um segundo tempo primoroso. De um resultado adverso e sob a pressão de ter que ganhar à construção de uma vitória soberana e incontestável. Primeiro lugar. Invicto. Melhor ataque e melhor defesa. Que venham os próximos 17 jogos. Pois #VamosGanhar e os Aliados nos esperam em 13 de maio.