Todo mundo tenta, mas só o Porto é Penta: 19 anos do primeiro e único pentacampeonato em Portugal

FC Porto divulgação
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A celebração do histórico e inegualável Penta, na última rodada, no Estádio das Antas


No dia 22 de maio de 1999 o FC Porto sequer precisou entrar em campo para celebrar o título de Campeão Português da temporada 1998/99. Foi nos vestiários do Estádio de Alvalade que os Dragões souberam do empate do Boavista com o Farense e celebraram a conquista do quinto título nacional consecutivo. Há 19 anos, o Porto fazia história no futebol português: o clube azul e branco se sagrava pentacampeão nacional. Um feito inédito e até hoje inigualável no país.


A epopeia portista se iniciou no dia 21 de agosto de 1994, através do saudoso Rui Filipe, que abriu o placar diante do Braga na vitória por 2x0 na rodada inaugural da temporada 1994/95. Rui Filipe que uma semana depois, no dia 28 de agosto, perderia a vida aos 26 anos num trágico acidente de automóvel.


Sob o comando do não menos saudoso Bobby Robson, o Porto chegaria ao primeiro título da saga do Penta a três rodadas do fim do campeonato ao bater o Sporting em Alvalade, com gol de Domingos (pai de Gonçalo Paciência, que acaba de ser campeão com os Dragões). Os portistas foram arrasadores, somando 29 vitórias, quatro empates e apenas uma derrota, um aproveitamento de 91,2% dos pontos disputados. Os azuis e brancos ainda tiveram o melhor ataque e a melhor defesa.


O bicampeonato viria ainda com Bobby Robson à frente da equipe, com o time tendo novamente o melhor ataque e a melhor defesa, terminando 11 pontos à frente do vice-campeão e com Domingos coroado artilheiro da competição.


A temporada 1996/97 se iniciava com mudanças. Bobby Robson foi treinar o Barcelona e levou com ele o goleiro Vítor Baía, na altura, já uma referência no clube. Veio o treinador António Oliveira para o lugar do inglês. E entre os reforços estavam ninguém menos que Jardel e o nosso atual técnico, o campeão Sérgio Conceição. E o Porto foi arrasador! Dominou o campeonato de cabo a rabo, com impressionantes 15 vitórias nos 17 primeiros jogos. Ao fim, o tão desejado tricampeonato (inédito na história do clube) veio com 13 pontos de vantagem sobre o vice-campeão Sporting e 27 sobre o terceiro colocado. O matador Jardel foi o artilheiro com 30 gols em 31 jogos.


O tetracampeonato, igualando o recorde do Sporting obtido na década de 1950, veio sem grandes alterações. António Oliveira à frente do time, Jardel artilheiro e título conquistado com três rodadas de antecipação.


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Único: há 19 anos, Portugal via a história ser escrita e até hoje jamais repetida


O ataque ao inédito Penta se iniciou no dia 22 de agosto de 1998. Já com Fernando Santos ao leme, os Dragões iniciaram a caminhada rumo à história com uma goleada por 4x0 sobre o Rio Ave. A épica jornada portista se concluíria nove meses depois. 22 de maio de 1999. O Boavista, único time que poderia alcançar os azuis e brancos na tabela classificativa, não passa do 2x2 com o Farense no Algarve, ficando assim matematicamente fora da luta pelo título. O Porto se sagrava, nos vestiários de Alvalade, o primeiro e até hoje único pentacampeão português.


Fernando Santos passou ser conhecido como o “Engenheiro do Penta”. O histórico Vitor Baía voltou em janeiro de 1999 para encerrar este ciclo fantástico. E Jardel alcançou a artilharia do campeonato pelo terceiro ano seguido e, desta vez, com 36 gols em 32 jogos disputados.


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Folha, Paulinho Santos, Jorge Costa, Drulovic, Rui Barros e Aloísio: os seis Pentacampeões


Seis jogadores estiveram em campo nas cinco temporadas do histórico e até hoje inegualável Penta: Jorge Costa, Paulinho Santos, Rui Barros, António Folha (atualmente treinador do Porto B), Drulovic e o brasileiro Aloísio.