O preço da covardia é a derrota: Porto eliminado da Taça de Portugal

FC Porto divulgação
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Eliminação portista na conta do treinador: Sérgio Conceição mexeu muito mal no time


O Porto entrou em campo para enfrentar o Sporting, na noite desta quarta-feira, em vantagem na semifinal da Taça de Portugal. Levava para Alvalade o 1x0 obtido em casa. E voltava à capital portuguesa motivado pela importante vitória sobre o Benfica no último domingo. Os azuis e brancos faziam um bom jogo, dominando o adversário, pecando apenas na ineficiência ofensiva. Tudo mudou quando Sérgio Conceição entrou em ação. E se no domingo o treinador portista ganhou o clássico a partir do banco, nesta quarta foi do banco que ele perdeu. Mexeu mal. E sua covardia foi paga com a derrota e a eliminação na segunda competição nacional.


A superioridade do Porto no primeiro tempo foi indiscutível. Nesse quesito, o treinador tem seu mérito. Escalou bem o time, com um meio de campo mais técnico, que não deu hipóteses ao Sporting. Para onde se olhava, tinha um homem de azul e branco no campo ofensivo, o que permitia ao time pressionar a saída de bola adversária e, com a posse, articular jogadas, com triangulações e aproximações. Faltava, contudo, mais eficiência ofensiva. Não foi nem uma questão de eficácia, porque o Porto pouco chutou a gol. Foi mesmo ineficiência, sempre decidindo mal no momento do passe decisivo.


Ao intervalo, o 0x0 não refletia o domínio estratégico portista em campo. Mas, era um resultado suficiente para seguir para a final da Taça de Portugal. E esse foi o problema. Isso porque o Porto entrou melhor na etapa complementar e continuava a controlar a partida. O Sporting, que precisava vencer, praticamente não chegava ao ataque e muito menos criava perigo à barra defendida por Casillas. Até que o meio de campo azul e branco começou a perder fôlego. Foi aí que o dedo do treinador mudou tudo. Para pior.


Conceição leu mal o jogo. Demorou a fazer a primeira substituição e, quando o fez, não foi para refrescar o meio de campo. Mas, o erro não parou por aí. Ao tirar Soares, deveria ter colocado Marega, para que o maliano explorasse, com sua explosão e força física, os espaços na defesa dos donos da casa. O treinador optou por Aboubakar, que está mal física e tecnicamente desde que retornou de lesão. E o camaronês foi menos um em campo. Somente aos 31 minutos do segundo tempo é que o treinador refrescou o meio. Colocou Sérgio Oliveira no lugar do cansado Otávio. Opção correta, que pecava por tardia.


Porém, como não há nada ruim que não possa piorar, Conceição, tendo Marega e Corona aquecendo, escolheu recuar o time. Tirou Óliver Torres, também cansado, e colocou o zagueiro Reyes para atuar à frente da área, como um volante. Faltavam sete minutos para terminar a partida. O treinador portista preferiu tentar segurar o empate ao invés de ir em busca da vitória.


E a covardia se paga cara. Um minuto depois de esgotar suas três substituições, Conceição viu seu time sofrer o gol após uma falha infantil de Marcano. Atrás no marcador, com Aboubakar fazendo uma péssima exibição e já sem poder colocar Marega ou Corona em campo para cachoalhar o setor ofensivo, o técnico portista viu seu time se arrastar em campo até o fim dos 90 minutos regulamentares e dos 120 minutos após a prorrogação.


Na decisão por pênaltis, Marcano falhou. E o Porto voltou a ser eliminado pelo Sporting nas grandes penalidades (já havia caído na semifinal da Taça da Liga, em janeiro).


Agora, mais do que nunca a conquista do Campeonato Português se torna uma obrigação. Não apenas por ser o troféu mais importante do país, mas porque também é o único que os Dragões podem vencer na temporada. Que a derrota de hoje sirva de lição. Que os erros desta noite não se repitam nas quatro finais que o Porto tem pela frente na Liga Portuguesa.