O Rei da Supertaça de Portugal voltou: Porto bate o Aves e vence a competição pela 21ª vez

FC Porto divulgação
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Depois de cinco anos, Porto volta a conquistar a Supertaça: 21 vezes campeão em 40 edições


Deu o óbvio na Supertaça de Portugal. Atual campeão português e detentor de mais da metade dos títulos de toda a história da Supertaça, o Porto fez valer o favoritismo sobre o Aves, campeão da Taça de Portugal, e levantou o troféu pela 21ª vez em 40 edições. Os avenses ainda surpreenderam, abrindo o placar aos 14 minutos, mas os Dragões não permitiram que o clube da pequena Vila das Aves de oito mil habitantes voltasse a tombar um gigante, como havia feito frente ao Sporting na Taça. Com tranquilidade e superioridade, os azuis e brancos empataram pouco depois e construíram a virada e o placar de 3x1 no segundo tempo. O Pronúncia do Norte esteve no Municipal de Aveiro e vai contar o que viu por lá.


Pronúncia do Norte
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Construído para a Euro 2004, o Estádio Municipal de Aveiro atualmente é subutilizado


A Supertaça Cândido de Oliveira, torneio que abre oficialmente a temporada portuguesa, desde 2001 é disputada em jogo único em um campo neutro. A cidade de Aveiro, no Centro de Portugal, recebeu a decisão pela nona vez nos últimos 10 anos. Construído para a Euro 2004, o Municipal de Aveiro logo se tornou um elefante branco. E como esperar algo diferente de um estádio com 30 mil lugares numa cidade com 78 mil habitantes e que torcem pelos “três grandes” e não pelo local Beira-Mar? Para ter o mínimo de utilidade, o local se consolidou como o palco da Supertaça no último decênio.


O Municipal de Aveiro padece do mesmo mal de vários estádios “modernos” construídos para megaeventos esportivos nos últimos anos. Além da subutilização, está afastado do centro da cidade. Para piorar, o transporte público para o equipamento é precário, para não dizer praticamente inexistente. É um cenário que o torcedor do Náutico, por exemplo, vai se identificar com a Arena Pernambuco. Enfim, para chegar ao Municipal de Aveiro, só de carro. E foi assim que chegamos lá.


Pronúncia do Norte
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As filas para comprar cerveja (e comida) eram grandes no entorno do estádio


No dia mais quente do século em Portugal, chegamos ao entorno do estádio por volta das 18h45 (a duas horas do início da partida), com o sol e o calor ainda castigando os torcedores que vinham aos poucos. E o que um tempo como este pede? Cerveja. Bem gelada, de preferência. Quem não levou suas cervejas, tinha que enfrentar filas de quase de 20 minutos para comprar a refrescante geladinha.


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As torcidas conviveram em harmonia e era comum ver grupos de portistas e avenses


A maior parte da torcida do Aves chegou em um comboio de ônibus. Dos 30 mil ingressos vendidos, cerca de cinco mil eram para os torcedores avenses (ou seja, quase ⅔ de toda a população da Vila das Aves). E o convívio com a torcida portista nos arredores do estádio foi de harmonia, marcado sempre pelo desportivismo. Aves é uma vila da cidade de Santo Tirso, que fica na Região Metropolitana do Porto. Portanto, não é de estranhar que muitos dos avenses tenham o coração dividido pelo vermelho e branco do clube da Vila e o azul e branco dos dragões.


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Enquanto a torcida do Porto se dirigia às entradas do estádio, o sol ia se pondo ao fundo


A bola começou a rolar às 20h45, precisamente a hora em que o sol se ocultava no horizonte. Dentro do estádio, o clima era empolgante. As bancadas completamente tomadas. Atrás de um dos gols, a pequena torcida do Aves cantava e pulava - afinal, só estar ali já era um título para eles. A torcida do Porto, em esmagadora maioria, fazia os seus cânticos ecoar pelo Municipal de Aveiro. As “claques” portistas - Super Dragões e Colectivo - ficaram atrás do gol oposto à da torcida do Aves. E era aquele o recanto do estádio que mais pulsava.


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A explosão da torcida após o gol de empate, marcado por Brahimi


Nem mesmo o gol surpreendente e contra a corrente do jogo do Aves esmoreceu a torcida azul e branca, que continuou a cantar em apoio ao time campeão português. A bela jogada que culminou no gol de Brahimi fez com que a torcida explodisse de emoção pela primeira vez no jogo. O intervalo foi o momento para refrescar - apesar do início da noite, o calor persistia.


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O momento do êxtase quando Maxi Pereira marcou o gol da virada


O Porto voltou melhor no segundo tempo e atacando precisamente para o lado da nossa torcida. Foi bem atrás daquela barra que vimos a tabelinha entre Otávio e Maxi Pereira, no gol da virada marcado pelo experiente lateral direito uruguaio, para arrebentamento da torcida. Mas, o melhor ficou para (perto d)o fim. Aos 39 minutos, a bola chegou a Óliver no lado direito. O espanhol deu um belo passe para Corona que, de fora da área, marcou o golaço que garantiu a 21ª Supertaça da história do FC Porto. Em meio aos cânticos de “o campeão voltou” ainda houve espaço para uns “olés”, antes que o árbitro apitasse o fim da partida.


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Depois de levantar a taça, a já tradicional roda pós-jogo em frente à torcida